music non stop

De volta às aglomerações. Inglaterra libera rave e camping em série de eventos testes, sem máscara ou distanciamento.

fatboy slim com bandeira da house music

Foto: Reprodução/Instagram

Inglaterra inicia uma série de eventos sem distanciamento social ou uso de máscara para possível liberação total.

Aglomerações exigem testes antes e depois do evento.

Segundo dados do governo britânico, o Reino Unido teve, nos últimos 30 dias, menos de 100 mortes por Covid. Além disso, metade da população já recebeu a primeira dose da vacina.

Tais dados foram suficientes para que o governo comece a liberar eventos teste, com aglomeração e sem a necessidade do uso de máscara, em todo o seu território. A única exigência é um teste negativo de Covid que deve ser feito pelos participantes em até 24 horas antes do evento e em centros de testagem credenciados pelo governo.  Quem for às festas também é encorajado a fazer um novo teste PCR cinco dias após o evento.

 

 

O primeiro evento  a acontecer neste formato é o First Dance UK, uma rave urbana num galpão em Liverpool.  A festa de dois dias contou com Fatboy Slim, Blessed Madonna e Sven Väth no line up, entre outros animados DJs.  Daqui do país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza, nós resta imaginar a gana com que etes discos foram neste sound system, mais de um anos após a proibição total de eventos com aglomeração. Veja o vídeo publicado pela Jayda G. Recomenda-se lenço.

Além disso, o Glastombury abrirá sua área de camping durante as férias escolares.  Não haverá shows e discotecagens (exceto o voz e violão em volta da fogueira), mas espera-se ainda assim milhares de pessoas para curtir um pouco da “experiência Glastombury” ou, como descreveu de forma hilária o colunista Mark Beaumont para o New Music Express, “se não será o bacanal hedonista dos bons tempos e banheiros ruins, pelo menos será uma renovação de espírito de uma nação de gente fedendo a falafel”.

Os eventos culturais são um dos principais motores da economia britânica e sua importância é reconhecida

pelo governo há muito tempo. Campanhas pressionando o governo por ações rápidas foram conduzidas por artistas e associações desde os primeiro meses do lockdown.

Área de camping de Glastombury em áureos tempos – foto: wikipedia

Assim como na Nova Zelândia, que já vê sua agenda cultural voltar a ativa e abrigou o primeiro festival de rua pós pandemia, com 200 mil participantes, a receita para chegar ao estado atual de controle pandêmico foi ortodoxa: ouvir os cientistas e a OMS.

Vale lembrar que a Inglaterra, assim como o Brasil e os Estados Unidos, estava à bordo do Titanic negacionista que hoje vai a pique. Dos três exemplos citados, somente o Brasil não pulou fora do barco já no primeiro semestre da pandemia. Hoje, temos 1000 vezes mais mortes do que o Reino Unido.

 

 

 

 

 

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