C6 Fest 2026 A banda indie The xx é uma das atrações mais esperadas deste C6 Fest. Foto: Reprodução

C6 Fest 2026 de A a Z: conheça melhor todo o lineup desta edição

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Um resumo de cada uma das 28 atrações que compõem o festival paulistano neste ano

Que tal chegar ao C6 Fest 2026 como um expert? Nós te ajudamos! Os festivais trazem consigo a oportunidade de ver shows de muitos artistas que não conhecemos, e este é um dos melhores para aprimorar seu conhecimento musical.  A curadoria apostou em experimentalismos, paisagens sonoras oníricas e uma saudável diversidade geográfica ao montar seu line-up, que vai de gigantes internacionais, como The xx e Robert Plant, a grandes monstros da música brasileira, como Os Paralamas do Sucesso e BaianaSystem, passando por pérolas do underground europeu, americano e africano.

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O rolê começa na quinta e sexta-feira (21 e 22 de maio) ocupando o Auditório do Ibirapuera com atrações para ouvir com atenção, sentadinho. Já no final de semana, é a céu aberto, se desdobrando em três palcos e uma pista de dança. A circulação é tranquila, considerando que o evento é de médio porte e o espaço do Parque do Ibirapuera ajuda. O que ver? Você decide, analisando com todo cuidado o guia completo, de A a Z.

Aline Rocha

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Natural de Franca/SP, a DJ e produtora Aline Rocha vem da cena de house music brasileira com carreira internacional consolidada. Com mais de 15 anos de trajetória, sua relação com a gravadora inglesa Defected Records, uma das mais importantes do gênero no mundo, foi um marco decisivo: após vencer um concurso global em 2020, tornou-se artista recorrente da label, participando de festivais virtuais e edições presenciais na Croácia. Já tocou em clubes como Hï Ibiza e Ministry of Sound (Londres), e em festivais como Tomorrowland (Bélgica e Brasil) e Rock in Rio.

Amaarae

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

A cantora e compositora ganesa-americana Amaarae emergiu como uma das vozes mais inovadoras do pop global ao fundir afrobeats, R&B, eletrônico e o movimento alté da África Ocidental. Após o EP independente Passionfruit Summers (2017), seu álbum de estreia The Angel You Don’t Know (2020) lhe rendeu aclamação da crítica e o viral Sad Girlz Luv Money, que ganhou um remix com Kali Uchis. O sucesso se consolidou com Fountain Baby (2023), que a levou a ser a primeira artista solo feminina de Gana a se apresentar no festival Coachella em 2025 e a realizar uma performance no Tiny Desk.

Anouar Brahem Quartet: After The Last Sky (com Dave Holland, Django Bates e Anja Lechner)

Auditório Ibirapuera – 21 de maio

O tunisiano Anouar Brahem é um aclamado mestre do oud (alaúde árabe) que há décadas constrói pontes entre a tradição musical árabe, a música de câmara ocidental e o jazz. Brahem reuniu um novo quarteto para o álbum After The Last Sky (2025), uma obra profundamente melancólica e inspirada na poesia de Mahmoud Darwish sobre a Palestina. Esta nova formação, que também realizou turnês pela Europa em 2025, conta com dois colaboradores de longa data, o baixista Dave Holland e o pianista Django Bates, além da violoncelista Anja Lechner, criando uma atmosfera mais intimista e de câmara

BaianaSystem (com participação de Makaveli e Kadilida)

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Formado em Salvador em 2009, o BaianaSystem é um coletivo musical que revolucionou a cena brasileira ao fundir a guitarra baiana (herança de Dodô e Osmar) com a cultura dos soundsystems jamaicanos, criando uma sonoridade que transita entre o dub, o samba-reggae, o afrobeat e a música eletrônica.

Idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto e com a voz marcante de Russo Passapusso, o grupo transformou suas apresentações ao vivo em experiências imersivas e políticas, a bordo do icônico trio elétrico Navio Pirata, levando sua mensagem de resistência e identidade periférica das ruas de Salvador para festivais globais como Rock in Rio, Lollapalooza e o Fuji Rock, no Japão.

Baxter Dury

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Filho do lendário Ian Dury (ícone do punk e new wave britânico), Baxter Dury construiu uma carreira própria e aclamada como músico indie, afastando-se da sombra paterna com um estilo distinto que mescla spoken word seco, observational humor e arranjos que transitam entre o pop de câmara e a eletrônica.

