Tripa Seca, Maria Rita Stumpf, King Gizzard, Iara Rennó e Arlo Parks entre as novidades quentes e imperdíveis

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Por Tatiana Rosa

A essência de artistas únicos, que se mostram sem filtros ou sem medo de reinventar, até mesmo com a interação com os fãs em co-criações… A música não tem limites e esse é o maior barato que você vai sentir neste guia.

 

Tripa Seca

 

O supergrupo Tripa Seca, que tem Marcelo Callado, Renato Martins, André Paixão (Nervoso) e Melvin Ribeiro – nomes conhecidos do cenário independente carioca das últimas décadas – reuniu diferentes personalidades e influências em seu homônimo disco de estreia no ano passado, passeando do rock sessentista ao indie psicodélico, e encontrando sons experimentais e de música latina no percurso. Aliás, percurso eclético que muito lembrava a proposta do Acabou La Tequila, antigo trabalho de André e Renato, e também encontrava eco em Lafayette & Os Tremendões, Caetano Veloso, Nina Becker, Nervoso e os Calmantes entre outros que fizeram parte da caminhada dos integrantes da Tripa e de sua junção, lá em 2015.

Agora, a banda começa a reunir material para o segundo disco e a apostar em lançamento mensal de singles. “Pessoas Loucas” é o primeiro: “um manifesto musical com versos e referências aos tempos nebulosos que o mundo atravessa, em que governos são escolhidos por meio de notícias falsas e manipuladoras”. E fazem um convite bem pretensioso: “Imagine-se em frente ao palco de um festival de música dos anos 1960 no Brasil, em plena ditadura militar, saltando ao som de Mano Negra, Pixies, Jorge Mautner e Ministry”. Não precisa falar mais nada. Apenas conferir o clipe e esperar as novidades desse time.

 

 

Orgânica

Onde aparecer o nome de Maria Rita Stumpf , para e presta atenção. A compositora e cantora lança primeiro no Music Non Stop (ao meio dia desta terça, 27.10)  um vídeo para a canção Aavoth, que integra o álbum Inkiri Om, lançado em 29 de maio e pode ser ouvido nas principais plataformas. O clipe, que mostra a cultura indiana, além de paisagens naturais, parques e lugares sagrados de diversas regiões da Índia, traduz em imagens a música cantada em língua semita, de raízes similares a dialetos indianos, e que mistura sítar e tabla indianos e derbak egípcio a guitarra e muita instrumentação eletrônica. É um bom recorte para compreender a afinidade entre sons orgânicos e sintetizados que caracterizam o som de Maria Rita Stumpf, considerada pioneira da fusão entre música eletrônica e orgânica no Brasil.

Ela lançou dois discos, Brasileira, em 1988, e Mapa das nuvens, em 1993. Em 2015 o seu primeiro disco foi redescoberto por DJs e colecionadores, sendo relançado e tendo ganhado a versão Brasileira remixes. Maria Rita foi incluída na coletânea Outro tempo: electronic and contemporary music from Brazil, 1978-1992, do pesquisador anglo-espanhol John Gómez, foi tema de documentário e fez diversos shows desde então.

 

DIY com KGLW

A banda King Gizzard & The Lizard Wizard já anunciou sua volta com um novo álbum, chamado K.G., que será lançado dia 20 de novembro. Entre as 10 faixas, estão as já divulgadas Straws In The Wind Honey  e  Some Of Us. A novidade neste momento é mais uma faixa do álbum, Automation, mas não só: a banda de Melbourne está dando aos fãs a chance de criar remixes e vídeos criativos dessa faixa.

Os arquivos de vídeo e áudio estão disponíveis no site da banda  e os melhores vídeos e remixes dos fãs serão postados nas redes sociais do King Gizzard. O melhor deles se tornará o vídeo oficial da música. Além disso, a banda irá lançar um álbum gravado ao vivo, no mesmo dia, 20 de novembro. Será o Live In San Francisco ’16, uma coleção de 13 faixas gravadas no show realizado no The Independent, em São Francisco, em 26 de maio de 2016.

