Como os celulares e os aplicativos móveis estão mudando o cenário musical atual

Amanda Sousa
Por Amanda Sousa

Grandes nomes da música já usam celulares  e aplicativos para produzir música e levar novos conteúdos a seus fãs

Nos últimos anos houve uma evolução gigantesca na maneira como consumimos música. E não foi só a gente que precisou se adaptar aos novos formatos. Nessa onda, muitos artistas foram além e levaram seus fãs em uma jornada digital trazendo experiências totalmente envolventes, afinal, hoje em dia todo mundo possui aparelhos celulares e é possível ouvir músicas onde estiver: no carro, na rua, no ônibus… Foi nessa pegada que músicos começaram a lançar conteúdo visível, audível e navegável em formato de aplicativos, criando um espaço de escuta mais experimental e interativo, onde é possível remixar a obra de um artista ou criar novas musicalidades.

PolyFauna

O aplicativo criado em parceria com o estúdio britânico Universal Everything, o PolyFauna não traz músicas novas ou afins, mas foca em uma experiência que transcende sons, cores, interação e espaço para celulares. O aplicativo se inspira nas sessões de The King of Limbs do Radiohead e inclui arte de Stanley Donwood e áudio da banda e Nigel Goodrich, pois leva o usuário a um mundo envolvente e em constante evolução que reage a cada movimento seu. Uma nova colisão pioneira entre a arte digital e o mundo dos aplicativos, a colaboração vê a criação de versões abstratas, expandidas e explodidas de trabalho de áudio e visual. Convidando o usuário a um mundo imersivo e expansivo de vida primitiva, clima, pôr do sol, montanhas e florestas, PolyFauna vem de um interesse em experimentos de vida em computador e nas criaturas imaginadas de nosso subconsciente.

Além do trajeto subjetivo e sensorial, há alguns elementos de jogo como seguir um ponto vermelho que aparece de tempos em tempos na tela. Também é possível fazer uma captura da imagem que se forma, como uma oportunidade de guardar o momento exato de uma experiência tão abstrata que dificilmente se repetirá novamente.

Biophilia – Björk

O oitavo álbum da carreira da cantora islandesa Björk, Biophilia (2011) é o primeiro álbum de estúdio em formato de aplicativo para celulares no mundo, feito em colaboração com a Apple e produziu uma das aplicações tecnológicas mais instigantes, profundas e inovadoras que conseguiu unir arte, música, espiritualidade, natureza e ciência. O aplicativo é tão complexo que se tornou o primeiro aplicativo incluído na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. São 10 aplicativos diferentes, um para cada música do álbum, vinculados por meio do aplicativo mãe e navegados usando um menu de constelação personalizado que muda de direção, zoom e órbita com base no toque do usuário. Os usuários podem ouvir cada música, ver a partitura, ler um ensaio sobre aquela música, ler suas letras e créditos de rolagem, usá-la como faixa de karaokê, ver vídeos de animação personalizados e alguns aplicativos até incluem jogabilidade! O aplicativo custa R$74,90 e está disponível para iOS.

Amanda Sousa

Amanda Sousa é mãe, feminista, tem 30 anos e é formada em Comunicação Social. Natural de São Paulo, atualmente mora em Jundiaí. É apaixonada por música desde que se entende por gente. Vai do punk ao pop, gosta de descobrir sons em todas as vertentes.

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