Conheça ótimas séries não americanas e viaje o mundo com obras que jamais apareceriam em sua tela de sugestões da Netflix

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Por Yasmine Evaristo

O Music Non Stop navegou no oceano das séries e cuidadosamente selecionou sugestões de séries não americanas. Aquelas que jamais apareceriam na telas de sugestões da sua Netflix. Assista e explore o mundo através dos seriados de todo o mundo.

Em tempos de grande acesso aos streamings, em vários momentos nos vemos reféns do algoritmo. Ditando o que devemos consumir acabamos sendo mantidos em uma zona de conforto. Mas isso nos impede de conhecer produções de países fora do radar das produções dos Estados Unidos e Inglaterra.

Com o propósito de driblar algoritmos tão “mal acostumados” e também de expandir o conhecimento sobre a variedade de produções em séries e minisséries indicaremos alguns títulos disponíveis na Netlfix. Tentaremos abordar o máximo possível de gêneros e temáticas para que todos possam encontrar algo novo.

Para quem gosta de dramatizações, Doramas

Os Doramas nascem com os televisions dramas, dramas japoneses produzidos pelas TVs. Estes são muito parecidos com as nossas novelas.  Assim encontramos romances, suspenses e outros gêneros nessas produções que avançaram para outros países como China e Coréia e Tailândia.

Eventualmente para quem não está acostumado com séries ou filmes orientais pode acontecer um pequeno estranhamento com as expressões exageradas. Mas não se prendam a isso, pois é apenas uma característica de interpretação deles. Como se fosse uma maneira de descontrair o clima e provocar risos involuntários no público.

Persona Netflix Dorama Kdrama Lee Ji-eun K-pop IU

Para quem está começando e busca algo rápido e diverso a indicação é Persona (2019). Este dorama coreano é uma antologia composta por quatro episódios, cada um dirigido por um diretor diferente, mas todos interpretados por Lee Ji-eun, cantora de k-pop mais conhecida como IU. Esses curtas são: Jogo do Amor sobre um jogo de tênis, entre uma filha e seu pai, no qual o resultado decidirá se o pai casará novamente ou não; Conquistadoras sobre uma jovem que conquista vários homens, mas não se apega a nenhum deles; Será que beijar é crime? história da vingança de uma jovem contra o pai de sua amiga; e Caminhando à Noite que mostra as diferentes realidades de um mesmo casal.

Para quem gosta de adaptações de livros

No início dos anos 1990 o autor sueco Henning Menkel lançou seu primeiro romance policial com o personagem Kurt Wallander. Desde então, até o ano de 2013, foram doze livros com aventuras e investigações do detetive de meia idade na cidade de Ystad e em seus arredores. Entre 2008 e 2016 a BBC realizou a adaptação em uma parceria entre Reino Unido, Suécia, Dinamarca e Estados Unidos. Como interprete do protagonista, o escolhido foi Kenneth Branagh. A série adaptou todos os romances sobre Wallander.

Adam Pålsson Netflix O Jovem Wallander

No mês passado, quatro anos após o encerramento da série, a Netflix lançou a primeira temporada de O Jovem Wallander. Desta vez, interpretado por Adam Pålsson, o foco da série é no primeiro caso do detetive. A formação profissional do jovem agente é abordada e também seu amadurecimento pessoal. Trazendo assuntos atuais da Suécia, como ativismo e lutas pelas diversidades, os seis episódios, giram em torno da investigação de um crime de ódio. A primeira adaptação dos contos de Menkel é encontrada no NOW, completa.

Mais séries escandinavas

Desde The Killing – Além de um Crime (2011 – 2014) que produções escandinavas passaram a ficar no radar dos fãs de suspense. Esta série estadunidense é a adaptação da série dinamarquesa Forbrydelsen (2007 – 2012) sobre as investigações do assassinato da jovem Nanna Birk Larsen.

A versão americana foi cancelada pelo canal original, Fox, e posteriormente pela AMC, sendo comprada pela plataforma de streaming para produção e exibição de sua temporada final.  Assim, no último ano, a Netflix disponibilizou em seu catálogo várias produções de países escandinavos, aproveitando dessa onda. Com temática semelhante temos Bordertown (2016 – 2020), da Finlândia, sobre Kari Sorjonen (Ville Virtanen) um policial que se muda com a família para o interior, a procura de tranquilidade, mas se vê preso em uma teia de assassinatos.

Aos que gostam de séries políticas a indicada é Borgen (2010-2013) que aborda os dilemas do poder, a partir da vida de Birgitte Nyborg (Sidse Babett Knudsen). A política assume o poder após um escândalo envolvendo o primeiro-ministro. Desta maneira temos a oportunidade de entender como uma outra nação lida com as situações relacionadas ao governo, principalmente sua mídia.

Comédias para todos os gostos

Ainda sobre séries escandinavas, mas para quem procura uma comédia mais ácida, a sugestão é Lillyhammer (2012 – 2014), estrelada por Steve Van Zandt. O ator que integrou o elenco de A Família Soprano  (1999 – 2007) novamente assume o lugar de um mafioso.

Desta vez ele é Frank “The Fixer” Tagliano um mafioso novaiorquino que assume nova identidade e vai morar na cidade Lillehamer, Noruega. A série foi uma produção feita em parceira binacional entre Noruega e Alemanha. Também foi a primeira série feita diretamente pela Netflix. A terceira temporada é parcialmente ambientada no Brasil e conta com um samba, no primeiro episódio. A composição foi escrita por Van Zandt em parceria com Dado Villa-Lobos e percussionistas da Mocidade e Mangueira.

Para mães que se procuram em protagonistas

Para mães que sempre se procuram e não acham em personagens temos Turma do Peito (2017 – ) sobre os desafios do puerpério e apoio entre mulheres. A série australiana desmistifica a ideia da maternidade ideal e parte para a realidade. Entre situações que levam aos risos e ao choro das emoções todo o impacto da chegada de uma vida nova é debatida.

Chewing Gum Michaela Coel

A atriz britânica Michalea Coel anda sendo muito falada por sua série, na HBO, I May Destroy You onde aborda de maneira autobiográfica o episódio de abuso sexual vivido por ela. Antes desse sucesso recente ela criou e protagonizou Chewing Gum sobre a jovem Tracey uma mulher negra, inglesa e periférica. A personagem é hilária e está desafiando seus conflitos com a família repressora. Criada sob uma educação protestante radical as duas temporadas da série são sobre o embate entre religião e sexualidade.

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