Pet Shop Boys Foto: Divulgação

Vai virar moda? Pet Shop Boys lança turnê “obscura”

Jota Wagner
Por Jota Wagner

A chamada Obscure Pet Shop Boys traz shows menores, dedicados às músicas menos conhecidas do repertório da dupla britânica

No mercadinho dos Pet Shop Boys, pelo menos nas filiais britânicas, tem opções para todo tipo de público. Recentemente, o grupo anunciou uma turnê tocando os maiores hits da sua carreira, coisa grande. Os shows servirão para os tios levarem seus sobrinhos a conhecerem a dupla que tanto os fez felizes na pista de dança, nos casamentos e nas festas da firma. Mas Chris Lowe e Neil Tennant não se contentaram só com isso. E aquele fã que já foi em vários shows, que conhece tudo sobre suas carreiras e foi muito além dos hits radiofônicos?

Bem, para eles, foi anunciada uma nova turnê “paralela”, a Obscure Pet Shop Boys, com shows menores dedicados somente às músicas mais desconhecidas dos seus 15 álbuns de estúdio. Uma chance rara, cult, de se ver um Pet Shop Boys diferente.  A temporada está marcada para abril de 2026, no Electric Ballroom, em Londres.

Grandes grupos musicais, com uma extensa discografia, sempre se rendem a uma espécie de fórmula ao montar o setlist de seus shows. A maior parte da apresentação é composta por sucessos de várias épocas, deixando ali pouquíssimo espaço para experimentalismos e surpresas. A quem os acompanha todos os anos, rola sempre aquela sensação de “mais do mesmo”.

A gente espera que a ideia do grupo chame atenção, e que seja copiada por muita gente. Que tal um side show, dias após a apresentação oficial, com uma festinha extra só com músicas nunca tocadas ao vivo? Nós poderíamos, aqui na redação, elencar uns cem artistas que desejaríamos, em uma apresentação desse naipe.

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Pois os Pet Shop Boys abriram a porteira de seu lado obscuro. Agora, é torcer para que mais artistas copiem a ideia.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.