mulheres na música

Conheça 50 das incríveis mulheres na música brasileira em uma série especial recheada de talentos femininos

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Por Maravilha

No primeiro capítulo da série que resgata a história das mulheres na música brasileira, indicamos 50 mulheres na música incríveis, talentosas e inovadoras na música e na atitude para você conhecer ou revisitar.

Mulheres incríveis da Música Popular Brasileira – parte 1

As mulheres têm papel fundamental na história da música brasileira. E a música também tem um papel importante na história das mulheres e na luta pelo ecoar de sua vida, voz e direitos. Confira aqui 50 musicistas que marcaram  o Brasil. E viva as mulheres na música!

Em vez de listar esta constelação em ordem alfabética ou separá-las por gêneros musicais, o Music Non Stop através de nossa especialista em música brasileira, Isadora Reis (DJ Maravilha) selecionou na primeira parte desta série mulheres de todas as épocas, juntas e misturadas. Confira aqui 50 musicistas que marcaram  o Brasil.

Chiquinha Gonzaga

foto: divulgação

 

Francisa Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, foi uma compositora, instrumentista e maestrina carioca nascida em 1847 . Considerada a primeira pianista chorona (musicista de choro), autora de uma das primeiras marchas carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas“, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Chiquinha destaca-se na história da cultura e música brasileira pelo seu pioneirismo de gênero na música e também foi uma grande defensora do movimento abolicionista em sua época. A artista faleceu aos 87 anos, no Rio de Janeiro, deixando como legado um acervo de aproximadamente trezentas composições.

Dolores Duran

foto: arquivo pessoal

Cantora e compositora carioca que marcou a música popular brasileira com sucessos como A Noite do Meu Bem, Por Causa de Você e Estrada do Sol, entre outras canções, foi uma mulher muito à frente de seu tempo. A carioca Adiléia Silva da Rocha, que tem sua trajetória artística marcada pelo período de industrialização do pós-guerra, pela chegada da televisão e do LP, pela morte de ícones que o rádio ajuda a criar a partir dos anos 1930, como Francisco Alves e Carmen Miranda, e pelo governo desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, legou ao Brasil uma discografia com mais de 30 títulos lançados.

Nara Leão

foto: divulgação

Nara Lofego Leão (1942-1989) foi uma importante cantora, compositora, sambista, artista plástica e atriz brasileira que ficou conhecida como “a musa da bossa nova”. Nara ingressou no meio musical depois de receber o primeiro violão de presente do pai, quando tinha 12 anos. Nasceu em Vitória (Espírito Santo) em janeiro de 1942. Em prêmio concedido durante a década de 70, Nara Leão foi considerada a melhor cantora pela Associação dos Críticos de Arte de São Paulo. Seu último disco lançado foi em 1989 com o título My Foolish Heart. Ao longo da carreira, a intérprete lançou mais de 20 discos e se tornou um dos principais nomes da MPB tendo colaborado com movimentos como a Tropicália e Bossa Nova. 

Eliseth Cardoso

foto: divulgação

Nasceu na Rua Ceará nº 5, na Estação de São Francisco Xavier, próxima ao morro de Mangueira, no Rio de Janeiro. Seu pai, Jaime Moreira Cardoso, era seresteiro e tocava violão. Sua mãe, Maria José Pilar, gostava de cantar. De uma família de 6 irmãos, ainda menina, costumava frequentar a famosa casa de Tia Ciata. Conhecida como divina, amante do samba, do carnaval da Portela e flamenguista de carteirinha, Elizeth participa de um momento decisivo para a música popular, em que três movimentos se convergem: a estética da chamada Era de Ouro do rádio, a invenção da bossa nova e a realização de espetáculos que se remetem a gêneros musicais considerados tradicionais. Parte de sua carreira vincula-se à fase em que o rádio é o principal meio de divulgação da música popular. Até então, seu repertório constitui-se, sobretudo, de sambas-canções, gênero do qual ela se torna referência.

Elis Regina

foto: divulgação

Elis Regina (1945-1982) foi uma cantora brasileira, considerada por muitos uma das vozes mais marcantes de nossa música. Diversas canções foram eternizadas na sua voz, entre elas: Águas de Março, Casa no Campo e Como Nossos Pais. A cantora, que nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 17 de março de 1945., era uma artista eclética, interpretava canções de vários estilos, como MPB, jazz, rock, bossa nova e samba. Levou à fama, cantores importantes como Milton Nascimento, João Bosco e Ivan Lins. Fez dueto com Tom Jobim, Jair Rodrigues, entre outros. Em menos de 20 anos de carreira, Elis gravou 31 discos, onde imortalizou diversas canções da música popular brasileira.

Kátia de França

foto: divulgação

Catarina Maria de França Carneiro (João Pessoa, Paraíba, 1947), é cantora, compositora, instrumentista e escritora. Alfabetizada por sua mãe por meio de canções, estuda piano desde os quatro anos, deixando o instrumento aos 15, quando ingressa num colégio interno em Pernambuco. Passa a tocar violão e envereda pela música popular. Apadrinhada pelo compositor e produtor Zé Ramalho, grava seu primeiro trabalho pela CBS, 20 Palavras ao Redor do Sol (1979), participações de peso como Sivuca, Dominguinhos, Bezerra da Silva entre outros. O disco inclui composições de sua autoria, como “Coito das Araras” e “Kukukaya”, e poemas de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), musicados por ela.

A artista ganha projeção no cenário musical nos anos 1970, junto com outros cantores, compositores e instrumentistas nordestinos que, naquele momento, conquistam espaço na indústria fonográfica do eixo Rio-São Paulo. A tendência em mesclar as referências regionais a elementos do rock e da cultura pop perpassa a obra desses músicos. Vivenciando os desdobramentos da contracultura do final dos anos 1960, estes artistas sintetizam diversas vertentes, passando pelo folk, o baião e o rock psicodélico onde ela se destaca como única mulher que compõe, toca e interpreta as próprias canções.

