Shows SP Interpol. Foto: @observadordaimagem/Music Non Stop

De Interpol a RIIZE: os shows gringos que rolam em SP em março

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Cidade de São Paulo recebe 17 shows internacionais neste mês; confira cada um deles e descubra o valor total dessa brincadeira

– Amigo, tive uma ideia muito louca! Vamos assistir a todos os shows internacionais na cidade em março, independentemente do gênero?

– Ai, adorei! Vou comprar tudo no crédito. Quanto preciso ter de limite?

– Mixaria: 8.492 reais.

Pois é. O Departamento de Análises Dolorosas do Music Non Stop, o DAD-MNS, fez esse levantamento. Somente com ingressos, sem contar o descolamento até o local, as bebidinhas (que andam caras) dentro dos eventos e o dogão no final da noite, assistir a todos os shows internacionais em março em São Paulo consumiria de sua vida financeira quase nove mil reais. Assim é a vida de quem gosta de espetáculos musicais e mora na maior cidade brasileira. Detalhe: não incluímos aqui o Lollapalooza, marcado para o final do mês — apenas seus sideshows.

Ajuda no fato de a programação ser bastante diversa. Exceto no caso de alguém absurdamente eclético, dividindo em nichos a conta cai para mais ou menos um quarto desse valor, o que também não é pouco. São Paulo tem opções de shows para punks, metaleiros, indie-rockers, yatch rockers e muito mais.

Aproveite nosso guia completo do mês de março e corra atrás dos seus artistas prediletos.

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AC/DC

4 de março – Morumbis

Uma das mais importantes bandas do rock’n’roll mundial, o AC/DC estava longe dos palcos há 16 anos e retornou com a turnê Power Up. Dia 04 rola o último dos três shows que o grupo fará em São Paulo. Os ingressos (a partir de R$ 850) já estão esgotados.

Saiba aqui como foi um dos shows.

Jason Mraz

5 de março – Espaço Unimed

Jason Mraz retorna ao Brasil após dez anos com a turnê de óbvio nome Return to South America. Serão cinco shows em diferentes cidades brasileiras. O estadunidense, que mistura pop, reggae e rock em seu repertório, promete um setlist com seus sucessos mais conhecidos. Ingressos a partir de 228 pilas, contando a taxa de conveniência.

MAQUINA

5 de março – Cineclube Cortina

Influenciada pelo industrial e krautrock, a banda portuguesa MAQUINA se apresenta no projeto Circuito, que une novos talentos locais com uma atração mais tarimbada, em quatro cidades do estado. Na capital, o rolê acontece no Cineclube Cortina e tem abertura de Julieta Social. Esse aqui dá para ir sem gastar uma bica. Os ingressos estão a 39 reais.

Madball

6 de março – Espaço Fabrique

A lendária banda de hardcore de Nova Iorque se apresenta em show único na Barra Funda, no Espaço Fabrique. O show da Madball é uma pré-festa do minifestival NPF Fest, marcado para o dia seguinte. Os ingressos já estão no último lote, a 400 reais, neste link.

Speed, Path Of Resistance e Clique

7 de março – Usine

No dia seguinte, e praticamente ao lado do Fabrique, na Usine, rola o NDP Fest com duas bandas gringas: a australiana Speed e as estadunidenses Path Of Resistance e Clique. Que final de semana para os barrafunders! Os ingressos custam 440 reais e ainda estão disponíveis.

Big Time Rush

06 de março – Espaço Unimed

Da televisão para os palcos. Big Time Rush é uma boyband criada para uma série de TV da Nickelodeon. Com o sucesso dos episódios, os atores foram escalados para representarem a si mesmos em palcos pelo mundo. O show promete “músicas de todos os episódios”. Ideal para uma sexta pré-adolescente em São Paulo. Ingressos a 450 reais.

Bryan Adams

07 de março – Vibra São Paulo

Alô, ouvintes das rádios Antena 1, Alpha FM e afins! O ícone do pop meloso Bryan Adams também volta ao Brasil, na Vibra. Adams acredita que os brasileiros que cresceram nos anos 80 hoje estão incrivelmente bem-sucedidos. O preço mais baixo para dançar ao som de suas balada é de 1.600 mangos! Meu Deus, Bryan, o que é isso? Por enquanto, há ingressos disponíveis em todos os setores.

