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DJ Andy mostra seu top 10 eclético, que vai de Prodigy a Phil Collins. Aprenda com quem sabe!

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Com mais de 20 anos de experiência, Dj Andy não se contentou em apenas tocar (e como toca) e se tornou dono de clube. No charmoso Mono Club, na rua Augusta, ele mostra seus sets e convida amigos de longa data para fazerem versões mais intimistas de suas noites.

Londres, Bristol, Manchester, Brighton, Birmmingan, Alemanha, Viena, Aústria, República Tcheca, Canadá,EUA, América do Sul… estes são alguns dos lugares por onde o DJ já se apresentou. Mas foi em São Paulo, nos anos 90, que Andy virou Deus, tocando drum’n’bass na mítica Over Night.

Junto com os DJs Marky, Patife e Koloral, Andy formou o quarteto de ouro do drumba que fez a fama de cidade clubber de São Paulo. De lá pra cá, muita coisa rolou, mas o que permanece é o bom gosto, a técnica impecável e a vontade de fazer e acontecer do DJ. Ah, e diga-se, agora ele tem pra quem passar o bastão, o seu filho lindo Pietro. Saco só o moleque dominando a cabine enquanto Andy se apresentava na festa infantil Disco Baby:

Desde 2005, Andy comanda a bem-sucedida Sub Grave e também passou a ser o representante oficial de uma das maiores e premiadas festas de drum’n bass de Londres, a Movement, convidado pelo seu mentor, Bryan Gee.

Apaixonado por clássicos dos anos 70, 80 e 90, vira e mexe Andy se apresenta tocando set de clássicos (para sorte de quem está na pista). Com tanta bagagem, nada mais justo do que a gente perguntar pra ele, afinal, qual é o seu top 10 definitivo.

Com a palavra, mr. Anderson Cepeda, o DJ Andy:

“Nesses primeiros discos vou mencionar algumas das coisas que fizeram parte de minha infância, pois meu pai era sempre o escolhido para colocar o som nas festas da família por conta da grande paixão por discos que tinha e toda semana chegava em casa todo feliz com uns 6 a 10 discos novos na sacola, era muito legal”.

1 – Al Green – Let’s Stay Together

“Essa era uma que estava em quase todas as fitas k-7 que meu pai gravava pra ouvir no carro. Depois que saiu a versão com a Tina Tuner ele gravava uma de cada lado rs”

2- Christopher Cross – Ride Like The Wind

“A essa altura eu já começava a gravar minhas fitinhas pra ouvir no walkman e ter minha própria seleção, claro, influenciado pelo daddy (você conseguiu me arrancar lágrimas agora)” ~ oin, fofo!

3 – Phil Collins – Easy Lover

“Adoro essa música, tem um super astral pra cima, mãos pra cima, todos cantando, música que te deixa feliz,
sou fã de Phil Collins e do Genesis

4 – Hamilton Bohannon – Lets Start the Dance

“Lembro que tinha essa música no disco da novela Elas por Elas, hoje tenho o 12” dele e guardo com muito carinho”

5 – Michael Jackson – Wanna Be Startin’ Somethin’

“Nessa lista não poderia deixar de falar do King of Pop, ainda mais quando o auge era o breakdance, depois que vi ele dançando, tentava imitar de todo jeito”

6 – Rob Base & Dj EZ Rock – It Takes Two

“Quando entrei pela primeira vez em uma casa noturna (Contra-Mão) ouvi esse beat forte com os graves batendo no meu peito, aquilo me impactou e comecei uma nova pesquisa. Nessa época eu começava a fazer meus bailinhos de garagem”

7 – Public Enemy – Fear of a Black Planet

“O álbum inteiro é um absurdo, Public Enemy me arrebatou, fiquei louco, querendo gravar todas as músicas, fazer pesquisa etc, tentava fazer os scratches do Terminator X, dançar igual ao Flavor Flav, minhas preferidas do álbum são: Brothers Gonna Work it Out, Welcome to the Terrordrome e Fight the Power

8 – Rebel Mc feat Tenor Fly – Wickedest Sound

“Uma mistura de hip hop, ragga e house, uma nova música estava por vir, umas das músicas que podem ser consideradas como essência para o jungle”

9 – The Prodigy – Experience

“Em 1992/93 ouvi Prodigy, junto com Altern8, N Joy, Bizarre Inc e aí realmente mudou minha vida. Início do hardcore, música que vinha de Londres, com grande influência de house, acid, hip hop, breakbeat, dub e reggae.
Um mix de emoções ao ouvir esse álbum, pra mim o melhor do grupo”

10 – Goldie – Timeless

“Isso é uma obra de arte, um dos discos mais premiados e outro divisor de uma era, aqui se concretizava o drum’n’bass. Minhas preferidas: Inner city Live, Kemistry, Angel e State of mine”.

 

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