Gal Costa

foto: Julia Rodrigues

Maria das Graças Penna Burgos (1945), cantora, conhecida como Gal Costa, nasceu em Salvador, Bahia, no dia 26 de setembro de 1945. Com uma longa carreira que inclui muitos sucessos, é considerada uma das maiores artistas da música popular brasileira (MPB) de sua geração e influência para cantoras posteriores, como Marisa Monte (1967), Tulipa Ruiz (1978) e Roberta Sá (1980). Ao longo de sua carreira, gravou canções de importantes compositores brasileiros como Gilberto Gil, e Caetano Veloso, Chico Buarque, Dorival Caymmi, Roberto Carlos, Luiz Melodia, Jorge Ben Jor, Tom Jobim, Jards Macalé entre muitos outros. Além disso integrou a historia do Tropicalismo, um movimento cultural que aconteceu no Brasil nos final dos anos 1960. Ao todo, ela lançou cerca de 40 discos. Suas gravações refletem diversos generos musicais, dentre eles samba, bossa nova, rock e música eletrônica.

Maria Bethânia

(foto: Julia Rodrigues

Maria Bethânia iniciou sua carreira artística em 1963, atuando na peça teatral “Boca de ouro”, de autoria de Nelson Rodrigues e direção de Alvinho Guimarães. A peça foi musicada por Caetano Veloso, que abria o espetáculo cantando um samba de Ataulfo Alves. Em suas apresentações, Bethânia demonstra maestria na interpretação de canções que, muitas vezes, se tornam clássicas em sua voz. De Caetano Veloso – seu irmão – a Raul Seixas, diversos compositores já ganharam versões da artista. Seus shows se transformam em saraus, também, quando ela recita, cheia de delicadeza, algumas das canções ou poesias incorporadas ao espetáculo. Bethânia tem 34 discos gravados em estúdio e 15 álbuns ao vivo que somam mais de 26 milhões de cópias vendidas. Ela tem também 11 álbuns com compilações de seus grande sucessos e 65 participações em obras de outros artistas.

Clara Nunes

foto: divulgação

Clara Nunes, nome artístico de Clara Francisca Gonçalves Pinheiro foi uma cantora e compositora brasileira, pesquisadora da música popular brasileira e seus ritmos, viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira, das quais sempre teve muita influência, mantendo, no entanto, estilo próprio. Foi uma das cantoras que mais gravaram canções dos compositores da Portela, sua escola de samba de preferência. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de cem mil discos, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos. Durante toda a sua carreira, vendeu quatro milhões e quatrocentos mil discos.

Alcione

foto: divulgação

(imagem: divulgação)

Cantora, compositora, multi-instrumentista e dona de uma voz inconfundível, Alcione é uma notória sambista especialmente prestigiada dentro e fora do país. Com um carisma especial que conquistou uma legião de fãs ao longo de sua trajetória de mais de 45 anos de carreira, Marrom, como é conhecida, se apresentou em mais de 30 países. Com trinta álbuns de estúdio e nove ao vivo, vendeu a marca de 8 milhões de cópias de discos pelo mundo.

Anastácia

foto: divulgação

Lucinete Ferreira (Recife, 30 de maio de 1940), mais conhecida pelo nome artístico Anastácia, é uma cantora e compositora brasileira, mais conhecida como “A Rainha do Forró”. Anastácia é uma compositora prolífica: só com Dominguinhos, que foi seu parceiro de música e marido, escreveu mais de 200 canções. Foi indicada ao Grammy, na categoria “álbum de música de raízes em língua portuguesa”, no ano de 2017, pelo álbum “Daquele Jeito”. É responsável por grandiosos hits da música nordestina e continua sua produção fervorosamente, tendo gravado seu primeiro DVD em 2018, trazendo consigo a essência de quem é através das décadas dos seus 60 anos de carreira.

Dona Ivone Lara

foto: divulgação

Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara (Rio de Janeiro, 13 de abril de 1922 – Rio de Janeiro, 16 de abril de 2018), foi uma grande cantora e compositora brasileira. Conhecida como a Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano. Formada em enfermagem e assistência social, antes de se consagrar como cantora e compositora, desempenhou importante papel como enfermeira na reforma psiquiátrica no Brasil, ao lado da médica Nise da Silveira, dedicando-se a essa atividade durante mais de trinta anos, antes de se aposentar e dedicar-se exclusivamente à carreira artística. A artista, que marcou a história do samba e do Brasil, lançou cerca de 15 discos e dezenas de sambas de sucesso.

Geovana

foto: Mariana Caldas

Cantora e compositora, nascida na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro e criada na favela da Rocinha, Geovana é uma das grandes compositoras de samba brasileiro que ganhou fama na década de 70 após vencer a Bienal do Samba de São Paulo com a canção “Pisa nesse Chão com Força”. Em 1975 lançou o LP “Quem tem carinho me leva”, produzido por Rildo Hora, onde foram incluídos sambas como “Pisa nesse chão com força”, “Taturuê”, “Nos braços do dia” e “Rosa do morro”, muitos deles, regravados por Clara Nunes e Jair Rodrigues. O LP ainda contou com três arranjos do pianista Luiz Eça e a composição “Maitá”, de autoria da cantora. Em 1988 lançou o disco “Canto pra qualquer cantar”. Entre os vários intérpretes de suas composições destacam-se Martinho da Vila, Almir Guineto, Dóris Monteiro, Clara Nunes, Eliana Pitman, Roberto Ribeiro, Elson do Forrogode, Dhema e grupo Fundo de Quintal que gravou “Lã do meu cobertô” e “Ô Irene”, duas parcerias suas com Beto Sem Braço.

Clementina de Jesus

foto: divulgação

Sambista fluminense, Clementina de Jesus foi a síntese do Brasil, expressão de um país de forte herança africana e de singular formação religiosa. Conhecida como Rainha Quelé, carregava consigo os banzos de seus ancestrais, transformados em cantos, encantos e segredos nos jongos, no partido-alto e nas curimbas que cantava. Nascida na cidade de Valença (RJ), região do Vale do Paraíba, tradicional reduto de jongueiros, Clementina era filha da parteira Amélia de Jesus dos Santos e de Paulo Batista dos Santos, capoeira e violeiro da região. Sua atividade de cantora ela exercia sem intenção de fazer-se profissional, cantava porque preciso era cantar, por prazer, por alegria. A carreira profissional de Clementina de Jesus como cantora começou aos 63 anos e ao todo a cantora gravou 13 LPs entre álbuns solos e participações em álbuns coletivos. Clementina foi louvada como elo entre África e Brasil, tendo sido reverenciada por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, João Nogueira, Clara Nunes, Caetano Veloso, Maria Bethânia e João Bosco.

