Depois de ser adiada, 34ª Bienal de SP é aberta ao público e estreia com mais de mil obras

Por Amanda Sousa

Com o tema: Faz escuro mas eu canto”, a programação da 34ª Bienal de São Paulo  inclui apresentações musicais, performances, encontros com artistas e conversas.

Entrada para a 34ª Bienal é gratuita, mas é necessário apresentar comprovante de vacinação contra a Covid-19.

Com muita emoção já é possível escrever sobre a volta de atividades culturais presenciais. Aos poucos e ainda com todos os cuidados necessários, alguns eventos já voltam, deixando o nosso coração um pouco mais tranquilo e proporcionando uma ansiedade ainda maior.  É o caso da 34ª Bienal de São Paulo, que era para ter acontecido em 2020 mas foi adiada por conta da pandemia. O evento acontece no Parque do Ibirapuera,  começou no dia 4 de setembro e traz o tema: Faz escuro, mas eu canto – verso de Thiago de Mello que caiu como uma luva no contexto atual.

34ª Bienal de São Paulo

Foto: © Freddy Leal / Fundação Bienal de São Paulo

O local da exposição conta com nada menos do que 1.100 obras expostas no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, mais de 90 artistas de todos os continentes e, além disso, a distribuição entre mulheres e homens é equilibrada, e cerca de 4% dos artistas identificam-se como não-binários. Esta será, ainda, a Bienal com a maior representatividade de artistas indígenas de todas as edições com dados disponíveis, com 9 participantes de povos originários de diferentes partes do globo (aproximadamente 10% do total).

A mostra abre agora readequada ao momento pandêmico, com rígidos protocolos definidos em conjunto com o Hospital 9 de Julho e área de alimentação instalada do lado de fora do Pavilhão, em espaço aberto. A curadoria é de Jacopo Crivelli
Visconti (curador geral), Paulo Miyada (curador-adjunto), e Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez (curadores convidados). A visitação se estende até 5 de dezembro.

Prédio Bienal SP

Foto: © Freddy Leal / Fundação Bienal de São Paulo

Para além do Pavilhão
Com  o objetivo de ampliar os diálogos estabelecidos entre as obras e seus contextos e os possíveis pontos de contato com o público, a 34ª Bienal apresenta intervenções temporárias fora do Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, dos artistas Clara Ianni, Eleonora Fabião, Grace Passô, Jaider Esbell, Paulo Nazareth e Oscar Tuazon.

Enunciados
Todo lugar carrega elementos que não são obras de arte, mas que possuem histórias marcantes. Na 34ª Bienal esses itens terão um destaque como forma de buscar uma linguagem capaz de delinear os campos de força criados pelo encontro de obras produzidas em lugares e momentos distintos sem, no entanto, limitar as leituras a temas ou conceitos específicos. Dentre os enunciados, encontram-se objetos materiais e simbólicos bastante diversos.

 

34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto
De 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021
Terça, quarta, sexta-feira, domingo e feriados: 10h – 19h (entrada até 18h30)
Quinta-feira e sábado: 10h – 21h (entrada até 20h30)
Fechado às segundas
Entrada gratuita
Acesso mediante apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19, impresso ou on-line Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

Amanda Sousa

Amanda Sousa é mãe, feminista, tem 30 anos e é formada em Comunicação Social. Natural de São Paulo, atualmente mora em Jundiaí. É apaixonada por música desde que se entende por gente. Vai do punk ao pop, gosta de descobrir sons em todas as vertentes.

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