Foto: Tati Silvestroni/Music Non StopBeirut no C6 Fest foi marcado por som baixo e clima morno
Edição: Flávio Lerner
Nem os maiores hits e um cover de Caetano salvaram a apresentação do projeto de Zach Condon
Uma das apresentações mais aguardadas do C6 Fest era a da banda americana Beirut, que se autodenomina como uma orquestra e traz influências musicais do leste europeu para suas composições — nota-se isso também pelo nome escolhido por Zach Condon, a mente brilhante por trás do grupo.

17 anos depois de sua última passagem pelo Brasil, que ocorreu em 2009, o show teve um efeito diferente do esperado para muitos dos espectadores: entregou um som muito baixo em um lugar imenso como o Parque do Ibirapuera e um setlist morno, com músicas de baixa rotação, pouco animadas, para um público que misturava fãs saudosos da banda e aqueles que ansiavam pela lenda do Led Zeppelin, Robert Plant, que seria a atração seguinte naquele mesmo palco.
Claro que os maiores hits estiveram presentes. Elephant Gun e a dobradinha com Nantes deram um fôlego à apresentação parada, e Leãozinho, de Caetano Veloso, cantada inteiramente em um português perfeito pelo vocalista, foi o ponto alto da noite.
Mas em meio a gritos de “aumenta o volume!” e reclamações ouvidas em alto e bom som das pessoas ao redor, o Beirut fez sua apresentação sem muitos momentos de grande excitação, e finalizou dez minutos antes do horário previsto. Talvez eles demorem mais 17 anos pra voltar depois desse banho de água fria num dia de outono que a chuva prometeu, mas nem caiu.