Jovelina Pérola Negra

foto: divulgação

Jovelina Pérola Negra, cujo nome de batismo era Jovelina Farias Belfort, foi uma cantora e compositora brasileira destacando-se entre grandes musas do samba. Nascida em Botafogo (zona sul do Rio de Janeiro), Jovelina Pérola Negra logo fincou pé na Baixada Fluminense, em Belford Roxo. Voz rouca, forte, herdeira do estilo de Clementina de Jesus, apareceu para o grande público ao participar do histórico disco Raça Brasileira, em 1985. Pastora do Império Serrano, gravou cinco discos individuais conquistando um Disco de Platina. Atualmente são encontradas apenas as coletâneas com os grandes sucessos como Feirinha da Pavuna, Bagaço da Laranja (gravada com Zeca Pagodinho), Luz do Repente, No Mesmo Manto e Garota Zona Sul, entre outros. Alcione já homenageou a ‘Pérola Negra’ em um de seus discos, Profissão Cantora. Enquanto o samba e o partido alto existirem Jovelina será lembrada pela voz e ginga.

Edith do Prato

foto: divulgação

Edith Oliveira Nogueira foi uma percussionista e cantora brasileira. Ficou conhecida como Dona Edith do Prato por se apresentar usando uma faca e um prato como instrumentos. Cantava samba-de-roda na sua cidade natal, em geral interpretando temas de domínio público do recôncavo baiano. Edith Oliveira Nogueira, mais conhecida por Edith do Prato, nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA em 1916. Cantora, percussionista e festeira inveterada, Edith é hoje reverenciada como uma das riquezas da cultura baiana e grande dama do samba de roda do recôncavo. Começou sua trajetória artística como cantora amadora em sua terra natal. Era sempre convidada a tocar em aniversários e carurus. Com timbre peculiar, entoa samba-de-roda como ninguém, raspa a faca no prato com maestria, numa cadência tão peculiar que esta prática lhe valeu o nome artístico. Dividiu palco com Caetano Veloso, Chico Buarque, dentre outros artistas, com sua alegria, paixão pelas festas e sambas-de-roda, é uma das artistas baianas que inscreveu a cidade de Santo Amaro no mapa cultural musical da Bahia. Morreu em Salvador no dia 08 de janeiro de 2009.

Elba Ramalho

foto: divulgação

Cantora, compositora e multi-instrumentista, Elba Maria Nunes Ramalho (Conceição, 1951) tem sua primeira experiência musical em 1968, tocando bateria no conjunto feminino “As Brasas“. Posteriormente, o grupo se transformou de musical para teatral. Elba continuou a cantar e a participar de festivais pelo Nordeste brasileiro e em 1979, lançou seu primeiro álbum, “Ave de Prata“. Ao longo de sua carreira se consolidou na música brasileira, possui dois Grammys Latinos pelos álbuns: Qual o Assunto Que Mais Lhe Interessa?, lançado em 2008, e Balaio de Amor, 2009, na categoria Melhor Álbum de Raízes Brasileiras: Regional e Tropical. Em mais de 35 anos de carreira, Elba Ramalho vendeu mais de 10 milhões de discos. 

Fafa de Belém

foto: divulgação

Fafá de Belém, nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo em Belém, é uma cantora, compositora, atriz e multi-instrumentista que ganhou reconhecimento nacional em 1975 quando a canção “Filho da Bahia”, que fez parte da trilha sonora da telenovela Gabriela. Na segunda metade dos anos 80, Fafá foi bastante criticada por muitos jornalistas especializados, por incluir em seu repertório gêneros mais popularescos e das raízes Amazônicas, como carimbó, siriá, lambada, brega e guarânia. Alheia às críticas, ela emplacou um sucesso atrás do outro.

Lia de Itamaracá

foto: divulgação

Foto: José de Holanda

Maria Madalena Correia do Nascimento, conhecida como Lia de Itamaracá (Itamaracá, 1944), é dançarina, compositora, cantora e cirandeira. Considerada a mais célebre cirandeira do Brasil, a artista Lia sempre morou na Ilha de Itamaracá e ainda criança começou a participar de rodas de ciranda. Ficou conhecida por Lia nos anos 1960, depois que Teca Calazans, incorporando versos cantados pela cirandeira, acrescentou:

“Esta ciranda quem me deu foi Lia,
que mora na Ilha de Itamaracá”.

Gravou seu primeiro disco em 1977, intitulado A rainha da ciranda. Em 1998 participou do Abril pro Rock, o que a leva a ficar conhecida nacionalmente. Gravou Eu sou Lia em 2000, que foi distribuído também na França, e em 2019 lança o disco Ciranda sem Fim. Lia de Itamaracá é Patrimônio Vivo de Pernambuco e nos últimos anos, tem participado de festivais e eventos que tratam do repasse de sua sabedoria às novas gerações. No dia 27 de agosto de 2019, Lia recebeu uma  o título de Doutora Honoris Causa, pela Universidade Federal de Pernambuco, pelos serviços prestados à cultura de Pernambuco e do Brasil. Foi eleita Diva da música negra pelo The New York Times e em 2020, foi homenageada pelo Bloco Afro Ilú Oba De Min, em seu tradicional cortejo de carnaval na capital de São Paulo.

Elza Soares

foto: divulgação

(imagem: divulgação)

Nascida no subúrbio do Rio de Janeiro, Elza da Conceição Soares começou a cantar com o pai, que gostava de tocar violão nas horas vagas. Elza teve uma infância dura e subitamente interrompida pelo casamento. O pai de Elza obrigou a menina a casar-se quando ela tinha apenas 13 anos. Elza gravou o seu primeiro CD em 1960 pela gravadora Odeon e ficou conhecida pela canção “Se acaso você chegasse”. Em 1962 foi ao Chile para representar o Brasil na Copa do Mundo de 1962 e fez muito sucesso com o público no exterior. Ao longo de sua carreira a cantora conhecida por sua postura firme e voz que marcou obras do samba, mpb e bossa, lançou 34 discos e recebeu diversas homenagens, dentre elas: em 2000, a emissora BBC, em Londres, deu à Elza o título de A Melhor Cantora do Universo – Foi enredo da Unidos do Cabuçu, no Grupo de acesso do carnaval carioca, no carnaval de 2012 – No carnaval de 2013, Elza Soares recebeu homenagem do Bola Preta de Sobradinho, tradicional agremiação do Distrito Federal. Enredo: Elza Soares – Planeta Fome, nasce uma Estrela! – Em 2019, recebeu o título de doutora Honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Em 2020, Elza Soares foi enredo da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel cujo enredo foi Elza Deusa Soares. A agremiação do coração de Elza terminou na terceira colocação.

