Peggy Gou. Foto: DivulgaçãoLollapalooza Brasil 2026: 8 atrações de música eletrônica para não perder
Faltando dois meses para o festival, elencamos DJs/live acts que valem conferir de perto — de Peggy Gou a ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U
Quem acompanha os megafestivais no Brasil há algum tempo, sabe que há décadas a “pista eletrônica” desse tipo de evento era, com raras exceções, sofrível. Uma tendinha jogada em algum canto, com som e estrutura bastante mais ou menos e, principalmente, line-ups feitos às pressas, com pouco conhecimento do que realmente era relevante. Bem, as coisas mudaram, para nossa alegria. Conforme a música eletrônica foi ganhando status de gênero e um mercado desenvolvido, grandes rolês passaram a dedicar curadores especializados para os palcos. A dois meses de começar sua 13ª edição em São Paulo, o Lollapalooza Brasil 2026 é uma prova disso.

O line-up anunciado está pequeno — o que é ótimo, pois dá mais tempo para os DJs se apresentarem — e sensacional, apesar de ter deixado de lado a música eletrônica genuinamente brasileira e recentemente reconhecida internacionalmente, o funk.
Separamos oito artistas do palco eletrônico do Lolla que você não deveria perder.
Sexta-feira (20/03)
Ben Böhmer
O DJ alemão fará a alegria dos fãs de trance, progressive house e, quem diria, indie-rock. Ben Böhmer adiciona melodias à sua música que remetem a gêneros como o indie dance e o synth-pop. Vale bater perna até o palco eletrônico para conferir.
horsegiirL
Raro em line-ups de festivais brasileiros, o happy hardcore surgiu na Holanda nos anos 90 e mistura um som com batidas rápidas, vocais pop e uma voz esquisita que mistura doideira com infantilidades. horsegiirL também é alemã (tem um monte de germânicos no line-up do Lollapalooza Brasil 2026) e trará ao povo uma rara oportunidade de ouvir o estilo por aqui.

Aline Rocha
House de prima, cool e cheio de groove, tocado por uma garota brasileira cheia de talento. Tá bom? Tá ótimo! Aline Rocha é uma das melhores escolhas na sexta-feira para quem estiver no Lollapalooza Brasil 2026. Por aqui, a house music segue vive, graças ao trabalho de vários artistas como Rocha.
Sábado (21/03)
Brutalismus 3000
O “brutalismo” virou moda nos últimos tempos em redes sociais, com milhares de vídeos mostrando prédios garrados no cimento cru e formas retas. Aproveitando o hype da palavra, Victoria Vassiliki Daldas e Theo Zeitner formaram o Brutalismus 3000 em 2020. Seu golaço, no entanto, é recuperar a estética do hard-techno alemão do começo no século. Uma prova de que o Lolla está cada vez mais distante da eletrônica farofa.
Hamdi
Hamdi é marroquino (embora também tenha desenvolvido sua carreira na Alemanha) e começou trabalhando como booker de festivais. De tanto contratar DJs, se tornou um dos bons. Celebrando o Sul Global, o artista apresenta sua música eclética, misturando house, techno e breakbeat, além de outras maluquices.

Domingo (22/03)
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Definitivamente o maior golaço do Lollapalooza Brasil 2026. O japonês Yousuke Yukimatsu é a maior sensação musical dos últimos tempos no cenário eletrônico, misturando atitude punk, um passado bem doidão no underground de Tóquio e mixagens frenéticas, dos mais variados estilos da dance music. Não deixe de assistir!
Peggy Gou
A DJ sul-coreana já tocou inúmeras vezes, tornou-se uma lenda da house e chega ao Lollapalooza como um das headliners do palco eletrônico, com todas as credenciais para isso. Embora os horários ainda não tenham sido anunciados, tudo indica que Peggy Gou será a responsável por encerrar o festival, juntando todo mundo na última dança antes. E nós estaremos lá!
Zopelar
Um dos poucos representantes brasileiros do line up, Zopelar é cria das festas independentes paulistanas e traz a vibe dos galpões abandonados e o concreto frio em seu som. Inteligente e classudo, o produtor é um carimbo de qualidade na curadoria eletrônica do Lollapalooza Brasil 2026. Parabéns aos envolvidos!