Desde a estreia com Len Parrot’s Memorial Lift (2002) pela Rough Trade, Dury lapidou uma persona artística que o crítico Alexis Petridis, no Guardian, definiu como dona de um “carisma discreto”. Em setembro de 2025, lançlou seu mais novo álbum, Allbarone, produzido por Paul Epworth.

Benjamin Clementine

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Cantor, compositor e pianista britânico de ascendência ganesa, Benjamin Clementine emergiu na música com uma trajetória incomum e uma voz inconfundível que lhe valeu o apelido de “Nina Simone contemporâneo”. Depois de deixar a casa dos pais aos 16 anos e viver como sem-teto em Londres, mudou-se para Paris, onde dormiu nas ruas e começou a tocar como músico ambulante no metrô, experiência que moldou a sua identidade artística.

A sua estreia, o aclamado At Least for Now (2015), conquistou o prestigiado Mercury Prize e o prémio de “Melhor Novo Artista” no francês Victoires de la Musique. Em fevereiro de 2019, foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo governo da França, em reconhecimento pela sua contribuição para as artes.

Beirut

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Projeto musical do cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Zach Condon, natural de Santa Fé, Novo México, o Beirut ganhou notoriedade em meados dos anos 2000 ao fundir indie rock com uma rica tapeçaria de influências da música mundial, particularmente dos Balcãs, da França e do México.

Nascido em 1986, Condon abandonou a escola aos 17 anos para viajar pela Europa, onde teve seu primeiro contato com bandas de metais dos Balcãs, uma experiência que moldou profundamente a sonoridade do seu álbum de estreia, o aclamado Gulag Orkestar (2006), que ele gravou majoritariamente sozinho em seu quarto.

Após um hiato e períodos de exaustão que levaram ao cancelamento de turnês, Condon retornou com No No No (2015) e Gallipoli (2019), este gravado na Itália e inspirado por um antigo e quebrado órgão Farfisa de sua adolescência. Em novembro de 2023, lançou seu mais recente álbum de estúdio, Hadsel, nomeado em homenagem à ilha norueguesa onde o artista se isolou e compôs as faixas, num trabalho descrito pela crítica como uma celebração triunfante da vida.

Leia mais sobre ele aqui.

Brandee Younger

Auditório Ibirapuera – 22 de maio

Harpista, compositora e educadora norte-americana, Brandee Younger é uma das figuras mais celebradas do jazz do século XXI, reconhecida por conectar o jazz e sua formação clássica à soul music e ao hip-hop. Sua carreira é marcada por colaborações de peso com artistas como Common, John Legend, Ms. Lauryn Hill, Moses Sumney e Pharoah Sanders, além de ter sua composição Hortense incluída na trilha do documentário Homecoming, de Beyoncé.

Em 2021, lançou Somewhere Different pela lendária gravadora Impulse! Records, tornando-se a primeira mulher negra indicada ao Grammy na categoria de “Melhor Composição Instrumental” com a faixa Beautiful Is Black. Dois anos depois, com Brand New Life (2023), revitalizou composições inéditas de Dorothy Ashby, conquistando o NAACP Image Award de “Melhor Álbum de Jazz”.

Em 2025, lançou Gadabout Season, um trabalho mais reflexivo focado em suas composições autorais, e mantém uma ativa agenda internacional de apresentações.

Branford Marsalis Quartet

Auditório Ibirapuera – 21 de maio

Fundado em 1986 pelo saxofonista Branford Marsalis, o Branford Marsalis Quartet é um dos grupos mais reverenciados e duradouros do jazz contemporâneo. Desde 2009, a formação se estabilizou com Justin Faulkner na bateria, criando uma coesão e comunicação telepática que se tornaram marcas registradas do grupo.

Em março de 2025, o quarteto lançou Belonging pela lendária Blue Note Records, um projeto que reinterpreta o álbum homônimo de Keith Jarrett de 1974, aplicando a abordagem característica do grupo de homenagear a obra original sem deixar de imprimir sua própria personalidade.

Paralelamente à trajetória do quarteto, Marsalis construiu uma carreira multifacetada que inclui colaborações com Sting e o Grateful Dead, passagens como diretor musical do The Tonight Show, composição para cinema e teatro (incluindo uma indicação ao Tony Award por Fences) e um consistente trabalho como solista com orquestras sinfônicas ao redor do mundo.