Margareth Menezes

foto: José de Holanda

Margareth Menezes (Salvador, 13 de outubro de 1962) é uma cantora, compositora e ex-atriz com trajetória que marca a historia da música da baiana e do Brasil. Coleciona inúmeros prêmios: conquistou dois troféus Caymmi, dois troféus Imprensa, quatro troféus Dodô e Osmar, além de ser indicada para o GRAMMY Awards e GRAMMY Latino. A cantora soma 21 turnês mundiais, em 1987, grava o seu primeiro single, lançado como LP, ao lado de Djalma de Oliveira, “Faraó (Divindade do Egito)”, vendendo mais de 100 mil cópias. Após isso, Menezes lança quatorze álbuns, sendo que dois desses, Ellegibô e Kindala, alcançaram o topo da Billboard World Albums, enquanto Pra Você e Brasileira Ao Vivo: Uma Homenagem Ao Samba-Reggae, receberam indicações ao Grammy Latino e Grammy Awards, respectivamente. Ela ainda lidera o projeto “Afropop Brasileiro”, que visa preservar e promover a cultura afro-brasileira, e criou a “Fábrica Cultural”, uma organização não-governamental que ajuda crianças e adolescentes. Todos os anos, a cantora leva seu trio elétrico, um dos mais tradicionais, às ruas de Salvador.

Sandra de Sá

foto: divulgação

Sandra Cristina Frederico de Sá (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1955) é uma cantora, compositora e instrumentista, expoente de diversos gêneros musicais, com enfoque na música popular brasileira e na black music mundial. Carioca do subúrbio ferroviário de Pilares, acompanhando seu pai, que era baterista, em shows, em sua adolescência, Sandra frequentava os bailes de gafieira, samba e soul, em Pilares e adjacências, bem como a quadra da Caprichosos de Pilares, escola onde desfila até hoje. Gostando cada vez mais do universo musical, aprendeu sozinha a tocar violão e começar a compor suas letras. Com o incentivo dos pais, começou a se apresentar em escolas de samba e em pouco tempo, Sandra de Sá tornou-se considerada a rainha do soul brasileiro. Iniciou a carreira em 1980, quando participou do “MPB-80”, festival promovido pela Rede Globo, no qual  defendeu a composição “Demônio colorido” (Macau), que, apesar de não ter vencido o festival, tornou a cantora conhecida nacionalmente. Sandra de Sá possui voz grave e suas interpretações são marcadas pelo suingue e controle vocal. Sua estética musical apoia-se na cultura negra norte-americana e brasileira, o que a torna uma das principais representantes femininas do soul brasileiro. A cantora é uma das intérpretes com maior número de participações em trilhas sonoras de novelas brasileiras, pelo menos 17, no decorrer dos anos.

Martinália

foto: divulgação

Mart’nália, filha de Martinho da Vila e Anália Mendonça, começou a carreira cedo. Antes de lançar Mart’nália (1987), a jovem cantora já fazia backing vocal com a irmã nas apresentações do pai. Passando por grupos diversos e bares no cenário carioca, em 1995 lançou “Minha Cara” produzido pelo pai. Mart’nália samba desde que nasceu. Acompanhava o pai às rodas de Vila Isabel ainda muito pequena e foi assim que se apaixonou pela música. Foi lá que aprendeu a sambar, cantar, tocar violão e pandeiro e ao longo das últimas décadas trabalhou com grandes nomes da musica popular brasileira lançando diversos discos.

Sonia Santos 

foto: divulgação

Sonia Santos, cantora e compositora carioca radicada nos Estados Unidos, onde, a partir da década de 1970, desenvolveu sua carreira artística cantando em português, espanhol e em inglês, especialmente na cidade de Los Angeles. Em 1974 participou da trilha sonora trilha, originalnente criada por Raul Seixas e Paulo Coelho, da novela “O Rebu”, da TV Globo, sendo incluída no disco homônimo, no qual interpretou a faixa “Porque”, de Raul Seixas e Paulo Coelho.
Em 1988 participou do espetáculo “Verão Brasil”, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin a pedido do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores. O espetáculo foi estrelado por Sonia Santos e Tom da Bahia e excursionou por vários países (África do Norte, Espanha, Venezuela e Angola). No ano de 1997 lançou, nos Estados Unidos, o CD “Sorte”, no qual interpretou de sua autoria as faixas “Las tres Americas”, versão de “Somos América”, de autoria de Tim Maia; “Eu te amo” (c/ Renato Piau), “Manhoso”, (c/ Pi e Ronaldo); “Capoeira” (c/ A. C. Mendes); “Elo da raça” (c/ Maia, Clarisso e Ciranda); “Saudade” (c/ Krishna); “Juventud”, versão de “Gerações”, de Luís Melodia; “Malcolm X” (c/ Julinho de Palmares) e ainda a faixa-título “Sorte”, em parceria com Macau. No disco também foram incluídas as faixas “Sopa de caracol” (Chico Ramos) e “Fogo de palha”, de Pi e Ronaldo.

Dona Inah

foto: divulgação

Nascida em 17 de maio de 1935 na cidade de Araras, no interior de São Paulo, Dona Inah, cantora e sambista, foi educada nas sutis harmonias das valsas e boleros entoadas por seu pai trompetista e projetou-se como cantora aos nove anos de idade em apresentações em bailes de fazendas da região e festas da cidade. Além de cantar em bailes de gafieira de vários clubes e salões de São Paulo, chegou a gravar seu primeiro disco em 1958, pelo selo Trovador, mas todo material foi perdido. Sua carreira musical renasceu apenas em 2002, quando foi convidada para participar do musical “Rainha Quelé”, em homenagem a Clementina de Jesus. A partir de então, voltou a receber convites e a cantar com frequência e, em 2004, ela gravou o álbum de estúdio “Divino Samba Meu”, que ajudou a deslanchar novamente sua carreira.  Assim como Clementina de Jesus, Cartola, Walter Alfaiate, Glória Bomfim e outros nomes sagrados do samba que chegaram tardiamente ao grande público, a paulista Ignez Francisco da Silva, mais conhecida como Dona Inah, só teve seu talento devidamente reconhecido no ano de 2005, aos 69 anos de idade. Dona de um timbre rasgado e emotivo, a cantora possui um jeito inconfundível de interpretar mestres como Nelson Cavaquinho, Délcio Cavalho e Cartola. Passados 82 anos de idade e mais de 60 de carreira, Dona Inah é hoje uma das principais representantes do samba paulista. No entanto, a trajetória da majestosa cantora, distinguida pelo tratamento de dona e “inah” – palavra que homenageia a avó e significa “indígena” – foi muito além dessas conquistas.

