Valentina Luz é a modelo bafônica que arrasa nas performances em festas como a ODD. Conheça!

Claudia Assef
Por Claudia Assef

Graças a Deus, a performance está de volta entre nós, clubbers. São muitos os tipos, são muitos os artistas. Por aqui, já falamos de gente que arrasa na dança, na montação e no ativismo político, como é o caso da Euvira. Também já rolou entrevista com o Dudx, que mistura circo, butoh, muita maquiagem e dança contemporânea na linguagem de suas intervenções artísticas.

Agora chegou a vez de você conhecer melhor o trabalho da modelo e performer Valentina Luz, uma garota trans, negra e careca de 20 anos que veio do interior do Paraná para morar (e brilhar) em São Paulo. Foi no balé clássico que ela se entendeu como menina, enquanto estava na escola.  Valentina falou sobre as dificuldades da infância com a amiga Ellen Milgrau, também modelo e fã do fervo das festas de São Paulo.

ELLEN MIL GRAU ENTREVISTA VALENTINA LUZ

Umas das atrações da festa ODD que rola neste sábado Valentina conversou com a coluna #MillerMusic sobre noite, música eletrônica, preconceito e outras coisitas. Que pessoa incrível você está prestes a conhecer melhor. Mas antes dá um play numa das músicas preferida da Valentina (que escolha mais fina!) e se joga na entrevista.

Auntie Flo – Waiting for A (Woman) feat. Anbuley (Revenge Rework Dixon Beat Edit)

Music Non Stop – Você tem 20 anos, veio do interior do Paraná, tem se apresentado em festas como ODD. O que você conhecia de música eletrônica antes de começar a trabalhar na noite?

Valentina Luz – Sim, eu conhecia muito pouco, mas eu sempre fui muito eclética com a música e na vida.
Tentei aproveitar o máximo de tudo que me foi oferecido, mas conhecia um pouco do trance, por ser do interior e frequentar raves desde muito cedo.

Modelando: pisa menos!

Music Non Stop – Atualmente você trabalha mais como modelo ou como performer em festas? De qual das duas carreiras você gosta mais?

Valentina Luz – Atualmente estou engajada em trabalhar, meu início na vida artística foi como performer e depois vim para São paulo, tentar a carreira de modelo, que deu certo depois de várias tentativas. Eu atualmente prefiro performar, mas até pouco tempo atrás eu estava muito ligada à moda. Estou no processo de poder conciliar as duas profissões.

Music Non Stop – Qual é a parte mais incrível de trabalhar na noite?

Valentina Luz – É conhecer pessoas e poder passar a música do DJ de forma visual e questionável, podendo trocar energias boas com o público da festa e assim valorizar a cena que eu vivo hoje. Esse trabalho é gratificante.

Valentina Luz em ação como performer <3

Music Non Stop -Você faz parte do coletivo Namíbia, que é incrível. Conta um pouco do trabalho desse grupo?

Valentina Luz – Namíbia é um coletivo importante para cena atual, que traz para o rolê representatividade negra.
Eu adoro fazer parte desse coletivo, pois temos os mesmo ideias.

Integrantes da Coletividade NÁMÍBIÀ, da qual a performer Euvira é figura central

Music Non Stop – Quando você veio pra São Paulo, o que você tinha em mente, o que você buscava na cidade grande?

Valentina Luz – Eu cheguei a São Paulo com a missão de trabalhar, de me reinventar e, com o tempo, eu pude me encontrar.

Music Non Stop – Sei que você fez aulas de balé, você usa fundamentos dessa dança nas suas performances?

Valentina Luz – Muitos movimentos usados na minha performance vêm do balé clássico. É o que me diferencia e torna minha performance questionável rsrs.

Grace Jones jovem? Não, Valentina Luz.

Music Non Stop – O que é uma festa perfeita pra você?

Valentina Luz – Pergunta difícil hahahaha. Mas o que torna a festa perfeita é uma boa curadoria, qualidade de som, trocas boas de energia e, claro, eu performando.

Music Non Stop – Se você fosse DJ, quais seriam três músicas que não faltariam no seu set?

Valentina Luz – Auntie Flo, Waiting for A Woman feat. Anbuley (Revenge rework Dixon beat edit), Fango, Tei e
Zopelar & Davis, Aklitomo.

Music Non Stop –  Em tempos de absurdos como cura gay, você se sente protegida na “bolha” da música eletrônica ou já teve casos de preconceito também nesse meio?

Valentina Luz – Mulheres como eu sofrem preconceito diariamente, estaria sendo hipócrita negando meu privilégio. Óbvio que sofro preconceito mesmo estando na bolha do eletrônico, mas me sinto muito bem preparada para lidar com esse tipo de coisa, pois vivo o preconceito na pele desde muito cedo.

<3

 

ODD MERGULHO

Sábado, 7 de outubro, a partir das 23h
VALESUCHI
WELLMAN
SPHYNX
HUBERT
DAVIS

VIDEO-SISTEMA
FÉLIX PIMENTA
ROBERTA UIOP
PIXIEQUARK
VALENTINA
CORJA
EUVIRA

Ingressos aqui

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