Cameron Winter

Parque do Ibirapuera – 23 de maio / C6 LAB – 24 de maio

Nascido no Brooklyn em 2002, Cameron Winter é o vocalista, pianista e principal compositor da aclamada banda de rock Geese, formada com amigos de escola em 2016, e desde 2024 construiu uma carreira solo paralela de estrondoso sucesso crítico com o lançamento de seu álbum de estreia, Heavy Metal.

Criado em um ambiente artístico — filho de uma escritora e de um compositor para TV e cinema —, Winter viu sua trajetória no esporte ser interrompida por sucessivas concussões na adolescência, o que o levou a se dedicar integralmente à música e a assinar com a Partisan Records em 2020, junto com seus companheiros de Geese. O New York Times o definiu como um artista “a caminho de um tipo altamente pessoal de estrelato”.

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Dijon

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Existe “indie R&B”? Dijon prova que sim. O cantor americano, que faz no C6 Fest 2026 sua estreia no Brasil, consolidou, com apenas dois álbuns, seu estilo único, unindo a sujeira e a experimentação do indie folk com suas raízes absolutamente soul.

Apesar de se um cantor dos bons, o eleito “Artista do Ano” pelo conceituado portal de música Pitchfork “esconde” sua voz em efeitos sujos, lo-fi, trazendo à tona uma estética que o levou a produzir (ou reproduzir) trabalhos de nomes como Justin Bieber e Charli xcx, entre vários outros brothers and sisters do pop. Com o cartão devidamente apresentado em Absolutely (2021), repetiu a fórmula (no melhor sentido da expressão) em Baby, lançado em agosto de 2025.

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Hermeto Pascoal Big Band

Auditório Ibirapuera – 22 de maio

O projeto Hermeto Pascoal & Big Band representa um marco na carreira do multi-instrumentista e compositor alagoano, resultando no aclamado álbum Natureza Universal (2017), o primeiro disco de sua carreira gravado com esta formação e com repertório parcialmente inédito.

O álbum é um compêndio de composições do Bruxo, falecido em 2025, para big band, incluindo arranjos escritos há mais de três décadas, como Pulando a Cerca (comissionada pela rádio dinamarquesa em 1986), e peças mais recentes como Obrigado Mestre, um tributo ao segundo milênio.

Sob a regência de André Marques, pianista e colaborador de longa data de Hermeto, a big band é formada por uma seção de 15 sopros (cinco trompetes, cinco trombones e cinco saxofones) mais uma seção rítmica, totalizando 20 músicos que executam a complexa e livre escrita musical de Hermeto Pascoal.

Horsegirl

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Formada em Chicago em 2019, a banda americana Horsegirl é composta por Nora Cheng (guitarra e voz), Penelope Lowenstein (guitarra, baixo e voz) e Gigi Reece (bateria), três jovens musicistas que ganharam destaque ainda na adolescência ao integrar a cena underground local Hallogallo e chamar a atenção da crítica com seu rock influenciado pelo noise pop e indie rock dos anos 1980 e 1990 — mais precisamente, Sonic Youth, Dinosaur Jr., Pavement e Yo La Tengo.

Após um EP independente, assinaram com o influente selo Matador Records e lançaram em 2022 o aclamado álbum de estreia Versions of Modern Performance, produzido por John Agnello (conhecido por seu trabalho com Sonic Youth e Dinosaur Jr.) e com participações de Lee Ranaldo e Steve Shelley, da própria Sonic Youth.

Em 2025, já cursando faculdade de Letras em Nova Iorque, o trio lançou seu segundo álbum, Phonetics On and On, sob a produção de Cate Le Bon, num trabalho que surpreendeu ao abandonar as camadas de distorção do debut em favor de uma abordagem mais minimalista, melódica e de maior vulnerabilidade lírica, incorporando elementos de folk, jangle pop e instrumentos como violino e sintetizadores, sem perder a essência de sua atitude punk juvenil.

Jude Paulla

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Jude Paulla é DJ, apresentadora e influenciadora. Formada em marketing digital, construiu sua trajetória a partir do “Giro de Notícias” nas redes sociais e do podcast Prazer, Obvious no Spotify, antes de consolidar-se como disc-jóquei com o set especializado em música brasileira.

