Google reúne 250 espaços no mundo para mega exposição virtual de música eletrônica

Por Jota Wagner

Music, Makers and Machines promove a interatividade através da realidade virtual para contar a história da música eletrônica.  Conheça sintetizadores, heróis da música e lugares seminais deste movimento

A exposição Music, Makers and Machines promovida pelo Google Arts & Culture em conjunto com o Youtube, apresenta a história da música eletrônica com uma riqueza de detalhes e interatividade nunca antes vistas em um evento virtual. Para montar o acervo, a Google se uniu a 50 arquivos, museus, coleções, gravadoras e profissionais de 15 países.

O acesso a este universo virtual esta disponível a partir do dia 10 de março, gratuitamente e disponível no idioma inglês, com a opção de tradução online.

Ao acessar a plataforma, o usuário tem acesso a um enorme conteúdo sobre a história dos gêneros da música eletrônica, suas principais personagens, os equipamentos que moldaram o som e lugares chave no desenvolvimento desta identidade cultural, como por exemplo os clubes Factory, na Inglaterra e o Tresor, da Alemanha, cuja porta foi recriada em 3D.

Exposição

Interior do clube Tresor – foto: reprodução Youtube

A Music, Makers and Machines conta com mais de 250 exposições on-line, um estúdio virtual onde o visitante poderá escolher entre até 5 sintetizadores clássicos e se aventurar na composição e mixagem, e passeios em três dimensões.

Os temas vão desde timelines completas da história da música eletrônica, até campos específicos como os mais importantes gêneros musicais (house, techno, grimme, etc) ou com foco sociológico, caso das exposições 25 Mulheres que Definiram a Cultura Jovem no Reino Unido, ou Queer Pioneers, para citar apenas alguns exemplos. Cards dos mais importantes DJs e produtores também estão disponíveis, além de histórias sobre momentos chave da cultura dance desde seu início.

Electric Love Blueprint

O desenho da plataforma privilegia experiências sensoriais e nostálgicas. O Music Non Stop teve acesso à prévia da plataforma principal da exposição e a navegabilidade é de fazer cair o queixo. A sessão Where The Magic Happens, por exemplo, apresenta na capa três tours virtuais sobre o Amsterdan Dance Event, a extinta Factory, o Berghain e o Salon des Amateurs. A seleção é um verdadeiro tributo aos guerreiros da cultura dance e é louvável que ela englobe não só os artistas, mas os empreendedores desta cena e também os engenheiros.

As “salas” que tratam dos gêneros musicais também é surpreendente e não se prendem somente ao que aconteceu após a explosão da house music.  A história do Krautrock, do R&B, do Synthpop, dos Rude Boys e de tudo o que convergiu ou foi absorvido pelos produtores de música eletrônica.

A turma do cálculo e do ferro de solda tem sua área própria: Inventors, Developers e Innovators conta a história de visionários como Daphne Oran, a desenvolvedora do sistema Oramics, e Raymond Scott, maestro e inventor de instrumentos do começo do século 20. Os mais importantes estúdios, bem como selos seminais para a história da música eletrônica também tem suas histórias celebradas, com uma atenção especial ao “estúdio dos estúdios”, o alemão WDR.

música eletrônica

Bob Moog – foto: divulgação

E para não deixar nenhuma ponta sem nó, a exposição também dedica uma área especial à história dos flyers, as filipetas de divulgação de festas e clubes, principal meio de divulgação dos eventos na antes da era da internet.

Reserve tempo, atenção e energia para desbravar a Music, Makers and Machines, a mega exposição virtual que tem a pretensão de se tornar a fonte definitiva de informação online sobre a cultura dance e da música eletrônica no mundo. Pelo que tivemos acesso, as chances de cumprirem a missão é bem grande.

Para acessar a exposição, basta clicar no link abaixo a partir do dia 10 de março:

http://g.co/musicmakersmachines

 

 

 

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é editor chefe do Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.

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