Talento da nova música BR, Caio Nunez convoca equipe 100% negra em clipe

Fabiano Alcântara
Por Fabiano Alcântara

A coisa está ficando preta e esperamos que fique cada vez mais. Talento da nova música BR, o carioca Caio Nunez acaba de divulgar o single Lovesong. O clipe tem equipe 100% formada por profissionais negros.

Com produção de Pedro Guinu e composição do próprio artista, a faixa une elementos do hip hop, jazz e neo-soul, revelando um pouco do próximo álbum do cantor, previsto para o segundo semestre do ano.

Para o filme do projeto, gravado no Rio de Janeiro, o diretor João Pessanha roteirizou o dia a dia de um casal, interpretado por Caio e Jeniffer Dias. É ela a estrela que na novela Malhação faz Dandara, homônima à guerreira dos Palmares.

“Para mim, uma das maiores virtudes da concepção desse clipe foi contar com uma equipe inteira de profissionais negros. Diante da realidade do mercado audiovisual, considero esse um passo importante”. Leia nossa conversa com Caio Nunez.

Qual é o conceito dessa música? Como chegou nele?
Caio Nunez – Essa música sintetiza bem os elementos que darão unidade ao próximo disco, assim como meu último single, “Afropunk”. O r&b, funk e neosoul sempre foram influência pra mim desde a adolescência pois, além de ser apaixonado pelo som, me identificava com a estética e as questões de representatividade dentro do estilo. Meu produtor, Pedro Guinu, tem um trabalho incrível dentro desse universo e foi assim que cheguei até ele.

Consegue identificar algo nessa música que seja típico de seu local de origem?
Caio – Essa música fala de amor, cuidado, carinho. E essas são umas das principais características dentro das relações em geral do meu local de origem

O que tá rolando de mais interessante na música hoje, na sua opinião?
Caio – Tenho escutado muito Tássia Reis, Xênia França, Aminé e Masego.

Quais são suas maiores influências?
Caio – São muitas, mas posso destacar Letieres Leite, Gilberto Gil, Leci Brandão e Elza.

Quais são seus valores essenciais?
Caio – Ser sempre honesto e justo no meu discurso e fazer da minha vida e do meu trabalho uma intersecção de aprendizado e de coragem também.

Comente esse lance de equipe 100% negra?
Caio – Quando eu e o João (diretor do clipe) conversamos a primeira vez sobre o projeto, vimos uma necessidade de fortalecimento dessa abordagem dentro do mercado. Apenas 2 % das obras audiovisuais mais vistas do país foram produzidas por profissionais negros e acreditamos que essa decisão contribui para colocar essa narrativa em movimento.

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