Beth Carvalho

foto: divulgação

Um dos maiores nomes da música brasileira, Beth Carvalho tinha cinquenta anos de carreira e uma discografia de mais de trinta títulos. Seu primeiro sucesso foi Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, que ela defendeu no Festival Internacional da Canção, em 1968, e com o qual conseguiu o 3º lugar. A música também deu título ao seu primeiro LP, que foi lançado em 1969. Emendou outros sucessos na sua voz, como o hino Vou Festejar, e eternizou Coisinha do Pai. Na década de 70, gravou Folhas Secas, com Nelson Cavaquinho, e As Rosas Não Falam, de Cartola. A sambista nasceu Elizabeth Santos Leal de Carvalho, no Rio, em 5 de maio de 1946. Herdou da família a paixão pela música  – sua avó tocava bandolim e violão. Desde criança, ouvia Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai, que os recebia em sua casa. Ficou conhecida também sua presença assídua na quadra Cacique de Ramos, onde Beth conheceu nomes que viria a revelar, como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, o que lhe concedeu a fama de madrinha do samba. Com brilhante trajetoria na música e cultura brasileira, a artista faleceu em 2019.

Rita Lee

foto: divulgação

Nascida em São Paulo, Rita é filha de um imigrante americano com uma pianista brasileira e, quando tinha 15 anos, começou a dar os primeiros passos no mundo da música tocando bateria. Aos 19 anos, se juntou com os irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista para fundarem a lendária banda Os Mutantes. O grupo tocou em 1967 ao lado de Gilberto Gil a canção Domingo no Parque e ficou em segundo lugar no III Festival da Música Popular Brasileira. No ano a seguir foi a vez de acompanharem Caetano Veloso na canção icônica É proibido proibir, apresentada no Festival Internacional da Canção (FIC). Rita também fez carreira solo e emplacou sucessos como Baila comigo, Caso sério e Lança perfume. A artista é uma das maiores representantes do rock brasileiro.

Cássia Eller

foto: Marcos Penteado

Cássia Rejane Eller nasceu no Rio de Janeiro em 1962. Cantora, compositora e multi-instrumentista, foi também grande representante do rock brasileiro dos anos 90. Lançou cinco álbuns de estúdio em vida: Cássia Eller (1990), O Marginal (1992), Cássia Eller (1994), Veneno AntiMonotonia (1997) e Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo (1999). Seu sexto álbum de estúdio, Dez de Dezembro (2002) foi lançado postumamente. O álbum mais bem sucedido de sua carreira foi o Acústico MTV (2001), com mais de 1 milhão de cópias vendidas e um prêmio Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock. Cássia faleceu aos 39 anos em 29 de dezembro de 2001, após um infarto do miocárdio causado por uma malformação de seu coração legando ao Brasil sua história como mulher, artista e lgbt  através de sua obra que ecoa até os dias de hoje.

Marina Lima

foto: divulgação

A cantora e compositora Marina Lima nasceu no dia 17 de setembro de 1955, no Rio de Janeiro (RJ). Foi ela a primeira artista mulher a assinar um contrato com a gravadora Warner. Em 1979, lança seu primeiro disco, “Simples como Fogo”. Desde então, com uma discografia composta por 21 álbuns, é trilha sonora dos brasileiros de várias gerações. Com influências que passam pelo pop, rock, blues, bossa-nova e música eletrônica, Marina tem hits como “Pra Começar”, “À Francesa”, “Fullgás”, “Virgem”, “Uma Noite e ½”, “Pessoa”, “Me Chama”, entre tantos outros. Em 2018 Marina Lima lança o seu mais recente trabalho, “Novas Famílias”. Um disco de inéditas, com parcerias ( Antonio Cicero, Silva, Leticia Novaes, Dustan Gallas, Arthur Kunz), e uma regravação de “Pra Começar.

Pitty

foto: divulgação

Pitty (1977) é uma cantora de rock, considerada uma das maiores do gênero no Brasil na atualidade. Priscilla Novaes Leone nasceu em Salvador, Bahia, no dia 7 de outubro de 1977, mas passou sua infância em Porto Seguro. Foi influenciada pela música do cantor e compositor Raul Seixas através de seu pai, que era dono de um bar. Outras influências musicais de Pitty foram importantes para a sua carreira musical, como Nirvana, Lou Reed e Metallica. Seu disco de estréia “Admirável Chip Novo” (2003), foi o álbum de rock mais vendido do ano e de lá pra cá emplacou vários sucessos.

Sharylaine

foto: divulgação

Sharylaine nasceu Ildslaine Mônica da Silva,na capital paulista, no dia 10 de abril de 1969, e a trilha sonora de sua vida inclui, também, blues, jazz e samba. Uma das pioneiras do rap feminino em São Paulo, sétima cidade mais populosa do mundo, foi ela quem montou o primeiro grupo formado só por mulheres, em 1986, o “Rap Girl’s” e participou da “Coletânea Consciência Black Vol.1”. O hip hop da Zona Leste, onde nasceu, conta há mais de três décadas com as suas rimas.  Ela criou e consolidou o Fórum Nacional de Mulheres do Hip Hop e vem construindo e consolidando a atuação da mulher nesse gênero musical predominantemente masculino. Como rapper, cantora, compositora, arte-educadora, produtora cultural, ativista cultural, social e política  -, Sharylaine é referência na luta contra o machismo e o racismo, realidades que se apresentam como os principais desafios das mulheres negras que fazem arte nas periferias. Suas composições abordam, ainda, o feminismo e a valorização da identidade de quem vive longe dos centros urbanos.

