Kassa Overall no C6 Fest 2025. Foto: DivulgaçãoC6 Fest 2026: onde encontrar o Music Non Stop
Edição: Flávio Lerner
Descubra as atrações do festival que nossa equipe definitivamente não vai perder
A redação do Music Non Stop estará em peso no C6 Fest 2026, um dos nossos festivais prediletos. Durante os quatro dias de rolê, que começaram ontem, festivamente percorreremos uma maratona de shows divididos entre o Auditório e o Parque do Ibirapuera, no final de semana. Não dá para ver tudo, claro.

Onde encontrar-nos? Se você quiser tentar fazer amizade conosco, pedir emprego, elogiar alguma matéria ou cobrar um dinheiro que algum de nós porventura lhe deva, compartilhamos o roteiro de atrações que não perderemos.
Sábado, 23 de maio
Horsegirl (14:40h – Tenda Metlife)
Formada em Chicago em 2019, a banda americana Horsegirl é composta por Nora Cheng (guitarra e voz), Penelope Lowenstein (guitarra, baixo e voz) e Gigi Reece (bateria), três jovens musicistas que ganharam destaque ainda na adolescência ao integrar a cena underground local Hallogallo e chamar a atenção da crítica com seu rock influenciado pelo noise pop e indie rock dos anos 1980 e 1990 — mais precisamente, Sonic Youth, Dinosaur Jr., Pavement e Yo La Tengo.

Baxter Dury (16h40 – Tenda Met Life)
Filho do lendário Ian Dury (ícone do punk e new wave britânico), Baxter Dury construiu uma carreira própria e aclamada como músico indie, afastando-se da sombra paterna com um estilo distinto que mescla spoken word seco, observational humor e arranjos que transitam entre o pop de câmara e a eletrônica. Ele conversou com o Music Non Stop e contou um pouco sobre como será o show de sábado.

BaianaSystem part. Makaveli e Kadilida (18h50 – Arena Heineken)
Formado em Salvador em 2009, o BaianaSystem é um coletivo musical que revolucionou a cena brasileira ao fundir a guitarra baiana (herança de Dodô e Osmar) com a cultura dos soundsystems jamaicanos, criando uma sonoridade que transita entre o dub, o samba-reggae, o afrobeat e a música eletrônica.
Juntos com os rappers da Tanzânia Makaveli e Kadilida, expandirão o trabalho de abraçamento entre Salvador e Dar es Salaam, adicionando o singeli, ritmo muitas vezes classificado como “rave africana”, à mistura galáctica do BaianaSystem. Um encontro que, convenhamos, somente a narrativa do coletivo baiano poderia proporcionar. Nossos ouvidos e nossos olhos estarão voltados para o palco principal do C6 Fest, curiosos pela potência apocalíptica que essa união deverá proporcionar.

The xx (20h45 – Arena Heineken)
Grande headliner da noite, a banda The xx, formada em 2005 no sudoeste de Londres, é um projeto inglês de indie pop conhecido por seu som minimalista, atmosférico e pelas harmonias vocais entre Romy Madley Croft (guitarra, vocal) e Oliver Sim (baixo, vocal), complementadas pelas batidas e produção de Jamie Smith, o Jamie xx.

Mabe Fratti (23h – C6 Lab)
Violoncelista, compositora e cantora guatemalteca, Mabe Fratti é celebrada atualmente na música experimental contemporânea latino-americana, construindo uma obra que funde formação clássica com improvisação livre, eletrônica ambient e uma voz etérea e versátil.
Domingo, 24 de maio
Samuel de Saboia (15h – Tenda Metlife)
Natural de Recife, Samuel de Saboia é um artista multidisciplinar de 27 anos que, em 2025, adicionou mais uma camada à sua já consolidada carreira nas artes visuais com o lançamento do seu álbum de estreia, As Noites Estão Cada Dia Mais Claras. Antes de se aventurar na música, Saboia já havia conquistado o mercado internacional de arte, tornando-se, em 2024, o nome mais jovem a integrar as coleções dos museus LACMA (Los Angeles) e Museo Thyssen (Madri).
Benjamin Clementine (16h30 – Tenda Metlife)
Cantor, compositor e pianista britânico de ascendência ganesa, Benjamin Clementine emergiu na música com uma trajetória incomum e uma voz inconfundível que lhe valeu o apelido de “Nina Simone contemporâneo”. Depois de deixar a casa dos pais aos 16 anos e viver como sem-teto em Londres, mudou-se para Paris, onde dormiu nas ruas e começou a tocar como músico ambulante no metrô, experiência que moldou a sua identidade artística.

Beirut (18h30 – Arena Heineken)
Projeto musical do cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Zach Condon, natural de Santa Fé, Novo México, o Beirut ganhou notoriedade em meados dos anos 2000 ao fundir indie rock com uma rica tapeçaria de influências da música mundial, particularmente dos Balcãs, da França e do México.
Nascido em 1986, Condon abandonou a escola aos 17 anos para viajar pela Europa, onde teve seu primeiro contato com bandas de metais dos Balcãs, uma experiência que moldou profundamente a sonoridade do seu álbum de estreia, o aclamado Gulag Orkestar (2006), que ele gravou majoritariamente sozinho em seu quarto.

Robert Plant’s Saving Grace feat Suzi Dian (20h30 – Arena Heineken)
Projeto musical liderado pelo lendário vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant’s Saving Grace é uma banda formada em 2019 que conta com a vocalista Suzi Dian, o baterista Oli Jefferson, o guitarrista Tony Kelsey, o multi-instrumentista Matt Worley (banjo e cordas) e o violoncelista Barney Morse-Brown.
Nascido de apresentações intimistas e quase espontâneas em pequenos teatros no interior da Inglaterra, o grupo representou para Robert Plant uma fuga da “tediosidade entre projetos” e uma redescoberta do prazer musical sem grandes ambições profissionais. A química instantânea entre os músicos, todos vindos de um raio de poucos quilômetros na região rural inglesa, levou à gradual construção de um repertório que culminou no álbum de estreia, Saving Grace, lançado em 26 de setembro de 2025 pela Nonesuch Records.

Cameron Winter (23h – C6 Lab)
Nascido no Brooklyn em 2002, Cameron Winter é o vocalista, pianista e principal compositor da aclamada banda de rock Geese, formada com amigos de escola em 2016, e desde 2024 construiu uma carreira solo paralela de estrondoso sucesso crítico com o lançamento de seu álbum de estreia, Heavy Metal.
Criado em um ambiente artístico — filho de uma escritora e de um compositor para TV e cinema —, Winter viu sua trajetória no esporte ser interrompida por sucessivas concussões na adolescência, o que o levou a se dedicar integralmente à música e a assinar com a Partisan Records em 2020, junto com seus companheiros de Geese. O New York Times o definiu como um artista “a caminho de um tipo altamente pessoal de estrelato”.




