"Vegan" escrito com legumes cortados

Dia Mundial do Veganismo: conheça a história do movimento que não para de crescer

Por Luisa Pereira

Conheça a história do movimento Vegan, que não para de crescer no mundo todo.

No próximo dia 1º de novembro, é comemorado mundialmente o Dia do Veganismo, data criada em 1994 por Louise Wallis, então presidente da The Vegan Society, na Inglaterra, por conta do 50º aniversário de fundação da organização e a criação dos termos vegano e veganismo. Ser vegano é uma forma de viver excluindo todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja na alimentação, no vestuário ou em qualquer outra finalidade.

Pitágoras, influenciador do veganismo

“Dos veganos junk food aos veganos crudívoros – e todos mais entre eles –, há uma versão do veganismo para todos os gostos. No entanto, uma coisa que todos nós temos em comum é uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como couro e qualquer produto testado em animais”, diz a definição criada pela The Vegan Society, a mais antiga entidade vegana do mundo.

Esse estilo de vida surge com duas ideias interessantes: uma do filósofo grego Pitágoras, por volta de 500 anos antes de Cristo, que disse que, “enquanto o ser humano for implacável com as criaturas vivas, ele nunca conhecerá a saúde e a paz. Enquanto os homens continuarem massacrando animais, eles também permanecerão matando uns aos outros. Na verdade, quem semeia assassinato e dor não pode colher alegria e amor”; no mesmo período, Siddhārtha Gautama, o Buda, conversou com seus seguidores sobre a importância da alimentação isenta de ingredientes de origem animal. Dessa forma, Pitágoras e Buda são as primeiras indicações de uma consciência da preservação da vida animal.

O filósofo grego Plutarco, no século I, escreveu “Do Consumo da Carne”. No “Discurso Primeiro”, define o apetite humano por carne como uma manifestação de luxúria. Mas é a partir do século XV que vários pensadores e artistas viram no vegetarianismo um meio de contribuir para a libertação animal e humana, já que, ao alimentar-se da carne, o ser humano torna-se prisioneiro de si mesmo, das suas próprias incoerências, como questionou Leonardo da Vinci e o filósofo e humanista francês Michel de Montaigne. No século XIX, quatro escritores britânicos – Joseph Ritson, John Frank Newton, Percy Bysshe Shelley e William Lambe –, considerados ativistas vegetarianos e defensores dos direitos dos animais, inspiram-se nos pensadores como Pitágoras, Plutarco e John Milton, tornando-se os precursores do veganismo atual.

No início de novembro de 1944, em Londres, reúnem-se Donald Watson, secretário da Sociedade Vegetariana de Leicester, e cinco vegetarianos éticos para discutir a criação do veganismo, aperfeiçoando o vegetarianismo, com o objetivo de beneficiar ainda mais os animais e manter o estilo de vida vegano como é até hoje.

O veganismo no Brasil

No Brasil, o estilo de vida é difundido pelo jornalista e poeta Carlos Dias Fernandes, no livro “Proteção aos Animais”, de 1914, seguido posteriormente pelo médico higienista Flavio Maroja. Em 26 de janeiro de 1917, é fundada a Sociedade Vegetariana Brasileira, com sede no Rio de Janeiro.

Os mitos do veganismo

Muitos mitos existem sobre o veganismo. Normalmente, as pessoas que adotam esse estilo de vida passam pelo vegetarianismo e adotam um controle muito importante sobre a sua saúde, com consultas periódicas em especialistas nessa dieta. Isso para garantir a qualidade de vida e orientações sobre os inúmeros alimentos naturais e saudáveis, como arroz, feijão, legumes, hortaliças, castanhas, frutas, entre outros, evitando tudo que promova o sofrimento animal.

Crescimento do movimento

Convém ressaltar que, nos últimos sete anos, a população vegetariana ou vegana dobrou. Conforme pesquisa do IBOPE, são mais de 29 milhões de brasileiros preocupados com os novos hábitos de consumo, respeito ao meio ambiente e modo de vida saudável.

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