Dina Di

foto: divulgação

(imagem: divulgação)

Dina Di, nome artístico de Viviane Lopes Matias, foi uma rapper e cantora brasileira do rap nacional, que nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 20 de Março de 1976. Ela iniciou sua carreira no rap em 1989, fundou o Visão de Rua em 1994, tendo lançado aí sua primeira canção, “Confidências de uma Presidiária” onde fala sobre o precariedade do sistema carcerário brasileiro. Em 1997 lançou seu primeiro single, o “Periferia é o Alvo”. Então o  Visão de Rua lançou 4 álbuns: “Herança do Vício” (1998), “Ruas de Sangue” (2001), “A Noiva do Chuck” (2003) e “O Poder nas Mãos” (2008). O grupo concorreu ao Prêmio Hutúz (a maior premiação de Hip Hop nacional) em 6 edições do evento tendo vencido na categoria “Melhor Grupo Feminino” em 2000 e 2001 e  “Melhores Grupos ou Artistas Solo Feminino da Década” em 2009. Dina Di falava muito sobre as dificuldades de ser mulher, sobre violência doméstica, sobre as dificuldades de se viver na periferia, sobre a dificuldade de se ter filhos na nossa sociedade, e sobre como é importante assumir uma postura ativa para mudar o sistema. A cantora deu à luz sua filha Aline em 2 de março de 2010 e contraiu uma infecção hospitalar e veio a falecer em 20 de março aos 34 anos.

Camila CDD

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Kmila CDD é nome conhecido entre admiradores do rap nacional. Escudeira fiel do irmão, o veterano MV Bill, participou de todos os álbuns dele. Cerca de dez anos após a comentada parceria dos dois no hit Estilo Vagabundo, em 2018 a carioca lançou o primeiro EP de sua carreira solo, se debruçando em temas relacionados a experiência da mulher que vão de maternidade a estupro. Camila é vista como representante de uma safra clássica do rap no Brasil, tanto pela maneira de rimar como pela escolha por beats que referenciam a estética que marca antiga geração. A artista cita as rappers Dina Di e Da Brat, além do grupo NWA como principais referências e se mantem atenta ao que os mais novos têm produzido, aberta a investigar outros gêneros e tendências como o trap.

Negra Li

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Negra Li, nome artístico de Liliane de Carvalho (São Paulo, 1979), é uma cantora, compositora e atriz nascida no bairro da Brasilândia, zona norte de São Paulo. Há mais de 20 anos na estrada da arte, Negra Li começou a se interessar pela música ainda na infância. Nessa época, cantava hinos da igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil. Quando adolescente, imitava Whitney Houston, e foi a partir desse momento que passou a ouvir mais a black music. Aos 16 anos, interessou-se pelo rap, e logo passou a fazer shows com o grupo RZO. De notório reconhecimento na música brasileira, ao longo de sua carreira a rapper transitou pelo pop, pelo reggae, pelo MPB e recentemente firma novamente os pés no rap. Em 2018 lança o disco Raízes que marca nova fase de sua carreira e no momento se encontra em processo criativo para seu próximo trabalho. 

Valesca Popozuda

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Valesca Reis Santos, mais conhecida como Valesca Popozuda, cantora, apresentadora, dançarina e empresária, foi vocalista do grupo de funk Gaiola das Popozudas entre 2000 e 2012, que defendeu a perspectiva das mulheres no funk, e foi uma das responsáveis por disseminar o funk carioca no Brasil. Sua primeira música de trabalho foi Vai Danada, lançada no começo da década de 2000. Conseguiu grande projeção nacional em 2007, após o lançamento das músicas de sucesso Late Que Eu Tô Passando e Agora Sou Solteira, apresentadas nos DVDs “Tsunami” e “Tsunami II”, respectivamente. Suas músicas já foram lançadas ou remixadas e incluídas em compilações de DJs internacionais, como o norte-americano Diplo e os austríacos Makossa & Megablast. Em 2012 saiu em carreira solo e, no ano seguinte, lançou a canção “Beijinho no Ombro”, e segue fazendo sucesso no país, considerada uma das Rainhas do funk carioca.

Gaby Amarantos

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Gaby iniciou sua carreira como cantora na Paróquia de Santa Teresinha do Menino Jesus, onde participava do coral. A artista nasceu no bairro de Jurunas, na periferia de Belém, e chamava atenção por sua voz grave, o que a rendeu o convite para se apresentar em bares da capital paraense com a Banda Chibantes, onde cantava acompanhada do violonista Cléber Viana. Em seguida, conquista êxito na música paraense com a Banda Tecno Show. Conhecida por sua  personalidade forte, talento vocal e por figurinos marcantes, foi uma das responsáveis pelo surgimento e difusão do tecnobrega, ritmo que virou febre na Região Norte do Brasil. Ficou conhecida nacionalmente após lançar a música “Hoje Eu Tô Solteira”, uma versão da música “Single Ladies”, da cantora americana Beyoncé, e escrita pela banda paraense Banda Os Brothers. O sucesso da música rendeu a Gaby o apelido de “Beyoncé do Pará” e desde então seguiu lançando hits e conquistando fãs e prêmios Brasil e mundo a fora.

Luedji Luna

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Nascida no Cabula e criada em Brotas, bairros de Salvador, filha de Orlando e Adelaide, um historiador e uma economista, ambos funcionários públicos e militantes do movimento negro de Salvador, Luedji cresceu sabendo sobre luta, política e revolução, mas demorou até encontrar seu espaço no mundo. A música sempre esteve presente em sua vida, visto que seu pai é músico também. A partir de 2011 apresentou-se em recitais nos principais palcos de Salvador, atuando também como cantora da noite nos bares, principalmente no Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade. Em 2015 apresentou-se em São Paulo e no Rio de Janeiro e em 2017 lançou o seu primeiro álbum “Um Corpo no Mundo”, com produção de Sebastian Notini, em 2017, pela gravadora YBmusic.  Em 2018 foi lançado no Japão e em 2019, na Europa, pelo selo Sterns Music. Concomitante ao lançamento Europeu, realizou sua primeira turnê internacional. Em outubro de 2020 lança o album visual Bom mesmo é estar de baixo d’agua, tratando principalmente do amor e do afeto. Luedji é uma das vozes expoentes da música brasileira contemporânea de talento e sensibilidade ímpar.

Xenia França

foto: Eduardo Pimenta

Xênia França é uma cantora e compositora nascida no Recôncavo Baiano que passou a adolescência em Camaçari e mudou-se para São Paulo em 2004. Trabalhou como modelo até 2008, quando começou a cantar em bares. Conheceu Emicida, que a convidou para participar das gravações do EP Sua Mina Ouve Meu Rep Tamém e do álbum Emicídio, ambos de 2010. No ano seguinte, entrou para a banda Aláfia, com Pipo Pegoraro e Lucas Cirillo. Em 2017, lançou seu primeiro álbuim solo, Xenia. Foi indicada para o Grammy Latino de 2018 nas categorias Melhor Álbum Pop Contemporâneo e Melhor Canção em Língua Portuguesa (com Pra Que Me Chamas?), e também para o Women Music Award 2018. Em 2019, Xênia França se tornou a primeira artista brasileira a se apresentar no internacionalmente conhecido canal do Youtube COLORS.

