Silva aposta em versões da axé music: ‘Contribuo para que algumas coisas não sejam esquecidas’

Por Itaici Brunetti

(Colaboração: Baárbara Martinez)

Após colher os frutos do álbum Brasileiro, de 2018, Silva aposta em reviver os grandes hits da época de ouro da axé music em seu novo trabalho. Deixando de lado a teoria dos Los Hermanos que diz que “Todo Carnaval tem seu fim”, o capixaba lançou recentemente o Bloco do Silva, disco ao vivo onde suas músicas autorais ficam um pouquinho de lado e releituras de hinos da festa mais popular do país aquecem o coração do público.

Ao Music Non Stop, o artista conta mais sobre o projeto: “O Bloco é basicamente um show de sucessos. Todas as músicas que escolhi marcaram romances, festas e a vida de muita gente. O show tem essa mistura de alegria com um pouco nostalgia, sem largar mão da esperança de um futuro melhor que esse presente esquisito. Digo isso pelas mensagens e relatos que tenho recebido das pessoas”. 

Além de seus sucessos como A Cor é Rosa e Fica Tudo Bem, em parceria com Anitta, o álbum conta com versões animadas das canções Alô Paixão, Me Abraça, Toda Menina Baiana e Nobre Vagabundo, onde Daniela Mercury faz uma participação pra lá de especial. “Foi uma honra pra mim esse feat com a Daniela. Como Caetano diz, ela é mesmo a Rainha do Axé e fico impressionado com o conhecimento musical dela. Uma artista completa que foi muito carinhosa e generosa comigo”, revela.

 

 

Cultuando músicas do passado, Silva afirma que cada um escolhe o que quer ouvir, mas que no momento deseja cantar esse repertório para que algumas coisas não sejam esquecidas. “Não acho que ninguém tem a obrigação de saber nada, mas admiro os artistas brasileiros que se esforçam para valorizar a nossa cultura poderosa. O passado pode sempre ser visto com novos olhos e não precisa ficar preso apenas ao ambiente acadêmico. E olha que no caso do Bloco eu falo de um passado super recente”.

Realizado com o Bloco, o músico, que também ficou conhecido por dar novas versões às músicas de Marisa Monte, afirma que não tem receio de ficar mais conhecido por seus covers do que por suas canções próprias. “É com uma frequência muito grande que as pessoas me dizem que dou um toque meu para tudo que canto. Não ligaria se eu ficasse conhecido por minhas versões, já que tem sempre muito de mim ali. Quando entendi que eu também poderia ser intérprete, qualquer medo nesse sentido foi embora”, explica.

 

(Foto: Breno Galtier)

 

Do repertório repleto de hits, o cantor escolhe Mal Acostumada, do Ara Ketu, como a sua preferida. “Lembro de ser muito novo e ouvi-la na beira da praia em Jacaraípe, no Espírito Santo. A gente vê que a música é tão forte que até hoje fico emocionado quando canto”, conta.

Com o pensamento em 2020, Silva já tem datas para colocar seu Bloco na rua. Em janeiro se apresentará dia 18 no Memorial da América Latina, em São Paulo. Dia 25 será no Trapiche Barnabé, em Salvador, 7 de fevereiro no Ilha Shows, em Vitória (com participação especial de Elba Ramalho) e dias 8 e 22 no Hub e Sociedade Hípica Brasileira, respectivamente, no Rio de Janeiro.

Para maiores informações e compra de ingressos, acesse: blocodosilva.com

 

 

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