DJ TrepanadoSelvagem faz festa de 10 horas em São Paulo com ingresso a R$ 30 e 3 mil cortesias. Entenda.
Numa cidade que cobra cada vez mais caro pra sair de casa, a Selvagem resolveu fazer as contas ao contrário: no sábado, dia 26 de setembro, a festa organiza uma edição de 10 horas em São Paulo com 3.000 ingressos gratuitos distribuídos ao público (já esgotados) e entrada paga fixada em R$ 30, valor abaixo tanto de edições anteriores da própria Selvagem quanto da média cobrada pelas festas concorrentes na cidade. O preço, garante a produção, está travado até o dia do evento.
“Estamos buscando olhar para a realidade da cidade de São Paulo e propor eventos com valores mais democráticos”, diz Daniel Ramos, diretor criativo da Selvagem. “Para esse evento distribuímos 3.000 ingressos gratuitos para o público e tomamos a decisão de colocar o ingresso pago a um valor simbólico de R$ 30. A lógica é diversificar e democratizar o público”, explica Ramos.
Playlist criada pela Selvagem especialmente para o Music Non Stop
A conta da democratização não para no preço da entrada: ela também mexeu no relógio. A festa acontece das 16h às 2h, ainda com sol garantido pela previsão do tempo de sábado, o que baixa o custo real de ir: mais transporte público disponível, menos madrugada, mais gente conseguindo chegar (e, principalmente, voltar) sem gastar uma fortuna com aplicativo.
O line-up reúne Augusto Olivani, o DJ Trepanado, cofundador da Selvagem e dono do selo Selva Discos, além de Anhanguera, Marilin, Superdance e os DJs do Paraíso Perdido, Orun e Tiago Costa.

A Selvagem foi forjada no Paribar, de maneira que depois de um tempo as duas histórias se confundiam. Começamos de onda em 2011/2012, fazendo as festas pra se divertir entre amigos, mas com o passar do tempo a festa foi virando ponto de encontro pra diferentes rolês, uma zona de brodagem geral e irrestrita que combinava com nosso estilo livre de tocar música pra dançar. Lá tivemos algumas festas mais que memoráveis – a do aniversário de São Paulo em 2015 é uma que sempre vem à cabeça, talvez porque tenha sido gravada, ou a de junho de 2012 que reuniu Optimo e toda a galera do Franz Ferdinand -, mas todas têm um lugar especial no coração por sempre nos fazer sentir em casa.
A data também tem peso simbólico: é uma das últimas oportunidades de dançar no Barra/CO, na Barra Funda, endereço que fecha as atividades até o fim de 2026 para dar lugar a um prédio — mais um capítulo do apagamento de espaços culturais que a noite paulistana vem sofrendo. A passagem é marcada pela estreia do primeiro documentário produzido pela Selvagem, dedicado à história da casa.
“Nós também estamos olhando para 2027 em busca de novas formas de ocupar a cidade e propor uma nova forma de festejar”, adianta Ramos. Em atividade há 14 anos, a Selvagem é uma das plataformas que ajudaram a moldar a cultura de dança brasileira contemporânea, misturando curadoria musical, revelação de artistas e uma leitura própria da tradição da música brasileira dentro da pista.
Serviço
Selvagem no Barra/CO
Data: sábado, 26 de setembro de 2026
Horário: das 16h às 2h
Local: Barra/CO — Rua Achilles Orlando Curtolo, 649, Barra Funda, São Paulo (@barraco_sp)
Line-up: Anhanguera, Marilin, Superdance, Paraíso Perdido DJs (Orun e Tiago Costa) e Trepanado
Ingressos: R$ 30 (cortesias esgotadas)
Vendas: ingresse.com/selvagem-no-barra-co-sp
Capacidade: 2.000 pessoas
Classificação: 18 anos



