Última edição do Capslock Festival rolou em janeiro de 2025, na Fabriketa. Foto: Reprodução/InstagramÍcone da cena clubber alternativa de SP, Capslock faz 15 anos
Edição: Flávio Lerner
Trazendo 15 atrações, festival que celebra uma década e meia da marca criada por Paulo Tessuto rola nesta sexta
Hoje (19) é dia de celebrar 15 anos da Capslock, um dos grandes motores da revolução ocorrida em São Paulo, quando festas independentes, uma alternativa a clubes tradicionais e festivais, tornaram-se o grande polo de inovação tanto na música, quanto no jeito de se curtir um rolê eletrônico.

Revivendo a cultura das ocupações e squats, um movimento de contracultura seminal para o desenvolvimento do techno em cidades como Londres e Berlim, a geração das “festas de rua” (começaram assim, antes de irem para galpões abandonados) nos lembrou de qual a verdadeira função de uma rave urbana: incluir, respeitar o diferente, trazer novas propostas musicais e permitir viver esse cenário gastando um pouco menos.
Criada por Paulo Tessuto e filha da extinta Voodoohop, a Capslock chega ao bairro da Casa Verde (Rua João Rudge, 115, onde funciona o High Club) com uma lista de 15 atrações divididas em três palcos, que incluem respeitados DJs internacionais — mas brilha mesmo com a escalação brasileira, principalmente com artistas que nasceram na festa e hoje desfilam nos palcos do mundo, como KENYA20Hz, BADSISTA, L_cio e From House to Disco. De gringópolis, tocam Samantha Togni, Batu e Radio Slave, com larga história na promoção da house e do techno além-mar.
O tema do festival neste ano é “15 minutos de deep fama”, uma zoeira capslockiana com os avanços tecnológicos provocados pela IA e suas consequentes agruras, como os deepfakes. Ainda há ingressos disponíveis e é bom não moscar.
View this post on Instagram



