Kings of Leon

Kings of Leon mergulha em camadas sonoras e introspectivas no novo álbum, When Your See Yourself

Letty
Por Letty

Lançado nesta sexta, 5 de março, When You See Yourself inaugura uma fase mais introspectiva da banda de Nashville.

Capa de When You See Yourself / Foto: Divulgação

 

Kings of Leon / Foto: Divulgação

Cinco anos após o lançamento de seu último álbum, WALLS, Kings of Leon está de volta. Quem conhece a banda por canções como Use Somebody e Sex on Fire (que já são um clássico!) se deparou com uma grata surpresa ao ouvir When You See Yourself: um álbum introspectivo, caprichado nas dinâmicas, cheio de detalhes sonoros experimentais que provavelmente passam despercebidos à primeira ouvida. E que, com certeza, valem um segundo e terceiro replays.

As 11 canções do oitavo disco de estúdio do quarteto formado por Caleb, Jared, Matthew e Nathan incorporam elementos do synthpop ao rock alternativo de maneira aconchegante. Vale um destaque para as linhas de baixo; enquanto as guitarras se unem aos sintetizadores para ambientar camadas sonoras mais experimentais, os graves entram em cena como condutores de riffs e melodias bem desenhadas. O melhor exemplo disso é a canção Stormy Weather, cujo clipe — com pegada analógica, para o qual o universo musical tem voltado os olhares — foi lançado junto com o disco.

Apesar das experimentações, canções como The Bandit, Time in Disguise e Golden Restless Age estão ali para lembrar o Kings of Leon tal qual o conhecemos, mas repaginado e com os dois pés no experimental. Esse processo é contado no vídeo que o grupo lançou no dia 3:

Por falar em experimentações, When You See Yourself é o primeiro álbum da história a ser registrado em blockchain através da plataforma YellowHeart. Ela preparou 18 bilhetes dourados (e exclusivos) a serem lançados em NFT, além de tokens que permitirão o acesso a shows exclusivo e outras recompensas com valores a partir de US$95.

When You See Yourself, produzido por Markus Dravs (que já trabalhou com Florence, Coldplay e Brian Eno), é um ambiente sonoro onírico, leve, reconfortante; minuciosamente construído para que a gente apenas se deixe levar. Uma viagem sinestésica deliciosa para uma sexta-feira chuvosa como essa.

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