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CCXP. Um balanço sobre a edição 2020 da maior conferência brasileira dedicada ao cinema, quadrinhos e cultura geek

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Por Yasmine Evaristo

Chega ao fim a edição 2020 – e online – da maior conferência nacional dedicada ao tema. Saiba como foi e conheça os destaques.

Em um ano tomado por incertezas provocadas pela pandemia, muitas coisas precisaram ser repensadas, dentre elas os eventos presenciais. O que observamos nos nove meses que se passaram foram os encontros presenciais sendo convertidos em virtuais para não deixarem de acontecer. Não foi diferente com a CCXP.

O encontro de cultura pop que aconteceu entre os dias 4 e 6 de dezembro migrou da São Paulo Expo para as telas de computadores, tablets e celulares de inúmeras cidades do país. Em meio aos receios com esse novo formato o que percebemos é o quanto o encontro pode ser acompanhado por pessoas que talvez não tivessem a disponibilidade de assisti-lo presencialmente.

Dentre os inúmeros assuntos abordados e pessoas entrevistadas destacamos as seguintes conversas, encontros e apresentações.

Primeiras horas

Marcelo Forlani entrevistou Neil Gaiman e o assunto mais esperado do painel foi a ansiedade em relação ao lançamento de The Sandman, série desenvolvida em parceria com a Netflix. O autor avaliou para a CCxP que orçamento bom para o desenvolvimento de séries é algo recente e esse foi uma fator decisivo ao escolher esse momento para tal produção. Ao se deparar com a possibilidade de transformar seu mais famoso trabalho em conteúdo audiovisual outras questões também pairavam. Uma delas é sobre qual a melhor maneira adaptar mais de 3000 páginas de conteúdo e outra a classificação indicativa. Além disso sempre há o receio de que haverá, ou não, não retorno financeiro.

Ao pensar em como fazer a transição de uma mídia para outra, Gaiman aponta ter buscado entender o que torna um filme adaptado de um livro em um sucesso como Senhor do Anéis ou Harry Potter. Um dos motivos que o impulsionou a ir além foi o fato dele ter participado ativamente do desenvolvimento da adaptação de Good Omens, em parceria com a Amazon Prime. Ao “por a mão na massa” ee obrter resultado positivo e ele provou para s que era ser capaz. Segundo o escritor, fatores como pode acompanhar as gravações e entender os custos envolvidos o fizeram por o pé no chão e articular melhor seus planos.

Em seguida o painel, também sobre histórias em quadrinhos, apesentado por Belle Felix foi com Emil Ferris. A quadrinista traçou sua carreira a partir de sua vida, desde a infância, sendo filha de artistas – sua mãe era pintora e seu pai, designer. Quando questionada sobre com o q filhos de artistas brincam, ela conta que sempre conviveu com muitas coisas em casa como games, brinquedos, mas também com livros e outras experiências que influenciaram em sua prática como desenhista.

Assim como Gaiman, ela das maravilhas da TV, como perspectiva de adaptação de sua obra. Segundo Ferris, apesar dos boatos ainda não existe produtora que detenha o direito de produção de sua graphic novel, mas que ela certamente prefere que seja em formato de série para a televisão/streaming. Ao ser questionada sobre seu interesse em monstros apontou que a figura fantástica serve como meio para falar sobre quem é rechaçado vida real.

CCXP 2020. Novidades dos Irmãos Russo

No painel com os irmãos Joe e Anthony Russo o foco foi em seus próximos trabalhos, agora que estão a frente da AGBO, sua produtora de filmes. Ainda que questionados no início da conversa sobre o novo projeto com Chris Pratt, os diretores não deram informações além de dizer que tudo ainda está no início. Já sobre o remake de Hercules o que eles afirmam é que nas próximas semanas algumas novidades serão apresentadas e que o público pode esperar por surpresas.

E ainda sobre surpresas o projeto mais ambicioso da dupla é Citadel, suspense de espionagem em parceria com a Amazon Studios. No elenco os atores Roland Møller e Richard Madden serão antagonistas. Os Russo disseram que as gravações começam em poucas semanas e que é um projeto transmídia com aspectos experimentais que narram múltiplas histórias que acontecem ao mesmo tempo. Além disso os diretores falaram brevemente sobre a adaptação de Exit West. O romance de Mohsin Hamid, produzido em parceria com Michelle e Barack Obama, está em fase de roteiro, mas ainda sem data de lançamento.

6 horas de conteúdo Warner na CCXP

Tá curioso pra saber dos planos da Warner para 2021? Quer saber mais sobre Mulher-Maravilha 1984 e o DC Universe nos cinemas? Poie tome 6 horas de  conteúdo da produtora  para o público da CCXP. No painel foram mostradas perspectivas de seus próximos filmes e séries.

Dentre as várias animações que serão lançadas o clima de saudosismo será resgatado pela nova aventura de Tom e Jerry, desta vez na cidade grande. A mistura de live-action com animação está previsto para março de 2021. No elenco humano veremos a atriz Chloë Grace MoretzMichael Peña.

Sobre Esquadrão Suicida o “tchan” foi o uniforme do Pistoleiro, personagem de Idris Elba. Cheio de detalhes que mostram o funcionamento das armas e as habilidades do anti-herói. Apresentado por Alice Braga  James Gunn o painel contou com a participação dos fãs fazendo perguntas. Gunn revelou que o filme já está nas etapas finais, nas quais os efeitos visuais são inseridos. Já Alice falou um pouco sobre Solsoria, sua personagem, porém sem revelar muito. Segundo a atriz foi um papel divertido de se interpretar, por se tratar de uma personagem forte e de liderança.

E para encerrar a estrela de EuphoriaZendaya também esteve presente ao lado do diretor Sam Levinson. O par parece se dar muito bem e falaram sobre vários momentos emocionantes, como a cena no 3º episódio da 1ª temporada, em que a personagem da atriz busca por drogas. A moça aponta o quanto foi intenso para ela gravar tal sequência. O criador da série foi apontado como um bom diretor, que dá suporte ao elenco.

foto: divulgação / frame

Eles também falaram para a CCXP sobre os episódios de Natal, sendo que o primeiro foi ao ar no domingo, dia 06/12. Para Sam eles são mais brandos que os demais episódios da série e busca aprofundar na personagem de Zendaya, Rue. Talvez, o ponto mais positivo desse encontro, foi saber que em um ambiente tão cheio de emoções e dilemas, devida a temática abordada, há uma equipe de apoio aos envolvidos. A atriz contou que o ambiente seguro permite que ela passasse pelo processo de interpretação de maneira segura.

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