Foto: ReproduçãoCom mais de 300 itens originais, MIS abre exposição sobre Janis Joplin
Edição: Flávio Lerner
A partir desta quinta-feira, 16, Janis apresenta mais de dez salas expositivas sobre uma das maiores artistas da história do rock
As novas gerações estão perdendo contato com a importância da cantora de soul-rock Janis Joplin, nascida em 1943 nos Estados Unidos. Quando se fala em uma cantora “branca de voz negra”, a primeira figura que lhes vêm à mente, atualmente, é Amy Winehouse, enormemente influenciada em atitude, estilo e até mesmo defeitos por Joplin.

Para lutar contra esse apagamento causado pelo tempo, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, abre nesta quinta-feira, 16, uma das exposições mais interessantes dos últimos tempo na cidade. No lugar de “exposições virtuais”, interativas, com muito conteúdo em vídeo ou réplicas, os organizadores foram até Los Angeles e transportaram mais de 300 itens originais — como figurinos, adereços, manuscritos e muitas outras peças —, trazendo à capital paulista um pouco da vida da cantora.
“Tivemos acesso à família de Janis e estamos trazendo ao MIS um grande acervo da cantora, nunca visto no Brasil”, afirma à imprensa André Sturm, diretor geral do MIS e curador da mostra. “E mais: para além dos objetos pessoais, nós fizemos um profundo levantamento fotográfico da vida e carreira de Janis para compor a exposição. Destaco as imagens do Monterrey Pop, um grande festival de música da década de 60, onde ela foi descoberta, ocorrido antes mesmo de Woodstock.”
Com mais de dez salas expositivas (incluindo uma área dedicada ao amor de Janis Joplin pelo Brasil), Janis poderá ser visitada gratuitamente às terças-feiras, e tem ingressos a partir de 30 reais nos demais dias. Uma bela chance para imergir na arte de uma figura que é peça-chave na união entre o country e o soul nos Estados Unidos.