Sua carreira artística foi impulsionada por Preta Gil, que em 2017 criou a festa Vibes e Tal especialmente para que a amiga pudesse tocar e ganhar experiência como DJ. Desde então, Jude construiu um currículo expressivo: abriu shows de Ludmilla, tocou no Tomorrowland belga e realizou turnê ao lado do cantor Silva.

Em 2025, sua relação com Ivete Sangalo se intensificou a partir do apoio mútuo durante o adoecimento de Preta, tornando-se DJ oficial da turnê Ivete Clareou e sendo convidada para abrir o megabloco SeráQPede? no Rio de Janeiro, onde aqueceu o público para o show da cantora baiana.

Julius Rodriguez

Auditório Ibirapuera – 22 de maio

Pianista, multi-instrumentista, compositor e produtor norte-americano, Julius Rodriguez, também conhecido como Orange Julius, é um celebrado nome da nova geração do jazz, transitando entre o estilo, gospel, R&B, hip-hop e pop.

Nascido em White Plains, Nova Iorque, em 1998, em uma família de ascendência haitiana, começou seus estudos de piano clássico aos três anos e foi apresentado ao jazz pelo pai, crescendo imerso nas obras de John Coltrane, Thelonious Monk e Duke Ellington. Sua formação inclui passagens pela Manhattan School of Music e pela Juilliard School, mas foi na prática que lapidou sua versatilidade: tocou em clubes de jazz, na igreja local (onde aprendeu órgão e bateria) e, em 2018, abandonou a faculdade para sair em turnê com o rapper A$AP Rocky como membro do coletivo experimental Onyx Collective.

Essa experiência abriu portas para colaborações de peso com lendas como Wynton Marsalis, Roy Hargrove e Meshell Ndegeocello (em seu álbum vencedor do Grammy, The Omnichord Real Book), além de artistas como Kurt Elling, Macy Gray e Common. Em 2021, assinou com a gravadora Verve Records, lançando uma série de EPs que culminaram em seu aclamado álbum de estreia, Let Sound Tell All (2022).

KNOWER

Auditório Ibirapuera – 22 de maio

Formado em Los Angeles em 2009, o duo KNOWER reúne os multi-instrumentistas, compositores e vocalistas Louis Cole e Genevieve Artadi, dois expoentes da rica cena de jazz experimental da cidade que construíram carreira sólida a partir do sucesso na internet. Com uma sonoridade que funde jazz-funk, indietronica, avant-pop e dubstep, o grupo ganhou projeção inicial em 2010 com vídeos caseiros no YouTube.

A partir de 2014, a faixa Fuck the Makeup, Skip the Shower passou a integrar a trilha sonora do game GTA V, ampliando seu alcance. Colaborações de peso com Snarky Puppy, turnês ao lado dos Red Hot Chili Peppers na Europa e parcerias com a Norrbotten Big Band da Suécia pavimentaram sua reputação internacional.

Em 2023, após um hiato de sete anos, lançaram o aclamado Knower Forever de forma independente no Bandcamp, um trabalho experimental com orquestrações que os levou a declarar terem feito “um caminhão de dinheiro” pela primeira vez. Em 2025, a dupla lançou o EP Some Thingies.

Lykke Li

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Lykke Li é cantora, compositora e atriz que emergiu no final dos anos 2000 como uma das vozes mais distintas do indie pop internacional, construindo uma carreira marcada pela evolução do dream pop etéreo ao electropop confessional. Filha de uma pintora e de um músico, teve uma infância nômade entre Portugal, Marrocos, Nepal e Índia antes de retornar à Suécia para gravar seu aclamado álbum de estreia, Youth Novels (2008), que trazia o hit Little Bit.

A consagração internacional veio com os álbuns seguintes: Wounded Rhymes (2011), que lhe rendeu dois prêmios Grammys e carregava o hino I Follow Rivers, e a trilogia sobre o desgosto amoroso composta por I Never Learn (2014), so sad so sexy (2018) e EYEYE (2022).

Ao longo da carreira, colecionou colaborações de peso com U2, Kanye West, David Lynch e Mark Ronson, além de ter canções como Possibility incluídas na trilogia Crepúsculo e estrear como atriz no cinema sueco e na série Riviera. Em 2025, foi indicada ao Globo de Ouro de “Melhor Canção Original” por Beautiful That Way, da trilha do filme The Last Showgirl.

