Dia do trabalho: 10 artistas contam qual foi seu primeiro emprego no mercado de trabalho (e antes da fama)

Por Amanda Sousa

Neste sábado de feriadão separamos 10 artistas nacionais e internacionais que tiveram empregos um tanto quanto estranhos e inusitados antes de se tornarem famosos. Tem um que foi até coveiro e aposto que você não faz ideia de quem seja! 

“Eight-hour day with no cut in pay” (“diária de oito horas sem redução no pagamento”) era o slogan repetido por mais de 300 mil manifestantes que foram às ruas em Nova York, Chicago, Detroit e Milwaukee, entre outras cidades, também num sábado como hoje, do dia 1º de Maio de 1886, o Dia do Trabalho.

A luta dos americanos foi reconhecida rapidamente na Europa, onde já em 1890 o Primeiro de Maio começou a ser marcado por cerimônias e manifestações. Desde então, a data foi se difundindo por todo o mundo. Hoje é celebrada em mais de 80 países – e aqui no Brasil, o Dia do Trabalhador é celebrado desde 1925.

Tim Maia: entregador de marmitas

“O grande problema é que a gente era tratado de uma forma pejorativa. Os caras chamavam a gente de marmiteiro.”

Tim Maia começou a trabalhar muito cedo e teve diversos ofícios. Dentre eles, era entregador de marmitas e fez disso sua profissão até os 12 anos de idade. No trajeto, Tim roubava as misturas das marmitas ou parava no campinho bater bola com a molecada. Inclusive, Tim entregava marmitas também na casa do Erasmo Carlos que, por sua vez, foi…

 

Tim Maia. Foto divulgação

Erasmo Carlos: auxiliar de almoxarifado

Só Deus sabe o sufoco que foi aquele dia. jamais esquecerei o show de indecisão das mulheres na hora de comprar os produtos.”

O Tremendão tinha uma tremenda dificuldade de arrumar emprego. Foi quando o padrinho da mãe dele conseguiu com um amigo um teste para auxiliar de almoxarifado em uma loja de lingerie. A principal função dele era subir numa escada, pegar o pedido, descer e subir de novo. Por fim, as moças não compravam nada e ele precisava reorganizar tudo de novo. No fim do expediente do seu primeiro dia de trabalho, educadamente, disse um “até amanhã” para os funcionários da loja, mas nunca mais apareceu. 

Erasmo Carlos. Foto divulgação

Ivete Sangalo vendia marmitas

“Além de preparar, era eu também quem entregava as marmitas. Ia toda desarrumada e engrossava ainda mais a voz para não levar cantadas.

Antes de começar a cantar, Ivete Sangalo preparava quentinhas para ajudar no sustento da família. Também foi modelo e vendedora de roupas mas, com 18 anos, já começou a tocar em barzinhos para mostrar a sua voz e nunca mais parou de cantar.

Ivete Sangalo. Foto divulgação

Tatá Werneck: vendedora de cosméticos de porta em porta

“Uma vez encontrei várias amigas em um salão de cabeleireiro e entrei para vender meus cosméticos. Também fui a tia da pipoca em festas infantis.”

Tatá Werneck, com 18 anos, já vivia do que ganhava do teatro. Mas, para complementar a renda, vendia cosméticos de porta em porta. Também trabalhou como animadora de festas infantis. Tudo isso ela conciliava com a carreira artística. 

Tatá Werneck. Foto divulgação

Marcelo D2: camelô e porteiro

“Fui camelô, porteiro, vendedor de móveis, amo trabalhar. E  se hoje tô num hotel 5 estrelas em NY é por que fiz meu corre…”

Antes de fazer sucesso, Marcelo D2 foi, além de camelô, office boy, porteiro e servente. A fama veio em 1995 com o disco de estreia da banda Planet Hemp, banda que fundou com Skunk, com quem trabalhava na mesma barraca de camelô. Skunk tinha AIDS e morreu em junho de 1994. A morte do amigo marcou profundamente a vida de D2 e o Selo Positivo, que ajuda no tratamento de crianças portadoras do vírus HIV, foi criado em homenagem à Skunk. 

Marcelo D2. Foto Fábio Braga

Danny DeVito foi Cabeleireiro de Cadáver

“Eu penteava o cabelo das mulheres para deixá-las bonitas antes de serem enterradas.”

Danny tinha uma profissão inusitada: era cabeleireiro de cadáveres. A irmã tinha um salão de cabeleireiro (com uma clientela muito particular) e o convidou para trabalhar junto com ela. A irmã logo percebeu o talento que Danny tinha e pagou uma escola de cabeleireiro para ele e, embora ele tivesse clientes jovens, também tinha clientes mais velhas e, quando elas morriam, ele fazia questão de dar um último belo penteado para todas elas.

Danny Devito. Foto divulgação

Elvis Presley: caminhoneiro

É melhor continuar dirigindo caminhões, porque isso você sabe fazer bem. Já cantar é outra história”.

O homem mais famoso até hoje da história do rock é Elvis Presley. Em 1954, quando já tentava uma carreira no mundo musical, conseguiu um segundo emprego como motorista de caminhão na Crown Electric Company. Na época, Presley já apontava talento para o ramo artístico e conta que, durante este tempo, ouviu comentários de que deveria continuar como caminhoneiro, pois nunca conseguiria tornar-se um cantor. O resto da história a gente já sabe, né?!

 

Elvis Presley, Foto divulgação

Rod Stewart: coveiro

Eu pensava que, se eu conseguisse chegar o mais perto que podia da morte, cavando buracos para serem preenchidos por corpos reais, conseguia me livrar desse medo. “

Antes de fazer sucesso, Rod Stewart trabalhou como coveiro em um cemitério em Londres, durante sua adolescência. A ideia dele era que, ao trabalhar em um cemitério, ficasse com menos medo da morte.

Rod Stewart. Foto divulgação

Mick Jagger porteiro

Antes de ser o vocalista de uma das maiores bandas de rock, Mick Jagger foi, durante as férias, porteiro no hospital psiquiátrico Bexley Mental. Na época, Jagger era estudante de economia da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, onde ficou dois anos – 1962 e 1963 – antes de se tornar um dos mais importantes nomes da história da música. Essa experiência de Jagger no hospital talvez o tenha inspirado alguns dos primeiros sucessos dos Rolling Stones, como 19th Nervous Breakdown e Mother’s Little Helper

Mick Jagger. Foto divulgação

Madonna: atendente no Dunkin’ Donuts

“Eu estava brincando com a máquina injetora de geléia, sim”

Antes de se tornar uma estrela pop mundialmente conhecida, Madonna tinha empregos normais. Mas, em 1978 largou a faculdade e mudou-se para a cidade de Nova York para encontrar uma carreira no entretenimento e, logo no início, teve dificuldades financeiras. Arrumou um emprego no Dunkin’ Donuts na Times Square e foi demitida depois de espirrar geleia em um cliente. O emprego durou uma semana. 

Madonna. Foto divulgação

Amanda Sousa

Amanda Sousa é mãe, feminista, tem 30 anos e é formada em Comunicação Social. Natural de São Paulo, atualmente mora em Jundiaí. É apaixonada por música desde que se entende por gente. Vai do punk ao pop, gosta de descobrir sons em todas as vertentes.

× Curta Music Non Stop no Facebook