Foto: Tati Silvestroni/Music Non StopLykke Li embala C6 Fest com sua “sofrência nórdica”
Edição: Flávio Lerner
Envolta em brumas de máquina de fumaça, cantora sueca emocionou com músicas que falam de amor não correspondido
“Sofrência nórdica” é uma boa maneira de definir a maior parte do excelente show de Lykke Li no C6 Fest, no domingo (24). Envolta em brumas de máquina de fumaça, a cantora sueca emocionou com suas músicas que falam de solidão e amor não correspondido.

O repertório do show de uma hora passa por músicas de seus vários álbuns, de Little Bit, da sua estreia de 2008 (Youth Novels), a Lucky Again, do novíssimo The Afterparty, lançado no último dia 08.
Mantendo a cabeça sob um capuz durante boa parte do show, Lykke fez uma performance com elementos de mistério e sensualidade. Uma vibe triste, mas com tesão, como diria Pabllo Vittar. O público ficou totalmente absorvido, cantando e vibrando tanto nas músicas de climão quanto nas mais festeiras.
Indo para o fim, a artista surpreende geral ao anunciar que vai cantar uma música em português. Ela manda então uma versão impecável de Sozinho, linda canção de Peninha (tanbém gravada por Caetano Veloso). O megahit I Follow Rivers chegou como apoteose. Envolta em uma bandeira do Brasil, Lykke Li botou o povo pra pular emocionado. E ainda não era o fim: a cantora encerrou levantando a fervura com uma versão para Rhythm of the Night, de Corona.