Mabe Fratti

C6 LAB – 23 de maio

Violoncelista, compositora e cantora guatemalteca, Mabe Fratti  é celebrada atualmente na música experimental contemporânea latino-americana, construindo uma obra que funde formação clássica com improvisação livre, eletrônica ambient e uma voz etérea e versátil.

Criada em uma família pentecostal na Cidade da Guatemala, teve uma infância musicalmente restrita à música cristã e clássica até descobrir o compartilhamento de arquivos no LimeWire, o que a expôs a um universo sonoro que incluía desde Radiohead e reggaeton até compositores vanguardistas como György Ligeti.

Após uma residência artística no Goethe-Institut, mudou-se em 2016 para a Cidade do México, onde se integrou à vibrante cena de improvisação e noise local, tornando-se uma presença central em coletivos como o supergrupo experimental Amor Muere e formando o duo Titanic com seu parceiro, o compositor Héctor Tosta.

Magdalena Bay

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Formado em Miami em 2016, o duo americano Magdalena Bay é composto pela cantora Mica Tenenbaum (nascida em Buenos Aires e criada nos EUA) e pelo multi-instrumentista descendente de argentinos Matthew Lewin, que se conheceram no ensino médio tocando em uma banda de rock progressivo chamada Tabula Rasa antes de se dedicarem ao pop.

Após lançar EPs e as aclamadas mixtapes Mini Mixes — com canções curtas acompanhadas de videoclipes caseiros de tela verde que se tornaram sua marca registrada —, o duo conquistou a crítica com seu álbum de estreia, Mercurial World (2021), uma obra de synth-pop psicodélico que os levou a festivais como Coachella e Lollapalooza.

O sucesso definitivo veio com o segundo LP, Imaginal Disk (2024), uma ambiciosa obra conceitual de avant-pop inspirada por rock progressivo, ficção científica e pela psicanálise lacaniana, que narra a jornada da personagem True em busca de sua identidade. Aclamado universalmente e eleito um dos melhores discos de 2024 pela Rolling Stone, o projeto expandiu-se para uma turnê mundial com shows teatrais e um filme, consolidando o Magdalena Bay no pop contemporâneo.

Marten Lou

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

DJ, produtor e compositor alemão, Marten Lou Schmidt, conhecido artisticamente como Marten Lou, é um dos nomes do cenário deep e melodic house global. Nascido na Alemanha, mudou-se ainda jovem para Paris, onde mergulhou na vida noturna da cidade e desenvolveu sua assinatura sonora característica — uma mistura de profundidade melódica e ressonância emocional que hoje define seu trabalho.

O ponto de virada em sua carreira aconteceu em 2022 com o lançamento de My Love For You (Yebba’s Heartbreak), faixa que abriu as portas para gravadoras de peso como OVO Sound (de Drake), FFRR, Warner Music e Atlantic Records, acumulando milhões de streams e recebendo apoio de gigantes da indústria como Keinemusik, Adriatique, BLOND:ISH, CamelPhat e Tiësto.

Matt Berninger

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Cantor, compositor e letrista americano, Matt Berninger é mundialmente reconhecido como o vocalista e principal letrista da aclamada banda indie The National. Trabalhou por uma década como diretor criativo em Nova Iorque antes de abandonar a carreira publicitária aos 30 anos para dedicar-se integralmente à música com o The National, que formou em 1999 com duas duplas de irmãos: Aaron e Bryce Dessner e os Irmãos Devendorf.

Com o grupo, construiu uma discografia de dez álbuns de estúdio, incluindo os aclamados Boxer (2007), High Violet (2010) e o vencedor do Grammy de “Melhor Álbum de Música Alternativa” Sleep Well Beast (2017).

Em carreira solo, Berninger formou em 2014 o projeto EL VY com Brent Knopf e lançou em 2020 seu aclamado álbum de estreia, Serpentine Prison, produzido pela lenda Booker T. Jones. O sucessor, Get Sunk, chegou em maio de 2025, também pela Concord Records.

Matt é ainda artista visual e pintor, tendo passado uma década como diretor criativo em NYC — sua produção visual mantém uma relação fluida com sua escrita, fragmentada e colagista, que inclui pinturas em quadros brancos durante as gravações e, mais recentemente, poemas e letras que falam sobre bolas de beisebol.

