Interpol Foto: Tati Silvestroni/Music Non Stop

O show cansado e perfeito do Interpol no Lollapalooza Brasil 2026

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Apresentação da banda americana para um Samsung Galaxy lotado foi apenas protocolar para Jota Wagner

No fim de tarde desta sexta-feira, 20, o Interpol fez um show para um Palco Samsung Galaxy lotado, que encarou a banda com a frieza de quem estava em um zoológico. Essa recepção do público pode ter se dado por dois motivos: talvez porque eles tiveram que tocar no mesmo espaço, o “Pedreira”, depois do Viagra Boys, que fez um show insano, ou talvez porque eles já vieram ao Brasil várias vezes, e isso pode ter impactado no fator “novidade”.

A própria atitude dos músicos, assim como havia sido com os Strokes no Lollapalooza Brasil 2022, foi de uma banda batendo cartão, e isso também não ajudou muito. Só que o grupo nova-iorquino é um misto de banda de rock com produto perfeito para um festival. São bonitinhos, são bem-arrumados, são higiênicos, tocam bem e direitinho, com som limpo, o que pode ser uma cartada certa pra quem faz a curadoria.

Acho, no entanto, que está na hora do Lollapalooza Brasil pensar mais em novidades do que em atrações certeiras. Tudo foi bem, a noite esteve linda, São Pedro ajudou, a casa estava lotadíssima, mas o público brasileiro merecia um pouco mais.

Dentro de todas suas qualidades, de todo o seu talento e de toda sua potência, o Interpol fez um show cansado e perfeito.

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Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.