Gui Boratto Audio imersivo

A forma como você ouve a música na pista de dança está mudando. Brasil entra de cabeça na audição imersiva

Por Jota Wagner

Nova tecnologia, que permite a audição de músicas na plateia em três dimensões, já começa a ser implantada no Brasil de forma pioneira. Conheça a audição imersiva

Na história da música, não são poucas as revoluções causadas por avanços tecnológicos. Seja através de um novo formato de mídia, como o advento dos discos de vinil em 33 rotações por minuto, seja na invenção de novos equipamentos, como a TB 303, que trouxe novas possibilidades para a música eletrônica, novas tecnologias que possibilitam uma nova experiência sonora são calorosamente abraçadas pelo mundo da música. Esta indústria ama novidades!

Uma nova onda está chegando. De forma pioneira no Brasil, festas estão recebendo em seus sistemas de som um avanço que permite com que a plateia perceba os elementos da música em três dimensões. Cada elemento, aliás, pode ser controlado em tempo real pelo artista, que decide a posição e o movimento do som de um sintetizador, por exemplo, causando uma sensação completamente nova a quem dança. “Quando desligamos o som imersivo no final do meu show e voltamos para o sistema estéreo tradicional, a diferença era enorme”, nos conta Gui Boratto, que comandou a primeira apresentação utilizando esta tecnologia no Surreal Festival, em Camburiú, no mês de maio.

A audição imersiva utiliza a tecnologia Dolby Atmos, já presente em cinemas e games, e foi trazida aos eventos por dois feras do assunto, André Zabeu e Clement Zular, fundadores da ANZ Immersive Audio, em São Paulo. A empresa realizou o primeiro show neste formato da América Latina (e um dos primeiros do mundo), onde o artista controla em tempo real o movimento dos elementos da música.

Nesta quinta-feira, dia 02, a ANZ realiza seu terceiro evento, desta vez no D-Edge Club e novamente sob a batuta de Gui Boratto. O artista remixou recentemente seu álbum mais notável, Cromophobia, em Dolby Atmos e o resultado poderá ser conferido na pista de dança.

Não é somente na pista que a audição imersiva pode ser apreciada. A viagem pode ser feita através de fones de ouvido em computadores e celulares. A própria ANZ Immersive Audio presta serviços de gravação e mixagem em Dolby Atmos para artistas e empresas. No entanto, é nas apresentações de ao vivo que assumem protagonismo mundial.

A diferença de percepção sonora na plateia faz com que a audição imersiva ganhe status de nova tendência nas apresentações ao vivo. A banda americana Aerosmith colocou à venda ingressos para uma série de shows em Las Vegas utilizando o sistema e a expectativa é que o número de casas de shows e clubs aumente gradativamente, trazendo um novo padrão para nossos ouvidos.

Para entender como a audição imersiva afaga nossa sensibilidade auditiva, a equipe da ANZ, que conta também com Nathalia Zabeu e Paula Chalup, nos descreve:

Pense em como você percebe os sons do mundo. Imagine-se caminhando por uma cidade grande… à sua esquerda passam carros e bicicletas; abaixo, um trem desacelera chegando ao seu destino; o casal rindo atrás anda até a padaria à sua direita, e você se aproxima dos artistas de rua tocando seus instrumentos à frente. Seus ouvidos são seus melhores sensores de espaço, porque eles captam o som vindo de todas as direções, onde até mesmo a visão não tem alcance.”

Para dançar ao som de Gui Boratto e conhecer a audição imersiva, confira o serviço da festa de hoje:

Serviço

Moving @ D-Edge Club

Av. Auro Soares de Moura Andrade, 41 – Barra Funda – São Paulo

PISTA 1:

23:59 – 01:30 = COPPOLA 

01:30 – 03:30 = RENATO RATIER b2b JUNIOR C 

03:30 – 05:30 = GUI BORATTO 

05:30 – 08:00 = VLOOKUP ATMOS

LOUNGE:

02:00 – 04:00 = DARICK GYORGY 

02:00 – 06:00 = RAFAEL ROSA

VALORES
1o Lote Ingresso = R$50 1o Lote Consumo = R$140 (Esgotados lote seco)
relogio 2o Lote Ingresso = R$60 2o Lote Consumo = R$150 3o Lote Ingresso = R$70 3o Lote Consumo = R$160
* Indispensável a apresentação do RG na entrada.
* Serviço de valet na nova entrada do club.

 

 

 

 

Jota Wagner

Jota Wagner escreve, discoteca e faz festas no Brasil e Europa desde o começo da década de 90. Atualmente é editor chefe do Music Non Stop e produtor cultural na Agência 55. Contribuiu, usando os ouvidos, os pés ou as mãos, com a aurora da música eletrônica brasileira.

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