Casado desde 2007 com Carin Besser, ex-editora de ficção da New Yorker, estende sua parceria amorosa à música, com Besser coescrevendo diversas canções do The National e as letras do filme Cyrano (2021).

Nyack B2B Pathy B2B Brechó

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Nyack, nome artístico de Fernando Carmo da Silva, é um DJ brasileiro com mais de duas décadas de carreira, e figura central na trajetória do rapper Emicida, a quem acompanha como disc-jóquei desde 2007. Sua atuação, no entanto, transcende o gênero: é criador da festa Algorítmico e integrante do projeto Discopédia, uma celebração da cultura dos vinis, além de ter produzido faixas para a cantora Luedji Luna e para a compilação da gravadora Jazz Is Dead.

Com uma carreira internacional ativa, realiza turnês anuais pelos Estados Unidos e apresenta seu showcase Uno em Nova Iorque, dedicado a conectar artistas de hip-hop com raízes brasileiras. Nyack se apresenta em back to back com os amigos Pathy Dejesus e Brechó.

Oklou

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Cantora, compositora e produtora francesa, Oklou funde música clássica (piano e violoncelo, estudados em conservatório) com texturas eletrônicas, ambient e estética hyperpop. Após se mudar para Paris em 2015 e depois para Londres, em 2018, integrou-se à cena experimental, cofundando o coletivo feminino TGAF (These Girls Are On Fiyah) e o selo NUXXE, pelo qual lançou o EP The Rite of May (2018).

Seu grande avanço veio com a aclamada mixtape Galore (2020), um trabalho etéreo e introspectivo que contou com colaborações de nomes como A. G. Cook e Shygirl, chamando a atenção da crítica internacional e de artistas como Billie Eilish, que a definiu como a primeira artista a entusiasmá-la “em muito tempo”.

Consolidou sua reputação com colaborações de peso, incluindo o single Highest Building com Flume (2022) e turnês como ato de abertura para Caroline Polachek e Lorde.

Em março de 2025, lançou seu aguardado álbum de estreia, Choke Enough, um trabalho mais intenso e ancorado na realidade em comparação com seus projetos anteriores. Aclamado pela crítica, o disco rendeu a ela o Prêmio Joséphine 2025 e uma edição deluxe em outubro do mesmo ano, apresentando a colaboração Viscus com FKA Twigs.

Os Paralamas do Sucesso (part. Nação Zumbi)

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Formada em 1982 no Rio de Janeiro, Os Paralamas do Sucesso se juntam à Nação Zumbi para celebrar a história de uma das mais longevas bandas do rock brasileiro, integrando a geração BRock ao lado de Titãs e Legião Urbana, com uma sonoridade que inovou ao fundir rock com ska, reggae, ritmos latinos e, posteriormente, música africana.

O trio, composto por Herbert Vianna (vocal e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) construiu uma trajetória de mais de quatro décadas marcada por sucessos e reinvenções. Após o álbum de estreia Cinema Mudo (1983), a banda alcançou o estrelato com O Passo do Lui (1984) e o aclamado Selvagem? (1986), que vendeu cerca de 750 mil cópias e apresentou hits como Alagados e a parceria com Gilberto Gil em A Novidade.

A carreira internacional se expandiu com apresentações no Festival de Montreux (1987) e enorme popularidade na América Latina, especialmente na Argentina.

Robert Plant’s Saving Grace (feat. Suzi Dian)

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Projeto musical liderado pelo lendário vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant’s Saving Grace é uma banda formada em 2019 que conta com a vocalista Suzi Dian, o baterista Oli Jefferson, o guitarrista Tony Kelsey, o multi-instrumentista Matt Worley (banjo e cordas) e o violoncelista Barney Morse-Brown.

Nascido de apresentações intimistas e quase espontâneas em pequenos teatros no interior da Inglaterra, o grupo representou para Robert Plant uma fuga da “tediosidade entre projetos” e uma redescoberta do prazer musical sem grandes ambições profissionais. A química instantânea entre os músicos, todos vindos de um raio de poucos quilômetros na região rural inglesa, levou à gradual construção de um repertório que culminou no álbum de estreia, Saving Grace, lançado em 26 de setembro de 2025 pela Nonesuch Records.

