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Tiny Vinyl: o hype dos disquinhos de quatro polegadas

Tiny Vinyl

Foto: Reprodução

Pequeninos e coloridos, minidiscos de vinil já foram lançados por artistas como Chappell Roan, The Rolling Stones e Black Sabbath

Uma coleção capaz de fazer muito fã de vinil babar. Discos de quatro polegadas (quase a metade do menor formato comercial vigente, o compacto, que tem sete), coloridos, com capas caprichadas de artistas como Chappell Roan, Rolling Stones, Black Sabbath e muito mais. Chamados de “Tiny Vinyl” (mesmo nome da companhia americana que os criou e produz), eles comportam até quatro minutos de cada lado e podem ser tocados em qualquer vitrola, desde que o braço seja capaz de chegar até o centro do prato (em alguns casos, há uma trava que impede que a agulha vá até onde, nos discos a partir de sete polegadas, existe o selo de papel). E mais: artistas podem encomendar a fabricação do seu, escolhendo entre 26 cores diferentes, diretamente no site da empresa.

Uma nova invenção? Não mesmo. Os discos de quatro polegadas existem desde a década de 50, quando a RCA, em parceria com a Bell Labs, desenvolveu o formato. A ideia era utilizar uma mídia superportátil para outros fins, como mensagens empresariais. Mais tarde, o formato começou a ser testado para o público infantil, incluído em brinquedos, com contos de fadas ou músicas para crianças. Mas não foi um sucesso comercial. O pequeno vinil também alimentou algumas jukeboxes portáteis, disponíveis nas décadas seguintes.

O primeiro país que chegou a adotar o formato para lançamentos comerciais de música foi o Japão, durante a década de 60, com coleções chamadas Pocket Records, produzindo milhares de itens que, hoje, são disputados por colecionadores por sua raridade e curiosidade histórica. Os fabricantes japoneses chegaram até mesmo a lançar uma vitrolinha portátil para tocar os minidiscos.

A onda chegou nos Estados Unidos em 1967, mas de um jeito um pouco diferente. A Philco lançou uma coleção de revistas com biografias de artistas acompanhadas de disquinhos de quatro polegadas, mas no formato flexi-disc, quase da grossura de uma folha de papel, com qualidade de som inferior, tocando a música em 45 RPM. A empresa chegou a lançar diversos artistas, como Aretha Franklin, Wilson Pickett e Arthur Conley.

Minitoca-discos japonês feito para os pocket records. Imagem: Reprodução

Após pouco tempo apostando no formato, ele acabou caindo em desuso, principalmente porque o compacto original, de sete polegadas, era melhor e mais barato.

Os novos lançamentos da Tiny Vinyl chegam ao consumidor custando por volta de 15 dólares. Bem caro, se levarmos em consideração a quantidade de minutos que carrega, mas justificável, atualmente, por ser um produto diferente, curioso e — esconda o cartão de crédito — altamente colecionável.

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