Souto MC

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Há mais de 10 anos compondo, Carolinne Souto – a Souto MC – se destacou no cenário de rap feminino nacional por sua lírica e flow afiados, retratando nas letras boa parte de suas vivências e seu posicionamento feminista. Das rodas de rima para os palcos, Souto mostrou sua potência em seu primeiro álbum de estúdio “Ritual”, lançado em dezembro do ano passado, um dos 50 projetos escolhidos para o Edital Natura Musical de 2018.  Somando mais de 100 mil streams, o disco conta com 8 faixas autorais inéditas e com participações de artistas que fazem parte da história de Souto, como Nenê Cintra e Giovanni Felizarte em “Altamira”; Bia Ferreira e Kunumi MC participam de “Festa e Fartura”; Jean Tassy está presente na faixa “Poente” e Rodrigo Ogi participa de “Rezo”, música que dá nome ao projeto visual. O show de lançamento do álbum aconteceu no Mundo Pensante, em 10 de Março de 2020, com DJ Sophia & convidados consagrando o lançamento do disco no palco. A artista, de talento e sensibilidade brilhantes, se revela como promessa na música brasileira para essa década.

Sara Donato

Sara Donato se destaca por seu talento na rima e na luta contra o machismo e os padrões de beleza, além de denunciar o sexismo dentro do próprio movimento Hip Hop. Moradora da Cidade Aracy, bairro periférico de São Carlos, Sara começou a ouvir rap por influência do irmão e dos primos, aos 13 ou 14 anos. Um dos seus singles que se popularizaram chama-se “Peso na mente”, onde fala abertamente sobre gordofobia e sobre padrões de beleza surreais e inalcançáveis, que só trazem sofrimento e angústia para as mulheres. A MC rotineiramente critica a hiper valorização do corpo e chama atenção para o crescimento intelectual das mulheres, incentivando-as a estudar, conhecer um pouco mais sobre política, sociedade, história, entre outros assuntos

Tasha & Tracie

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As gêmeas Tasha Okereke e Tracie Okereke, paulistanas, são DJs, estilistas, diretoras de arte, produtoras culturais, blogueiras, ativistas periféricas  e recentemente divulgaram o primeiro disco como Mc’s. Quando nasceram, Tasha e Tracie Okereke, receberam nomes que já previam o futuro artístico. Filhas de pai nigeriano e mãe brasileira, cresceram ouvindo Prince nas festas que os pais davam em casa. A extravagância do cantor americano e a profundidade de suas canções acenderam nas duas a paixão por moda e cultura. Depois de alguns anos atuando em diversas áreas da arte e cultura, as irmãs lançaram seu primeiro disco com influencias do rap, trap, funk e reggae, com produção musical da artista e produtora musical Ashira. Multi-artistas, multitalentosas, provocadoras e autenticas, as irmãs, que cantam sobre suas vivências, amor, política, cultura, questões raciais e o cotidiano da periferia de SP, revelam-se como potentes vozes da nova geração da música brasileira com destaque para a cena do rap para essa década.

Liniker

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Nascida em uma família de músicos, Liniker tem, pelo nome de batismo, uma homenagem ao futebolista inglês Gary Lineker, artilheiro da Copa do Mundo de 1986. Cresceu ouvindo samba, samba-rock e soul. Em 2015, formou a banda Liniker e os Caramelows, com quem lançou o EP Cru em 15 de outubro daquele ano, por meio do primeiro single, “Zero”. Os vídeos com a interpretação das canções do projeto ganharam milhões de visualizações rapidamente. Em 16 de setembro de 2016, a banda lança seu álbum de estreia, intitulado Remonta, gravado com ajuda dos fãs por meio do financiamento coletivo no Catarse. O disco reverberou internacionalmente e ganhou atenção da imprensa estrangeira. Depois de dois anos, no dia 22 de Março de 2019, Goela Abaixo, o segundo álbum da banda é lançado, tendo as músicas Calmô e Intimidade. Conta com a participação de Mahmundi em Bem Bom. Lava foi o primeiro single, lançado em março de 2018. Com uma voz que exala poesia do inicio ao fim, recentemente a cantora deu inicio sua jornada solo e é mais uma das promessas da nossa música para os próximos anos.

Tássia Reis

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Tássia Reis, natural de Jacareí,  rapper, cantora e compositora, iniciou a carreira com o EP “Tássia Reis” em 2014. Em seguida, veio o álbum de estreia “Outra Esfera” em 2016. Com os dois materiais lançados, vieram os sucessos nacionais “No Seu Radinho” e “Se Avexe Não”. Em 2019, lançou seu segundo álbum, “Próspera”. O álbum foi aclamado pela crítica especializada e considerado um dos melhores discos do ano pela APCA. Com estilo particular, que funde generos como o rap, o jazz, o trap e o pop, tem como principais temas de suas músicas são a vida, o auto conhecimento, o amor e a quebra de padrões.

Funmilayo Afrobeat Orquestra

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Criada no ano passado pela cantora e saxofonista Stela Nesrine e pela trompetista Larissa Oliveira, a Funmilayo Afrobeat Orquestra, o coletivo é formado por mulheres e pessoas não bianarias negras e apresenta músicas autorais e clássicos do Afrobeat – gênero musical consolidado na década de 1970 que combina jazz, funk, highlife e percussão africana e que tem no músico nigeriano Fela Kuti seu maior representante. O nome do grupo homenageia Funmilayo Anikulapo Kuti, professora e uma das ativistas mais importantes da Nigéria, responsável pela conquista de vários direitos para as mulheres. Foi também mãe de Fela Anikulapo Kuti, músico nigeriano considerado o criador do Afrobeat. Além de Fela Kuti, o grupo tem como referências musicais  Elza Soares, Anelis Assumpção, Bia Ferreira e grandes nome do Afrobeat como Sandra Iszadore, Tony Allen e Ebo Taylor. O grupo é formado por Stela Nesrine (saxofone), Larissa Oliveira (trompete), Sthe Araújo (percussão), AfroJu Rodrigues (percussão), Ana Goes (sax contralto), Suka Figueiredo (sax barítono), Priscila Hilário (bateria), Bruna Duarte (contrabaixo), Jasper (guitarra), Rosa Couto (voz e bloco sonoro), Tamiris Silveira (teclado) e Vanessa Soares (dança).

