Fernanda Abreu estreia a turnê “Da Lata 30 Anos” dividindo noite com o grupo britânico Soul II Soul. Foto: Mateus Rubim/DivulgaçãoFernanda Abreu e Soul II Soul dividem palco em noite especial em SP
Encontro histórico promovido pelo Queremos! marca o começo da turnê Da Lata 30 Anos; ingressos já estão à venda
Dia 14 de abril, Fernanda Abreu e Soul II Soul dividem a noite em show no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Um encontro histórico promovido pelo Queremos! para fãs de R&B, pop e soul sem amarras geográficas. Apesar de subir ao palco primeiro, com os colegas internacionais fechando a noite, não seria muito correto dizer que Abreu vai “abrir o show”. A carioca sangue bom deve vender mais ingressos para a terça-feira paulistana do que o coletivo inglês responsável por hits como Keep On Movin’ e Back to Life, donos do topo das paradas britânicas e estadunidenses no final dos anos 80.
O que interessa é que ambos, no universo da música pop dançante, prestaram os mesmos bons serviços, cada um a seu jeito. Enquanto os gringos amplificaram a cultura dos soundsystems no bairro londrino Covent Garden, adicionando muito mais do que o tradicional reggae em festas no Africa Centre, Abreu ajudou a derreter as fronteiras entre o morro e a Zona Sul, ensinando que a música carioca periférica é, sim, a cara do Rio de Janeiro, e que a mistura geral só traria bons resultados.
A artista traz a São Paulo o primeiro show da turnê que celebra os 30 anos de seu mais famoso álbum, Da Lata. A apresentação reúne dez faixas da obra, além de outros sucessos de sua carreira, com parte da banda da formação original de 1995 e uma identidade visual recriada a partir do trabalho de Luiz Stein, agora expandida em videografia e figurinos.
O Soul II Soul foi decisivo para que Da Lata viesse a nascer, em 1995. Quando Fernanda Abreu procurava uma incursão urbana, ligada à música negra atual, chegou ao grupo através do produtor Will Mowat. O LP foi mixado no mesmo estúdio em Londres responsável pelos discos do grupo britânico. Com a marra que lhe é peculiar, é claro que ela não se contentou em simplesmente traduzir o que acontecia na Inglaterra. Meteu samba, funk carioca e demais brasilidades naquele que foi seu trabalho mais importante.




