Radar: com ou sem carnaval, bons lançamentos não param. Tem novidades de Laura Petit, Bruna Luchesi, Steven Wilson e muito mais

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Terça feira de um carnaval que ninguém saber responder ainda se está rolando ou não. Mas o que importa é que os bons lançamentos continuam à toda. Discos, singles e videoclipes trazendo arte e reflexão para nossa vida.  Confira os lançamentos selecionados desta semana n Radar de Jota Wagner para o Music Non Stop

Afrozoid – Maze Streets

Mais um lançamento da Massa Records na Rada

Radar

Capa Maze Streets

A Massa Records, gravadora de música eletrônica capitaneada por Fernando Moreno (Smartbiz) e Renato Cohen, um dos mais respeitados produtores brasileiros no mundo, lançou na última sexta mais um EP. Desta vez o artista convidado é Afrozoid. Techno mirado pra cima, para tocar na hora boa.  O EP ainda conta um remix de alto nível do chefe, Renato Cohen.

Steven Wilson – The Future Bites

Novo disco do fundador do Porcupine Tree

O novo disco de Steven Wilson, The Future Bites, saiu esta semana e está sendo bastante elogiado mundialmente. O clipe de Self, que você assiste aqui, traz uma de como usar a eletrônica para embalar uma bela canção,  dançante e provocativa passando longe dos padrões pop vigentes. Tá no radar.

Rafeau – Muito Amor Muito Sangue

EP de estreia une experimentalismo, música progressiva e R&B

O carioca Rafeau mistura rock progressivo e experimentalismo à cena R&B nacional. As improváveis misturas ainda são apimentadas por referências cinematográficos de nomes como Lars Von Trier e Bergman.  “O fato da música se tratar sobre amor próprio e amadurecimento casou com o ano de 2020, de certa forma, e com a introspecção de ambos os filmes. Um dos motivos que me encorajou ainda mais a ter Persona como referência para o vídeo, foi por conta do próprio Bergman se projetar nas duas personagens Vloger e Alma (Liv Ullmann e Bibi Andersson, respectivamente) pra questionar a busca por uma imagem de si mais palpável, quando todos nós nos tornamos multifacetados durante a vida, consequência do tempo e amadurecimento”, nos conta Rafeau.

Godofredo – Dopamina

Videoclipe novinha para música do último álbum, Arquivo Vol 3.

Os mineiros da banda Godofredo abusam do lo-fi no videoclipe recém lançado para a música Dopamina, que integra seu mais recente álbum. Mas a canção compensa: indie rock viajante e doce, com aquele vocal que nos derrete. No radar.

Dani Vieira – Vendaval

Artista lança videoclipe adaptado às novas linguagens

Dani Vieira mandou bem nos beats,  um groove saboroso e praieiro, na produção de Vendaval. Som com cheiro de brisa baiana.

 

Bruna Luchesi – Guria / Cuerpo Vivo

Baixa faixa embalado por uma performance de dance espetacular

O ponto alto deste registro visual é a espetacular performance de dança criada por Becky Hill e Amber Daniels da The School of Theatre, Dance and Performance Studies University of Maryland College Park.  Inquieta, provocante, onírica.  Mas não é o único ponto positivo.  A música Guria / Cuerpo Vivo, que Bruna compos em parceira com Gio Soifer, é um diamante.

Kamau – Nada… de novo

Single é homenagem ao amigo Nego Vila

Nego Vila Madalena, considerado um importante agente cultural do bairro que levou em seu nome, foi morto por um policial militar de folga enquanto tentava apartar uma briga em novembro de 2020.  Neste novo videoclipe, o rapper Kamau faz um homenagem ao amigo com rimas que trazem indignação e denuncia.

Luiza Breves – Você Não Sabe

Cantora revisite o xote em sua nova canção

Você não Sabe, xote de Luiza Breves, é inspirado nos “passeios idílicos e bailes em noites quentes no interior”. Ouvi-la ou assistir a este videoclipe é realmente uma fuga da cidade e a canção agradará em cheio os chegados das incursões pelos rincões brasileiros.

Laura Petit – Sol na Virilha

Sensualidade em uma excelente mistura de MPB, eletrônica e baião

Laura Petit sabe misturar. Seu som traz a sofisticação da MPB em misturas muito bem dosadas com os ritmos que estão fervendo nos bailes. A letra é excelente. “‘Sol na Virilha’ é uma música densa, intensa e ainda assim leve. Acho que na estética e na produção, essa nova faixa se aproxima mais do ‘Pelada’. Mas a poesia e a temática mais doída tem um quê do ‘Monstera’. Pensando agora talvez seja um híbrido entre os dois discos. Foi uma faixa difícil e gostosa de escrever e produzir. Serviu pra sublimar dores profundas e íntimas do jeito mais leve que eu pude. Pra eu me apropriar das minhas dores, do meu corpo e das minhas escolhas. Sol na Virilha é dançante, sensual e intensa”, resume Laura Petit.

 

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