Gop Tun Festival 2026 Gop Tun Festival 2026. Foto: Ariel Martini/Divulgação

Gop Tun Festival 2026: como foi a maratona clubber no Pacaembu

Fabi Clubber
Por Fabi Clubber

Edição: Flávio Lerner


Fabi Clubber conta como foi sua experiência na quinta edição do prestigiado festival da Gop Tun

Neste fim de semana, nos dias 11 e 12 de abril, aconteceu o Gop Tun Festival 2026, pela primeira vez na Mercado Livre Arena Pacaembu, consolidando-se como um dos principais eventos brasileiros de música eletrônica independente, de curadoria impecável.

Gop Tun Festival 2026

O Main Stage no Gop Tun Festival 2026. Foto: Felipe Gabriel/Divulgação

Esta quinta edição reuniu mais de 40 atrações distribuídas em três palcos: Main Stage, Danceteria e Não Existe, além do after, Resident Advisor Supernova. No sábado, funcionou das 13h às 22h, com o after das 21h30 às 06h, e no domingo, das 13h às 23h. Uma verdadeira maratona para os clubbers dispostos a viver tudo que o festival tinha a oferecer.

No Danceteria, houve um troca de artistas de última hora por motivos que fugiram do controle da organização, já que o cantor ganês Ata Kak precisou cancelar sua vinda devido a restrições e processos mais rígidos que impactaram diretamente em sua circulação pelo mundo. O artista foi substituído por Diogo Strausz (live), que, ao lado de OMOLOKO, TYV b2b Nascii, kléo e Tama Sumo & Lakuti, embalou o sábado.

Já o domingo teve Pista Quente, Felipe Gordon (live band), Caio T b2b Gui Scott, Paula Tape e YU SU, que trouxeram sonoridades de um palco que se mostrou carregar a estética músical da Gop Tun.

Danceteria. Foto: Ariel Martini/Divulgação

O Main Stage, que trouxe Ceres Yo, Sphynx, Chaos In the CBD, Moxie e Ogazón b2b Ryan Elliott (sábado); e Nana Kohat, Paulete Lindacelva B2B Rafa Balera, AEROBICA, Jayda G e Optimo (domingo), tinha tudo pra ser um dos fronts mais disputados, mas trouxe a frustração do som ter ficado muito baixo, a ponto de não dar vontade de permanecer nele por muito tempo.

O Não Existe trouxe sua assinatura sonora diferente, ousada, fora da caixa e desconstruída. É o palco que mais uma vez me apresentou artistas ainda não desbravados, e onde passei a maior parte do Gop Tun Festival. Obrigatória pra quem busca se abrir pra novas sonoridades, a pista trouxe no sábado um baile regido por Ylia, Brenda & Maria Emanuela, DJ Babatr, Takuya Nakamura (live), Verraco B2B RHR e Sherelle. No domingo, pra fechar com chave de ouro, tivemos Ana Cmp, Mad Professor (live dub), Capetini, 1tbsp, Mount Kimbie e DJ Heartstring.

Na Resident Advisor Supernova, o bicho pegou com uma construção tão inteligente de vertentes do techno que não tinha a menor possibilidade de se ficar parado. O lineup contou com Pleasure, Dekmantel Soundsystem, Steffi X Virginia e o grande nome da noite, FJAAK. Como uma fã que esperava há muito tempo para ver a dupla alemã, tive um baita presente com um set de três horas de duração.

Gop Tun Festival 2026

Palco Não Existe. Foto: Ariel Martini/Divulgação

Se não bastasse a competência da Gop Tun em entregar um lineup tão refinado, o lugar escolhido foi um show à parte. Estar ocupando um espaço carregado de história como o Pacaembu me trouxe a sensação de estar em meio a um museu feito para a música eletrônica, onde cada pista tinha sua exposição de arte de forma singular. Tudo fazia sentido naquele lugar.

Engajado, seja pelos looks que refletem personalidade e o lifestyle clubber como a postura na pista, o público em sua maioria estava nitidamente ali porque consome música eletrônica com veemência. As pessoas sabiam exatamente onde estavam e quem iriam ouvir.

O Gop Tun Festival 2026 já deixou saudades, e vai me trazer um período de abstinência, seja por ter estado em uma festa com essa curadoria musical absurda, como também pela entrega de produção.

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Fabi Clubber

Fabi Clubber integra a cena eletrônica do Rio Grande do Sul há mais de 12 anos. É DJ, produtora da festa JACKING em Passo Fundo e desenvolve conteúdos em suas redes sociais voltados à cultura clubber. Sua atuação conecta diferentes frentes, como produção, comunicação e discotecagem, refletindo uma compreensão ampla da pista como espaço cultural, social e afetivo, em que música e experiência caminham juntas.