LANY

11 de março – Audio Club

Mais pop fofo na semana, dessa vez com os estadunidenses do LANY (uma abreviação para Los Angeles–New York). O grupo ocupa uma quarta-feira da Audio para apresentar seu mais recente álbum, Soft, de 2025. Se ainda sobrou algum dinheiro na sua conta depois der ido ver o mestre Bryan Adams, aproveite para prestigiar também os pupilos, desembolsando mais 395 reais.

TV Girl

18 de março – Cine Joia

Sideshow do Lolla, que aproveita a agenda dos artistas para algumas apresentações extras. No simpático Cine Joia, os estadunidenses do TV Girl apresentam seu indie-pop em versão mais intimista. Para quem não pôde ou não quis comprar os ingressos do Lollapalooza Brasil 2026, dá pra ver a banda bem de pertinho por 500 reais.

The Adicts

18 de março – Carioca Club

The Adicts está dando tchau. Popular e ativa no punk-rock desde a década de 1970, a lendária banda inglesa traz a São Paulo, no dia 18 de março, a Adios Amigos Tour, sua despedida pela América Latina depois de quase cinco décadas de carreira. Os ingressos custam, no lote atual, 420 pilas. Corra!

Interpol e Viagra Boys

19 de março – Audio Club

Claro que já esgotou, né? Interpol, uma das maiores bandas do circuito festivaleiro pós 2000, ao lado da sensação Viagra Boys, se apresentando na aconchegante Audio Club (em mais um sideshow do Lollapalooza), é uma das melhores opções do mês. Os ingressos estavam a 550 reais e se foram rapidinho.

Blood Orange

19 de março – Cine Joia

Antes de mais nada, já esgotou. Já era. Perdeu. Blood Orange é uma das mais interessantes atrações do Lolla, e também faz um sideshow no Joia, misturando indie, R&B e soul, gêneros que combinam muito mais com um espaço pequeno e intimista do que com um grande palco a céu aberto. Justamente por isso, o povo correu atrás dos ingressos (também a 500 reais) logo nos primeiros dias e garantiu seu lugar.

RIIZE

19 de março – Terra SP

Fãs de K-pop também têm sua atração em março na cidade de São Paulo. O RIIZE chega com a pompa de ser o primeiro grupo do gênero a se apresentar em um Lollapalooza brasileiro (21 de março). Dois antes antes, aproveita para fazer seu side show no Terra SP, para conter a ansiedade dos BRIIZEs, como são chamados os fãs daqui do país. Papais, preparem-se! Seus filhotes vão lhe pedir 550 reais reais a mais na mesada este mês.

Katatonia

21 de março – Cine Joia

Enquanto os festivaleiros circulam no Autódromo de Interlagos atrás do seu show predileto, os metaleiros se reúnem no bairro da Liberdade para curtir o show da banda sueca Katatonia. Desde que despontou como um dos pilares do metal pesado, o grupo de Estocolmo tem desafiado rótulos e expectativas, fundindo goth, shoegaze e prog-rock em canções sombrias e melancólicas. Com 380 reais, você tem direito a bater cabelo com os caras em um sabadão metal.

D.R.I e Ratos de Porão

22 de março – Cine Joia

Vamos combinar que isso não é um show, mas um acontecimento. Os estadunidenses do D.R.I e os brasileiros Ratos de Porão são duas das mais importantes bandas do gênero musical chamado de crossover, uma mistura entre o hardcore punk e o thrash metal. Juntinhos, no mesmo palco, em apresentação única na cidade. Vira correr, porque a maior parte das opções de ingressos já esgotou. Reserve 500 reais no orçamento do mês.

Anoushka Shankar

25 de março – Cine Joia

Essa garota já é conhecida pelos cultos leitores do Music Non Stop. Filha de Ravi Shankar e irmã de Norah Jones, Anoushka Shankar desembarca para show único no Brasil. Reconhecida internacionalmente pelo domínio no sitar, pela abordagem inovadora e pelas colaborações com grandes nomes da música global, ela mistura tradição indiana e jazz contemporâneo. O ingresso já está no segundo lote, a 560 reais.

Steve Hackett & Genetics

22 de março – Audio Club

Lendário guitarrista do Genesis, Steve Hackett chega ao país em show solo, para agradar aos fãs de rock progressivo. Em cinco décadas de carreira, o maluco já lançou 29 álbuns, sem contar os da banda que o fez famoso. Detalhe importante: este senhor não tem nenhum problema em tocar clássicos de seu antigo grupo — chegou até mesmo a lançar dois discos onde revisita o repertório. O preço tá bom: há ingressos disponíveis a partir de 180 mangos.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.