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DJ Paula Chalup comemora 20 anos de carreira com novo live, projetos com Mau Mau e Dudu Marote e vendo seu amado techno em alta

Ela estava lá quando o Hell’s estava bombando. Ela era a titular do sabadão quando o Lov.e fervia. Ela mantém projetos com dois monstros da música eletrônica, Mau Mau e Dudu Marote. A paulistana Paula Chalup é daqueles seres onipresentes na cena nacional, hoje dividindo seu tempo entre cabines de festas, clubes e festivais internacionais e “studio time” com seu parça Mau Mau ou sozinha mesmo.

Titular dos sábados do Lov.e e ex-residente do Hell’s, Paula está com tudo na produção. crédito: Felipe Raizer

Lá se vão 20 anos de carreira e Paula anda mais atuante do que nunca. Como produtora, tem se enfiada cada vez mais em trabalhos autorais, em breve irá estrear um live PA com músicas suas, além dos projetos VCO Rox (com Dudu, projeto que está em pausa por enquanto) e 2Attack (com Mau Mau).

VCO Rox@ Boiler Room Brazil

A gente aproveitou as novidades pra bater um papo com ela e, claro, também pedimos um set exclusivo, este você escuta clicando aí embaixo no botão do Soundcloud. Dá o play e vá direto pra entrevista logo abaixo.

Music Non Stop – Você se espelhava em quem no começo da carreira?

Paula Chalup – Meu primeiro contato com música eletrônica foi ouvindo o DJ Mau Mau num clube TRETA em Santa Cecília, se chamava Sra. Kravitz. Foi ali mesmo que ficamos amigos, ele sempre foi e continua sendo meu espelho.

Music Non Stop – Você fez curso de DJ? Como foi o seu aprendizado?

Paula Chalup – Não fiz curso, mas tive o melhor professor particular, o Mau Mau. Não foram muitas aulas, mas as mais importantes, sempre ía ouvir os sets do Mau e acho que observando suas apresentações foi quando mais aprendi. Não demorou muito comprei meu primeiro equipamento para aprender a mixar e aí foi muito treino diário e pesquisa.

Ao mestre com carinho: Mau foi professor e agora é parceiro de Paula no 2Attack

Music Non Stop – O que você se recorda como lembrança mais forte da época do Hell’s?

Paula Chalup – A conexão do DJ com a pista. Ainda existe isso, mas não como como era lá. Difícil explicar, mas ali a música realmente era a coisa mais importante, ela fazia com que as pessoas que frequentavam se sentissem em casa, era uma grande família mesmo. As pessoas só estavam a fim de dançar e PONTO.

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Music Non Stop – Ao longo de tantos anos trabalhando no Lov.e aos sábado, qual é o maior legado que você traz dessa experiência?

A saudosa pista do Lov.e, onde Paula tocava aos sábados

Paula Chalup – Sempre faço questão em todas a minhas entrevistas de agradecer ao Angelo Leuzzi e a Flavia Ceccato pela confiança e oportunidade de ali sim eu poder desenvolver minha carreira como DJ. Era residente do clube, uma responsa, e acho que fiz bonito…rs Toquei no Lov.e do começo ao fim do clube.

Music Non Stop – Vamos encarar o fato de que o Brasil é um país machista. Você já foi colocada à prova profissionalmente por ser mulher?

Paula Chalup – Sim! muitas vezes! Mas quando me sentia pressionada ou insegura, acabava rolando um efeito contrário, aí sim eu tocava melhor ainda. À minha volta sempre a maioria foram “machos”, mas disso eu não posso falar nada porque sempre fui muito bem recebida por todos os meus amigos DJs, que desde o começo da minha carreira fizeram questão de ajudar.

Paula e Dudu Marote são parceiros no projeto VCO Rox: muito improviso e diversão

Music Non Stop – Como tem sido sua experiência com dois monstrinhos da música, Mau Mau e Dudu?

Paula Chalup – Nossa!!!! Presente da vida isso, aprendo muito com os dois, muito! O Dudu é um monstro como produtor e um exemplo como pessoa, o Mau é meu melhor amigo, como você sabe, ele é o melhor em todos os sentidos. Desde que conheci o Mau, a minha vida nunca mais foi a mesma. Aprendi a ouvir música de outra maneira e viver trabalhando só com ela. E mais dedicação, sempre aprendo isso com ele, diariamente.

Music Non Stop – Você tem tocado em festivais internacionais tipo Rock in Rio e outros. Conte um pouco da sua experiência na gringa, como tem rolado?

Paula Chalup – Acabei de tocar no Rock in Rio de Lisboa, foi demais! Toquei no festival e no after da pista eletrônica no clube. Na verdade, tenho tocado no Rock In Rio há quatro anos seguidos. Adoro o Miguel Marangas, o produtor da pista eletrônica, e fui convidada por ele a fazer parte do casting de sua agência, a Mellow, que está baseada em Lisboa, sua terra natal.

Toco muito em Londres também. No ano passado toquei no templo, Fabric, e neste ano fui pra lá tocar no EGG, um clube muito legal, numa festa especial com line-up só de brazucas, foi uma noite linda. Amo tocar na gringa, é sempre uma experiência melhor que a outra e só agradeço, poque todas as vezes volto com um presente importante de algum amigo, como esse do Miguel.

Music Non Stop – No seu coração, quem manda? Techno ou house?

Paula Chalup – Aí fica difícil rsrs eu amo house, mas quem manda mesmo é o techno. Eu venho da techneira, comecei a tocar onde o techno era muito forte, acho que por isso sempre continuei tocando techno mesmo quando as modinhas foram de outras vertentes. Na minha opinião, o techno sempre esteve presente, mas precisa sempre alguém lá de longe mostrar isso, aí é legal. Então, como toco techno, o momento tá bom 🙂

Music Non Stop – O que você acha das mudanças que têm rolado na cena de festas em São Paulo?

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Paula Chalup – Eu acho muito, mas muito importante pra cena todas essas novas festas que vêm acontecendo. Muitos gigantes produtores tendo espaço pra tocar e crescer com isso, novos núcleos de pessoas que fazem pela MÚSICA. Certeza que é por isso que está dando tão certo e abrindo portas, porque o movimento é de quem AMA música e só sai pra dançar sem muitas críticas, uma coisa que há muito tempo não via e não sentia. Só mesmo na minha pista preferida, o Hell”s Club.

 

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