Viagra Boys Foto: Reprodução

Viagra Boys prova que a atitude rock’n’roll ainda tem seu espaço

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Saiba como foi o rock contestador, sujo, antifascista e que tira onda da hipermasculinidade no Lollapalooza Brasil 2026

Direto de Estocolmo, o Viagra Boys trouxe sua mistura de Social Distortion, Iggy Pop e indie-rock dos anos 2000, provando que atitude rock’n’roll faz sucesso em um festival pop como o Lollapalooza. O show foi escrachado, barulhento e cheio de microfonia, mostrando para a galera uma espécie de rave-rock à la Manchester e Stone Roses que encantou todo mundo.

Além do público fiel, muita gente que não os conhecia entrou na vibe, e a apresentação foi espetacular. Carismático, apaixonado, cheio de energia, e com direito a tecladista/percussionista que, além de tocar mal (ele é horrível e maravilhoso!), interage como ninguém com a galera, entrando no meio do povo no final.

Sensacional, e uma mostra de que o rock contestador, sujo, antifascista e que tira onda da hipermasculinidade — característica do grupo — tem um lugar único dentro de um rolê como o Lolla.

O Viagra Boys se apresentou naquilo que vamos chamar de “Palco Pedreira”, afinal, neste ano a organização encheu de pedregulhos, entulhos e britas toda aquela área do Palco Samsung Galaxy, que antes era uma erosão causada pelas chuvas das edições anteriores. Combinou com o som.

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Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.