Gravado de forma orgânica entre campos, celeiros e estúdios ao longo de seis anos, o disco é uma coleção de dez versões que homenageiam artistas como Memphis Minnie, Moby Grape, Blind Willie Johnson e a banda Low.

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Samuel de Saboia

Parque do Ibirapuera – 24 de maio

Natural de Recife, Samuel de Saboia é um artista multidisciplinar de 27 anos que, em 2025, adicionou mais uma camada à sua já consolidada carreira nas artes visuais com o lançamento do seu álbum de estreia, As Noites Estão Cada Dia Mais Claras. Antes de se aventurar na música, Saboia já havia conquistado o mercado internacional de arte, tornando-se, em 2024, o nome mais jovem a integrar as coleções dos museus LACMA (Los Angeles) e Museo Thyssen (Madri).

Sua trajetória nas artes plásticas inclui exposições em cidades como Paris, Nova Iorque, Bruxelas e Tóquio, além de colaborações com marcas de peso como Comme des Garçons, Vogue e Balmain. Criado em um lar evangélico por pais pastores, Samuel é acompanhado pela música desde a infância, quando cantava na igreja, mas foi na adolescência, ao se aproximar da cena do festival Coquetel Molotov, que ele mergulhou em novas referências.

Gravado entre Londres, Paris, Salvador, Tóquio e São Paulo ao longo de três anos, seu debut é um diário íntimo e cosmopolita que mistura rock nordestino com psicodelia, MPB e pop, refletindo suas experiências com deslocamentos, amores e dores.

The xx

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Formada em 2005 no sudoeste de Londres, The xx é uma banda inglesa de indie pop conhecida por seu som minimalista, atmosférico e pelas harmonias vocais entre Romy Madley Croft (guitarra, vocal) e Oliver Sim (baixo, vocal), complementadas pelas batidas e produção de Jamie Smith, o Jamie xx.

Os três se conheceram na Elliott School, mesma instituição que revelou artistas como Hot Chip e Burial, e após a saída da tecladista original Baria Qureshi em 2009, seguiram como trio. Em 2009, seu álbum de estreia autointitulado foi aclamado pela crítica por sua estética noturna e econômica, conquistando o prestigiado Mercury Prize de 2010 e projetando-os globalmente com faixas como Intro e Crystallised.

O sucesso se repetiu com o segundo LP, Coexist (2012), que manteve a sonoridade intimista, e com I See You (2017), que marcou uma evolução sonora ao incorporar elementos mais expansivos e otimistas, rendendo a eles o seu primeiro número um no Reino Unido.

Após um hiato de quase oito anos dedicados a projetos solo de sucesso, o trio anunciou oficialmente seu retorno aos palcos em fevereiro de 2026, com uma apresentação na Cidade do México em abril, seguida por uma série de festivais como Coachella e Primavera Sound, marcando o início de um novo capítulo na carreira da banda.

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Wolf Alice

Parque do Ibirapuera – 23 de maio

Formada em 2010 no norte de Londres, Wolf Alice é uma banda britânica de rock alternativo, construindo uma trajetória que a levou de um projeto acústico liderado por Ellie Rowsell (vocal, guitarra) e Joff Oddie (guitarra) a um quarteto de sucesso com a chegada de Joel Amey (bateria) e Theo Ellis (baixo) em 2012. O nome é inspirado em um conto da escritora Angela Carter.

Após ganharem projeção com os EPs Blush (2013) e Creature Songs (2014), que lhes rendeu o prêmio de “Artista Revelação” no UK Festival Awards e uma indicação para a lista BBC Sound Of 2015, o grupo lançou seu aclamado álbum de estreia, My Love Is Cool (2015), que estreou em segundo lugar nas paradas britânicas e trouxe o single Moaning Lisa Smile, indicado ao Grammy de “Melhor Performance de Rock”.

O sucesso e aclamação da crítica se consolidaram com o segundo álbum, Visions of a Life (2017), que rendeu à banda o prestigiado Mercury Prize de 2018, superando nomes como Arctic Monkeys. Em 2021, lançaram Blue Weekend, que também foi indicado ao Mercury e rendeu à banda o prêmio de “Grupo do Ano” no Brit Awards de 2022, coroando uma década de evolução sonora que transita entre folk, grunge, shoegaze e pop.

Leia mais sobre eles aqui.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.