Oruã

Rock psicodélico, mantras em forma de MPB e muito mais. As músicas que você não pode deixar de ouvir na Destaques da Semana

Por Jota Wagner

A selecão de destaques da semana, com o que de mais intrigante chegou à nossa redação nos últimos tempos, está simplesmente especial.  Músicas que você não pode viver sem.  Todas as sextas, Jota Wagner garimpa os diamantes sonoros para lhe dar de presente.

Bem aventurados os pacientes. Semana passada, devido ao feriado, fez com que não tivéssemos os destaques da semana aqui no seu MNS.  Deve ter sido dificil conviver sete dias sem novidades selecionadas a dedo para conhecer. Mas a espera acabou.  Confira a lista do que mais incrível chegou na redação.

 

 

Destaque dos destaques – Oruã

Que entortação deliciosa nos chega do RJ com a música Essência Bruta, do Oruã. Imagine seu corpo sendo jogado em uma imensa máquina de mexer massa de pão. Aquela, cujas pás lentamente vão movimentando o seu ser numa panela circular misturando-o uma guitarra renitente, a um teclado incrível e uma bateria perfeita.

Nova disco clásssica

É possível fazer disco music clássica com cara de hit novo? O Silver Twins Of Funk (com ajuda de Jenny Silver) prova que sim.  Tem tudo o que você espera de uma bolacha da Diana Ross.  Palminhas, vocais soul desesperados, um baita de um groove e, no caso de D.T.F. (Down to Funk, Are You?), sintetizadores doidões e solos de guitarra.  Ah! E eles são escandinavos.

 

 

Jacaré na moda

Esta sensacional composição de Duane, Braga e Vini com participação de Cris, chamada Jacaré, une vários elementos cariocas em uma amálgoma intrigante.  Tem o humor nonsense e contagiante de Jorge Ben, uma composição funky de primeira, pop e sofisticada ao mesmo tempo.  Esquisito. Bom demais. Não fode com o Jacaré!

Maringó

Rabo de Foguete, do Charme Chulo, é difícil de decifrar.  Junta batidas do norte do país com um sotaque meio vanerão, já que o pessoal é de Maringá, o que resulta num treco meio brega, meio dançante, bem humorado, que a partir daqui chamaremos de maringó.  A banda cita influências do rock rural de Sá, Rodrix & Guarabira mas aqui, o sabor tem tons de Graforréia Xilarmônica, saudodos gaúchos.

Rock fuzz existencial

Uma deliciosa surpresa assistir ao clipe novo de Adriana Vieira para a música Deviam Vender. Produção sublime (que é do Marcelo Callado) para uma canção primorosa, daquelas que desperta uma vontade gigante de ver ao vivo. Groove roqueiro setentão, uma melodia imprevista na voz e vibe de festa, que remete a Di Melo.  Uau!

Algo mágico

Cidrais e Gerri G

Cidrais e Gerri G – foto: Matheus Conrado

A música Entre, dos irmãos Cidrais com Gerri G. tem algo de mantra. Dá uma bagunçada aqui dentro.  As batidas 4×4, os brilhos da percussão e a forma com que é cantada, além da letra majestosa repetida por toda a canção tira você de um lugar e deixa em outro. Um lugar melhor.

 

Psicodelicia Indie de Piracicaba

Sala Cinza

Sala Cinza – foto: divulgação

A cidade paulista Piracicaba é conhecida a tempos como uma fonte de modernidade, desde os tempos da bana Killing Chainsaw. É lá que rolava o festival Locomotiva, um dos mais interessantes do país para fãs de indie rock. E é justamente de dentro deste núcleo produtor de festivais que sai a banda Sala Cinza. O som tem a cara do Locomotiva, que agora também virou gravadora.  Making Piracicaba great again!

 

 

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é editor chefe do Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.

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