Faxina 15: “Eu pensei em uma seleção que tivesse humor, músicas conhecidas para cantar junto se quiser e que fosse leve e astral pra cima”, comenta Renato Lopes, o convidado da vez

Tawannee Villarim
Por Tawannee Villarim

Para você que está chegando, nesta coluna você descobrirá um pouco do artista, sua trajetória, e, de quebra, poderá escutar seleções exclusivas, sempre diferenciadas, isso a gente garante!

E, o da vez é a lenda Renato Lopes que apesar de não residir mais no Brasil, ganhou destaque quando idealizou a agência SmartBiz, sendo fundamental e com participação ativa na transformação da cena underground nacional.

Quando se fala sobre alguns artistas é comum lermos ou escutarmos que ele foi pioneiro em algum estilo ou precursor de um projeto, não é mesmo? Pois é, o Renato foi os dois. Participante de diversos atos da vanguarda no Brasil, o DJ que atualmente reside na cidade de Copenhague (Dinamarca) foi responsável pela propagação da house music no Brasil e é visto como peça chave na exportação do estilo para outros países na época. 

O DJ começou a ferver a galera tocando de brincadeira em clubs gays da Marquês S. Vicente. Ele aparecia no rolê com promos que ele ganhava da Rádio Eldorado, onde trabalhou nos anos 80, quando decidiu investir na carreira de música, após largar o trabalho no banco. Mas foi em 1986 que Renato se firma como DJ no lendário club paulista Madame Satã, como residente. 

 

Durante a década de 90 Renato viu-se convidado a ser residente em todos os novos clubes emergentes em São Paulo, incluindo o underground lendário e histórico club Sra. Krawitz, e por mais de uma década foi residente no mundialmente conhecido clube D Edge em São Paulo. 

Na virada da década de 90 surge a SmartBiz, marca que fez muito pela cena underground e ajudou a atrair os holofotes para um estilo que pouco a pouco se tornava conhecido. O objetivo veio por querer seguir por outro caminho, na tentativa de fortalecer e ocupar um espaço na cena paulista, mantendo um formato menor, com um time de DJs coeso e com a mesma identidade musical, movimentando cenas e clubs diferentes. 

Em tempos onde parte da comunicação ainda era feita via fax, trouxeram a dupla alemã de techno Vanguard, do selo Frisbee, para uma apresentação na festa de encerramento da Semana de Moda de São Paulo. “Era um projeto que o Renato especialmente curtia e tocava, a gente apostava muito no nosso gosto pessoal”, conta Fernando Moreno, convidado por Renato a entrar nesse projeto, onde ficou responsável pela parte comercial e administrativa.

foto: Marianne Osbøl

Após um tempo e há procura de novos horizontes, Renato decide ir para Copenhague e nessa viagem, ele leva junto o nome do brasil e toda sua experiência, onde vira residente da Lights Down Festa Low ao lado do DJ e jornalista Fergus Murphy no Bar Jolene e também no Bar Joy.

Considerado lenda da música no Brasil, o artista já levou seu estilo próprio de música para a França (Techno Parade em Paris), Alemanha (Club Tresor em Berlim), Inglaterra, Espanha, Israel, EUA, Argentina, entre outros países. 

E para finalizar o DJ manda um set coerente com o momento que estamos vivendo, passando muita esperança e alegria. E para melhorar, contém seleções diversas para todo tipo de público, sendo perfeito para escutar com a família em um final de semana, sabe? Se entrega que vale a pena! 

“Eu pensei em uma seleção que tivesse humor, músicas conhecidas para cantar junto se quiser e que fosse leve e astral pra cima. Também quis apresentar algumas músicas em remixes e versões diferentes, como um elemento-surpresa. É uma seleção que eu acho que faria num domingo à tarde em algum lugar aberto, onde tivesse um público bem diverso de segmento e idade. Poderia também ser uma festa em casa com amigos.”

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