Larissa Luz

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Larissa Luz nasceu em Salvador, Bahia, e cresceu em meio a livros e música. Aos dez anos começou a cursar canto e teclado e não parou mais. Seguiu com o propósito de ser cantora e fez curso livre de violão na UFBA e teatro. Ao longo dos anos, foi aprimorando seus conhecimentos na área da música cantou em bares de Salvador, integrou a banda Ara Ketu entre 2007 e 2012, quando o antigo vocalista, Tatau, voltou a fazer parte do grupo. De voz forte e combativa, artista tem 3 albuns lançados. Foi indicada ao Grammy Latino de 2016 na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa pelo álbum Território Conquistado. Em 2018, interpretou Elza Soares na peça de teatro musical “Elza” e Seu disco mais recente, Trovão, foi eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do primeiro semestre de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Tati Quebra Barraco

foto: divulgação

Tatiana dos Santos Lourenço, mais conhecida como Tati Quebra-Barraco, é uma cantora e compositora  de funk carioca, sendo reconhecida como uma das pioneiras no gênero musical, e uma das principais expoentes do estilo. Tatiana nasceu e cresceu na periferia do Rio de Janeiro, na favela da Cidade de Deus e sua obra possui canções que falam abertamente empoderamento feminino, independência, sexo e amor próprio. Por isso, Tati Quebra-Barraco se tornou um ícone feminista e da população LGBT. Entre seus maiores sucessos, estão as canções “Boladona”, “Desce Glamourosa”, “Sou Feia Mas Tô na Moda” e “Dako é Bom”. Em 2014, lançou o primeiro videoclipe oficial de sua carreira, intitulado “Se liberta”. A cantora tem projeção internacional e já fez diversos shows no exterior, principalmente na Alemanha, Suíça, Holanda e nos Estados Unidos.

MC Carol

foto: Fernando Schlaepfer

MC Carol, natural de Niterói-RJ, é uma cantora, compositora e ativista  que se tornou notória por unir, em sua música, temáticas sociais e canções de duplo sentido e que tratam de sexualidade, assim como canções com tom humorístico. Como artista solo, passou a se destacar com o lançamento de vários singles e canções divulgadas pela internet.Seu primeiro sucesso foi a música “Bateu uma Onda Forte”. Em seguida, a cantora também destacou-se com “Jorginho Me Empresta a 12”, “Liga pro Samu”e “Não Foi Cabral”, que questiona a história do Brasil ministrada por professores da rede de educação, que seguem a maior parte dos livros escolares.. Em seguida, a intérprete anunciou o lançamento de seu primeiro álbum, Bandida. Como prévia do disco, MC Carol lançou dois singles. O primeiro foi a canção “Delação Premiada”, com a produção e participação de Leo Justi e o segundo foi “100% Feminista”, em parceria com a cantora Karol Conka.

Ludmila

foto: divulgação

(imagem: instagram)

Cantora, compositora, multi-instrumentista, atriz e empresária, Ludmilla Oliveira da Silva (Duque de Caxias, 1995) conhecida como Ludmilla e, anteriormente, como MC Beyoncé. Começou a cantar aos oito anos de idade nos pagodes da família, e a partir daí passou a postar vídeos no YouTube, quando sua canção “Fala Mal de Mim” fez sucesso na rede social em 2012, até então adotando o nome artístico de MC Beyoncé, em uma homenagem à cantora estadunidense. No entanto, um desentendimento com seu empresário a fez parar de utilizar tal nome, adotando seu nome de registro como também artístico. A artista hoje conhecida por transitar com talento entre o pop, o funk e o samba, em 2013, assinou contrato com a gravadora Warner para lançar seu álbum de estreia, Hoje, e em 2016 ela lançou o álbum A Danada Sou Eu, lhe rendendo uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa no ano seguinte. A cantora foi indicada por quatro vezes ao MTV Europe Music Award para Melhor Artista Brasileiro, e diversas vezes ao Prêmio Multishow de Música Brasileira, saindo duplamente vitoriosa em 2019. Desde então vem emplacando outros sucessos e está entre os grandes nome da música do Brasil.

IZA

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Cantora, compositora, apresentadora, multi-instrumentista e publicitária brasileira, em 2016, foi descoberta pela Warner Music através do seu canal no YouTube e assinou contrato com a gravadora. Em novembro lançou seu primeiro trabalho como cantora, o single promocional “Quem Sabe Sou Eu”, que foi incluída na trilha sonora da novela Rock Story. Em 2019 Iza estreou como jurada no The Voice Brasil e foi anunciada como rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense. Seu primeiro álbum, Dona de Mim, foi lançado em 2018 e recebeu uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. O estilo musical de Iza é classificado majoritariamente como pop e R&B, incluindo outros gêneros específicos em algumas canções como reggae fusion e soul, além de já ter colocado elementos da cultura afro-brasileira nas suas canções, como o berimbau em “Ginga”. A artista, que fala de empoderamento da mulher, negritude, superação e fé, vem se destacando no cenário nacional com seu talento e criatividade que a cada lançamento surpreende crítica e público.

Mahmundi

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Marcela Vale, conhecida pelo nome artístico Mahmundi  cantora e compositora carioca, de um estilo próprio, que flerta com a música eletrônica, indie, lo-fi e a poesia reflexiva brasileira, além de relevar influências da música oitentista. Antes do projeto Mahmundi, Marcela foi vocalista, guitarrista e compositora na banda Velho Irlandês. Ela se separou da banda por vontade própria em outubro de 2010. Juntamente com Lucas de Paiva e Felipe Vellozo, surgiu o projeto Mahmundi, em janeiro de 2012. Nesse projeto Marcela assumiu a voz, guitarras, sintetizadores e parte da produção. Em março de 2012 lançou, de forma independente, o EP Efeito das Cores, e em junho do mesmo ano o EP foi lançado fisicamente, contendo três faixas inéditas. Em 2014, Mahmundi foi vencedora do Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria Nova Canção com o single Sentimento. Em 2019, foi indicada ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, com o álbum “Para Dias Ruins”.

 

 

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