Lennon e MacCartney

Casa em que Paul MacCartney cresceu vira estúdio para gravar e lançar novos artistas

Por Jota Wagner

Projeto do National Trust transforma a casa em que o Beatle compôs os primeiros sucessos em um estúdio para novos artistas, gerenciado pelo irmão de Paul, Mike MacCartney

Novos e sortudos artistas britânicos terão a oportunidade de compor e gravar na casa que Paul MacCartney compôs os primeiros hits dos Beatles, como, por exemplo “I Saw Her Standing There” e “Follow the Sun”. O projeto, que celebra os 60 anos do primeiro compacto dos Beatles e o 80o. anivesário de Paul, foi anunciado pela ONG National Trust, atual dona da casa localizada no número 20 da Forthlin Road, em Liverpool.

Quem vai cuidar dos pupilos é ninguem menos do que Mike MacCartney, irmão de Paul, e o jornalista Pete Paphides. Os artistas independentes que forem aprovados no projeto ganharão uma mentoria sobre composição e gerenciamento de carreira, poderão escrever algumas músicas e gravá-las na casa que faz parte da história da música pop.

Casa de Paul MacCartney na infância

Interior da casa da Forthlin Road – foto: reprodução Twitter

Além de apoiar novos artistas da fértil ilha, o projeto também visa manter viva e produtiva a casa que até então era ponto turístico para os Beatlemaníacos. Segundo o National Trust, “é um prazer cuidar da casa em que os Beatles passaram a infância e usar a história feita ali para continuar seu legado. Estes lugares não devem ficar presos no passado; eles estão aqui para continuar cultivando a criatividade, sonhos e novas ideias. Nós não vemos a hora de ouvir o que será criado na casa que inspirou e inspira toda uma nação”.

Paul se mudou para a casa da Forthlin Road aos 14 anos com a família.  Um ano depois, sua mãe faleceu e o cantor continuou vivendo no endereço com o pai, Jim, e o irmão dois anos mais novo.  Neste local, ele e John se encontravam para compor algumas músicas.

Assista ao vídeo de anúncio que o National Trust publicou sobre o projeto.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é editor chefe do Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.

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