Benson Boone Foto: Divulgação

Entre beats, rimas e baladas pop: como foi o 2º dia de Lollapalooza Brasil 2025

Vitória Zane
Por Vitória Zane

Rap, rock e música eletrônica ganharam os primeiros horários, com o pop chegando ao anoitecer

Com a colaboração de Maravilha

Sem chuva, o sábado, 29, no Lollapalooza Brasil foi dividido em várias sonoridades. Rap, rock e música eletrônica ganharam os primeiros horários, com o pop chegando com o anoitecer.

Fatsync, ETTA, Samhara, Barja, Bruno Martini e Zerb foram os representantes brasileiros do Palco Perry’s by Fiat, que em seguida abriu espaço para os gringos. Kasablanca apresentou um live set cheio de sintetizadores e vocais manipulados ao vivo. Já Zedd entregou um show com fogos de artifício e seus maiores hits, puxando o público para a EDM. Coube a San Holo a difícil missão de encerrar o palco de música eletrônica concorrendo com dois gigantes atuais da indústria: Shawn Mendes no Palco Budweiser e Teddy Swims no Mike’s Ice.

Mesmo reunindo um público pequeno, a atmosfera da apresentação do DJ foi de felicidade extrema: havia um fã clube no front que não parava de balançar a cabeça com cada batida. A performance dos fãs contagiou até o artista, que desceu a eles e pegou uma bandeira para levar ao palco. Ele continuou conduzindo o público com seus sucessos e também tocando guitarra.

O pop teve Benson Boone como representante no Palco Samsung Galaxy, num show que lotou o espaço e mostrou seu poder nos festivais, muito acima da sua potência em plataformas como TikTok. Um dos destaques do dia, sem dúvidas, o estadunidense fez suas clássicas piruetas, mas surpreendeu ao se conectar genuinamente com o público e arrancar um coro da plateia como backing vocal.

Tate McRae, outra potência do TikTok, por sua vez, entregou um show bonito, mas morno. Voz perfeita, coreografia também… Mas faltou aquele algo a mais. Entretanto, ela conquistou a galera quando disse que finalmente estava realizando o sonho dela de tocar no Brasil.

Shawn Mendes, inegável ídolo pop, seguiu na mesma linha. Repertório, voz e banda estavam presentes, e até chegou a cantar Mas Que Nada, de Sérgio Mendes, mas não foi um show surpreendente. Mesmo entregando somente o esperado, o público lotou o espaço e cantou até o final.

O rap brasileiro brilhou com apresentações marcantes de Zudizilla, Kamau, Drik Barbosa, Karol Conká, Stephanie e Budah. No Palco Budweiser, Zudizilla abriu os trabalhos com um show autêntico que mesclou jazz e rap, contando com a participação da banda Tuyo. Enquanto isso, Kamau levou ao Palco Samsung um show que celebrou sua trajetória no hip-hop nacional, trazendo hits como A quem possa interessar e colaborações com Zudizilla e Parteum, mostrando a força do hip-hop na renovação da cena musical brasileira.

Drik Barbosa também foi destaque no palco Budweiser com seu novo show Aprendi a me amar, dirigido por Daniel Ganjaman. A apresentação começou com uma homenagem a Elza Soares e seguiu com uma fusão de rap, R&B e pop, incluindo participações especiais de Stephanie, Karol Conká e Budah. O público, que inicialmente estava tímido, cresceu ao longo do show e se empolgou com músicas como Liberdade e Quem tem joga, encerrando a tarde com muita energia e demonstrando a força e união das mulheres no rap nacional

Vitória Zane

Jornalista curiosa que ama escrever, conhecer histórias, descobrir festivais e ouvir música.