Foto: ReproduçãoViagra Boys prova que a atitude rock’n’roll ainda tem seu espaço
Saiba como foi o rock contestador, sujo, antifascista e que tira onda da hipermasculinidade no Lollapalooza Brasil 2026
Direto de Estocolmo, o Viagra Boys trouxe sua mistura de Social Distortion, Iggy Pop e indie-rock dos anos 2000, provando que atitude rock’n’roll faz sucesso em um festival pop como o Lollapalooza. O show foi escrachado, barulhento e cheio de microfonia, mostrando para a galera uma espécie de rave-rock à la Manchester e Stone Roses que encantou todo mundo.

Além do público fiel, muita gente que não os conhecia entrou na vibe, e a apresentação foi espetacular. Carismático, apaixonado, cheio de energia, e com direito a tecladista/percussionista que, além de tocar mal (ele é horrível e maravilhoso!), interage como ninguém com a galera, entrando no meio do povo no final.
Sensacional, e uma mostra de que o rock contestador, sujo, antifascista e que tira onda da hipermasculinidade — característica do grupo — tem um lugar único dentro de um rolê como o Lolla.
O Viagra Boys se apresentou naquilo que vamos chamar de “Palco Pedreira”, afinal, neste ano a organização encheu de pedregulhos, entulhos e britas toda aquela área do Palco Samsung Galaxy, que antes era uma erosão causada pelas chuvas das edições anteriores. Combinou com o som.