 

Multitudo

Compositora, cantora, instrumentista, produtora musical, performer, atriz e poeta, Iara Rennó lança AfrodisíacA, um álbum que não se encerra em si. É múltiplo porque incorpora diversos elementos estéticos e artísticos dentro da poética do amor e da sexualidade.

O disco reúne gravações inéditas e, também, de diferentes épocas, com faixas-poema criadas a partir do livro de poesia erótica da própria Iara, “Língua Brasa Carne Flor” (Editora Patuá, 2015), e tem como identidade visual um ensaio realizado pela fotógrafa Caroline Bittencourt no final de 2017.

Os poemas são interpretados por artistas como Elza Soares, Negro Leo, Tulipa Ruiz, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Camila Pitanga, Fabrício Boliveira, entre outros. As criações visuais – que se iniciaram em agosto, com obras de Ava Rocha, Cecília Lucchesi, Mihay, entre outres – seguem um cronograma paralelo e os vídeos continuam a ser lançados até dezembro de 2020, sempre no canal oficial de Iara.

Aliás, neste canal também há uma série de encontros virtuais com artistas de diversas linguagens, o AfrodisíacA Sarau, com música, poesia, bate-papos, gastronomia, desenho, videoarte, receitas culinárias… Três edições já foram realizadas e mais duas estão prometidas até o final do ano. Larissa Januário, Tetê Espíndola, Deva Kiran, Negro Leo, Tulipa e Moreno Veloso são alguns dos nomes que já passaram pelo Sarau, que vai ser adaptado e virar webserie em pequenos episódios.

 

Arlo Parks

 

Simplesmente, Arlo

Incrível revelação, Arlo Parks, esta cantora, compositora, musicista e poetisa do sul de Londres ganha terreno como um ato revolucionário da cena musical. Conhecida por seus singles Cola e Black Dog, ela lança um novo single, o belo Green Eyes, junto com notícias antecipadas do seu álbum de estreia Collapsed In Sunbeams, que será lançado no dia 29 de janeiro de 2021. Green Eyes, com backing vocals e guitarra da cantora Clairo, traz a marcante voz soprosa de Arlo em melodias suaves e teclados relaxantes. “Essa é uma música sobre autodescoberta, autoaceitação e a adolescência. É para alegrar e confortar aqueles que estão passando por momentos difíceis.” O single é acompanhado por um vídeo dirigido por Louis Bhose.

 

London dancing

Das terras londrinas, a banda Hot Chip anuncia seu mais novo single, “Straight To The Morning” com participação de nada menos que Jarvis Cocker. A canção, produzida pela banda e o inglês Mark Ralph, traz o frescor despreocupado na pista de dança e a parceria com Jarvis, uma intensidade especial. “Essa foi a última sessão de gravação que eu estive envolvido antes do confinamento. Foi muito comovente cantar uma música sobre dançar a noite inteira em uma balada mesmo sabendo que isso não seria algo possível no futuro próximo. Mas nós dançamos muito pelo estúdio nesse meio tempo”, disse Jarvis. Este single do quinteto segue o lançamento recente de Late Night Tales, um mix com um cover de “Candy Says”, do The Velvet Underground, além de quatro músicas próprias.

 

Coreia-EUA

Em abril desse ano, Yaeji lançou uma elogiada mixtape chamada “What we drew”, chegando a ser citada entre os melhores álbuns de 2020. Agora, esta artista da música eletrônica coreano-americana lança oficialmente uma faixa bônus exclusiva, “When In Summer, I Forget About The Winter”, uma “página de diário em lo-fi, uma meditação sobre a mudança das estações e os altos e baixos da vida e do amor”.

 

Prodígius brasilis

Com apenas 15 anos e cheio de energia e vontade musical, o prodígio DJ Loov-U passou do pop eletrônico a um estilo diferente em seu novo single, “Saudade” que será lançado nesta quinta (29). Os arranjos têm o R&B como base e a canção gira em torno de um relacionamento amoroso. “Quis falar sobre a união de um casal, mostrando a devoção de um ao outro e um relacionamento mais apimentado e profundo, isto é, com ambos seguindo toda a sua rotina juntos”. Para ficar de olho.

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