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Thom Yorke lança remix “bem 2021” the Creep, um dos maiores sucessos de Radiohead

Por Jota Wagner

O hit lançado há quase 30 anos ganha versão ainda mais soturna e perturbadora que a original

Creep, um dos maiores sucessos da banda Radiohead, foi lançado como single em setembro 1992 e incluída no primeiro álbum da banda, Pablo Honey (1993).

O lamento, cujo refrão pra lá de soturno você certamente já cantou junto, dava o tom do astral de Thom Yorke no início daquela década:

I wish I was special
You’re so fuckin’ special
But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell am I doin’ here?
I don’t belong here
Yorke surpreendeu a todos lançando um remix de 9 minutos de Creep, com direito a videoclipe, que você assiste aqui:

A nova versão, batizada como “Very 2021 Remix” e marcada um vocal arrastado e um violão funéreo, mostra que Thom Yorke segue denso e nublado, mesmo depois de duas décadas. Pelo jeito, 2021 deixa 1992 no chinelo quando o assunto é  otimismo.
O remix foi produzido (e tocado) originialmente para o desfile do estilista japonês Jun Takahashi. O nome da coleção lançada em março no Japan Fashion Show é Very Creep.
“Eis minha versão ‘reimaginada’ de Creep para 2021, trinta anos depois” – comentou Yorke em seu Instagram – “feito para meu amigo Jun Takahashi, e para um mundo que parece estar girando de ponta cabeça”.
Curiosamente, Creep é considerado a mais odiada música do Radiohead pelos próprios fãs, o que dividiu a avalanche de comentários nas redes sociais como a parte dois de um lamento insuportável para uns, e uma redenção ao refazer a música com um arranjo diferente, para outros”.
Agradando ou nãos aso fãs – legião completamente diferente das massas que elevaram Creep a super sucesso internacional, Thom Yorke continua firme e inventivo aos 52 anos de idade. Seu último álbum foi Anima, o quinto de sua carreira solo, lançado em 2019.
Compare você mesmo qual a melhor versão de Creep.  Caso tenha pousado recentemente neste planeta, apresentamos para você a original. Divirta-se.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é editor chefe do Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.

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