Erykah Badu Foto: Rafael Strabelli/Divulgação

“Artista de palco”, Erykah Badu lançará 1º álbum em 15 anos

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Diva da neo-soul confirmou estar preparando sétimo disco de estúdio ao lado de The Alchemist

A diva da neo-soul Erykah Badu esteve em São Paulo no final do ano passado encantando os fãs em show no Espaço das Américas, mas não contou para ninguém uma baita novidade: um novo álbum, o primeiro em 15 anos, com novas canções. Embora ainda não tenha nome ou data de lançamento, o fato foi confirmado pela própria cantora em entrevista à revista Billboard. Justificando o longo hiato desde seu último LP, ela mandou: “sou uma artista de palco, não de estúdio”.

O novo filhote será seu sexto álbum em mais de 30 anos de carreira, número que confirma que Badu não é muito chegada a passar meses dentro de um estúdio. A artista ganhou o mundo já no seu álbum de estreia, Baduizm, ajudando a modernizar a soul e o R&B, com uma roupagem urbana que beliscava a cultura hip-hop e o acid jazz. Transitou desde então na esfera cool que envolvia a cena noturna de cidades como Nova Iorque, incluindo seus clubes. Para deixar claro que segue fiel às suas raízes, convidou The Alchemist, alcunha de Alan Daniel Maman, um dos principais produtores de hip-hop dos Estados Unidos e seu contemporâneo.

A garota do Texas começou a pulular pelo mundo da música já aos 14 anos de idade, em aventuras de freestyle em rádios locais. Tentou cursar artes visuais, mas saiu no meio para se dedicar à música, que mantinha em conjunto a empregos de meio período. Vida dura que melhorou quando foi convidada para abrir um show de D’Angelo, em 1994. Mal desceu do palco e o pessoal da gravadora Kedar já colou em sua bota, oferecendo um contrato para gerenciar sua carreira e lançar, três anos depois, o aclamado debut.

A partir dali, Erykah Badu virou alvo de disputa entre artistas que queriam dar um tom único a suas músicas. E mesmo quando não participava da gravação, ainda conseguia produzir hits. Ms. Jackson, faixa que rendeu o Grammy ao Outkast, foi escrita por André 3000, com letra inspirada na relação entre Badu e sua mãe. Após 15 anos longe das plataformas, o que será que a mulher que “não é muito de estúdio” e The Alchemist estão preparando?

Fiquemos atentos às cenas dos próximos capítulos.

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.