Foto: Multishow/ReproduçãoTyler, the Creator escreve certo por rimas tortas no Lollapalooza Brasil
Escolha pelo artista para fechar o Palco Budweiser ensina que nomes menos óbvios podem ser boas apostas como headliners
Não dá para imaginar o rap dos anos 2010 sem a figura de Tyler, the Creator. Correndo por fora das sonoridades dominantes, ele escreveu certo por rimas tortas uma obra que nunca parou de propor coisas diferentes e surpreender positivamente.

Como headliner do Lollapalooza Brasil 2026 no domingo (22), o artista juntou menos gente que Sabrina Carpenter e Chappell Roan nos dias anteriores. Mas elas são as divas pop que estão hoje no holofote, então essa comparação nem cabe muito.
Mesmo assim, alternando sequências de peso, como na ansiosa Noid, com canções românticas, caso de Sugar on My Tongue, Tyler, the Creator engajou uma plateia vasta com um repertório focado principalmente nos dois últimos álbuns, Chromakopia e Don’t Tap the Glass. Mas não apenas, compondo também a seleção com faixas mais antigas, como ÏFHY, Earfquake e Who Dat Boy.
Vestido com um conjunto vermelho, o rapper conduziu com maestria uma viagem por climas diferentes, em um show que deve entrar para a história do festival aqui. E que traz uma lição de que pode dar muito certo apostar em um nome menos óbvio para encabeçar o evento.



