Encontro gaúcho de música e economia criativa chega a SP, conheça o MATE

Claudia Assef
Por Claudia Assef

Além de ser uma das regiões que mais consomem música eletrônica no país, o Rio Grande do Sul tem uma fama crescente de ser um dos lugares onde a economia criativa deu certo no Brasil. Não é à toa que por lá música é algo levado quase tão sério quanto churrasco e chimarrão.

Nesta quarta (22), São Paulo vai ter um apertivo do que rola no MATE, encontro sobre música e economia criativa nascido e criado na capital do Rio Grande do Sul há três anos. O showcase paulistano da conferência será na Matilha Cultural (Rua Rego Freitas, 542, Centro), com uma programação voltada, claro, ao universo da música e da economia criativa. Além de shows com as bandas Marmota, que traz convidados como o rapper Zudizilla e o duo de DJs Grave & Groove, vai rolar um talk com a Community Manager do Fab Lab Livre SP, Kamila Camilo.

Eron Quintiliano, à direita, idealizador do MATE quer provocar troca de informações e gerar negócios na música

Somando-se a outras feiras de música pelo Brasil, a ideia por trás do MATE é inspirar, provocar, transformar e proporcionar trocas de informações e oportunidades para novos negócios e integrações, por meio da transformação social e o respeito às diferenças e às diversidades. “Para este ano, apresentaremos novas ações que impulsionam soluções para potencializar ainda mais o pensar criativo e colaborativo. Também teremos maior aproximação da tecnologia com a cultura, para intensificar o empoderamento e a diversidade”, diz Eron Quintiliano, idealizador do MATE. As novidades sobre a edição de 2018 serão reveladas durante o evento na Matilha Cultural.

As Aventuras, banda de surf music só de mulheres, uma das mais legais que vi no MATE 2017

Em 2017, o MATE gerou uma movimentação financeira na casa dos R$ 5 milhões, em nível local e nacional com, aproximadamente, 770 rodadas de negócios realizadas durante o evento. Durante três dias, foram apresentados painéis, exposições, apresentações de pitching e de showcases com artistas.

Como participante do MATE em 2017 integrei dois painéis superinteressantes, um deles sobre música eletrônica e outro sobre a participação da mulher na indústria da música. Além das rodadas de negócio e dos shows que vi ao longo dos quatro dias do evento, também fiz uma festão de lançamento do meu livro, Todo DJ Já Sambou no bar Groova, um dos mais legais de Porto Alegre. Então fica a dica para quem trabalha com música: o MATE acontece em dezembro, com cinco dias de programação. Mais detalhes só indo ao evento na Matilha Cultural.

Participantes contam o que acham do MATE

 

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