Coleção de mini discos Zuru Vinyl Balls imagem: divulgação

Disquinhos de vinil colecionáveis viram febre na gringa

Jota Wagner
Por Jota Wagner

Brinquedo de jovens adultos, as Vinyl Balls vêm com mini discos de vinil capazes de tocar música de verdade (mas apenas por alguns segundos)

Essa matéria pode começar de duas formas. A primeira: “já temos um Kinder Ovo de adulto”. A segunda: “Álbum de figurinhas é o caramba, eu quero mesmo minhas Zuru Vinyl Balls!”.

Isso porque uma empresa de brinquedos neozelandesa chamada Zuru lançou, no primeiro semestre deste ano, um produto que está fazendo a cabeça de muita gente, com centenas de vídeos de unboxing replicados nas redes sociais. Uma coleção de minidiscos de vinil com pouco mais de quatro centímetros de diâmetro, com capa e tudo, vendidos em bolas de plástico seladas. Além disso, a fábrica vende o minitoca-discos para reproduzir o som das miniaturas.

Zuru Vinil Balls

imagem: divulgação

As Zuru Vinyl Balls podem ser compradas no mercado europeu e estadunidense por cerca de 47 reais. Cada bolinha vem com quatro discos surpresa, mais um mini-item colecionado que pode ser uma miniatura de microfone, disco de ouro e muito mais. Acompanhado de um cenário com pinta de casa de bonecas, o toca-disco é vendido por cerca de 120 reais. O bagulho foi feito para ser mesmo colecionável. Por isso, não há como saber que disco está dentro das bolinhas compradas.

A coleção inteira, até agora, tem 45 lançamentos que vão de Kate Perry e Billie Eilish a Kiss e Beach Boys. Bolinha comprada e aberta, o próximo passo é sair trocando com os amigos (gringos, já que o produto ainda não chegou oficialmente ao Brasil), ou adquirir no mercado de revenda, onde várias pessoas já as vendem no esquema “escolha o seu”, com o devido acréscimo no preço.

Para apimentar ainda mais a sua gana consumista, a Zuru dividiu a coleção com alguns itens “raros”, produzidos em menor número. São versões dos seus álbuns em tinta dourada e outras miniaturas especiais, para deixar qualquer colecionador louco.

A parte ligeiramente decepcionante é que cada disquinho toca apenas um clipe de 30 segundos de cada música, e o som dos minitoca-discos é sofrível. Mas o item vale mesmo como peça de prateleira, para encantar as visitas em casa.

 

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é repórter especial de cultura no Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.