The Rolling Stones Foto: Divulgação

Keith Richards indica que Rolling Stones não devem mais fazer grandes turnês

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Edição: Flávio Lerner


Revelação foi feita à revista Uncut, ao lado de Mick Jagger e Ron Wood

Nas duas últimas décadas, as duas primeiras coisas que vinham à nossa mente quando falávamos dos Rolling Stones eram: suas gigantescas e lotadas turnês mundiais em arenas e sua imortalidade. Com a maioria dos integrantes já na casa dos 80 anos, o grupo levou quase um milhão de pessoas aos estádios em 2024 do hemisfério norte com sua Hackney Diamonds Tour. Dois anos antes, a Sixty Tour (celebrando 60 anos) vendeu mais de 700 mil ingressos em 14 shows, logo após uma megaturnê de cinco anos, a No Filter, com 58 datas e quase três milhões de fãs. Uma loucura.

Surpreendentemente, entraram em 2026 anunciando um novo disco de inéditas, o 25º de sua carreira. Foreign Tongues sai no mês que vem, dia 10 de julho. Porém, algo parece estar (finalmente) mudando. Em entrevista à revista Uncut, ao lado de Mick Jagger e Ron Wood, Keith Richards declarou que não dá mais para ficar rodando o mundo em gigantescas turnês mundiais:

“Eu não sei se turnês são possíveis mais. São as viagens que consomem toda a sua energia. Mas vejo a possibilidade de fazer residência, seja em Londres, Nova Iorque, Paris ou outro lugar. Adoraria tocar em Roma!”.

Richards ainda completou dizendo que shows dos Rolling Stones ainda são viáveis, mas em um “novo formato”. O grupo não tem nenhum marcado até dezembro de 2026, e já avisou que uma eventual subida ao palco, só no ano que vem.

Deu a entender que a decisão é nova e um consenso entre a banda, já que estava ao lado do parceiro fundador Mick Jagger. O vocalista, semanas antes, havia dito à BBC que não via a hora de “botar o pé na estrada”. Curiosamente, veio justamente do highlander Keith Richards a bola preta em uma entrevista pública.

Mesmo com aviões fretados, cozinheiros particulares e hotéis seis estrelas, pipocar de um lado para outro do planeta é uma tarefa extremamente cansativa, principalmente para um senhor que já tem sete netos e um bisneto.

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Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.